Consumidores da região do Cariri estão de olho nas novas opções de compras que não estão mais só no Centro
Juazeiro do Norte
O crescimento do setor comercial em bairros deste Município tem atraído
até novas agências bancárias, além da geração de empregos nos setores
formal e informal. No bairro Pirajá, vem sendo registrada a maior
concentração de lojas. Pontos comerciais do Centro da cidade têm migrado
para o local. Para a Câmara de Dirigentes Lojista (CDL), de Juazeiro do
Norte, são polos comerciais que estão se formando e fortalecendo a
economia da cidade, con resultados favoráveis.
A competitividade favorece um melhor preço para o consumidor fotos: Elizângela Santos
Os
bairros Pirajá, São José e Novo Juazeiro são os que mais têm se
desenvolvido nos últimos anos nesse segmento. Em torno do mercado do
Pirajá, dezenas de lojas se instalaram, principalmente nos últimos 10
anos. Para atender à demanda, desde o ano passado foi aberta a primeira
agência do Banco do Brasil.
Vizinho ao local, começou a funcionar
a Caixa Econômica Federal (CEF), há cerca de três meses. A terceira
unidade prevista é uma agência do Bradesco, que deverá funcionar a
partir do próximo ano.
Popular
As lojas
têm se multiplicado no bairro e atraído a clientela até de outros
Municípios, segundo a gerente de uma ótica na localidade, Sandra Costa.
Foi a primeira de, pelo menos, três que existem na Avenida Ailton Gomes,
onde se encontra a maioria dos estabelecimentos. Ela afirma que a venda
não chega a se equiparar ao Centro, mas percebe que o comércio popular
tem sido o forte. "Temos clientes até de Santana do Cariri", afirma.
Na
avenida, funcionam desde casas lotéricas, bancos, supermercados, lojas
de confecções, calçados, material de construção, farmácias e serviços
variados, além do mercado do Pirajá, que antes da inauguração da Central
de Abastecimento do Cariri (Ceasa- Cariri), em Barbalha, era o
principal fornecedor de hortifrutigranjeiros da região.
Para a
dona-de-casa, Sandra Maria Alves de Araújo, residente no bairro vizinho
ao Pirajá, o Tiradentes, o comércio tem se fortalecido no local e
facilitado a vida dos moradores das localidades mais próximas. Ela
afirma que não vê muita diferença nos preços dos produtos em relação aos
estabelecimentos do Centro e poucas vezes se desloca do bairro. "É
muito mais vantajoso para as pessoas, que não precisam ir para outras
localidades", diz ela.
E essa realidade tem sido importante
também para os lojistas. Segundo o presidente da CDL de Juazeiro, Michel
Araújo, muitos comerciantes preferem se instalar nos bairros, em
virtude das despesas de manutenção. A alta dos aluguéis no Centro de
Juazeiro, fez com que muitos lojistas procurassem os bairros Pirajá e
Novo Juazeiro. De acordo com Michel, é muito difícil ter um levantamento
em números do que representa essa fatia do mercado.
De acordo
com o dirigente lojista, hoje são cerca de 6.700 registros de CNPJ de
pontos comerciais na cidade. Apenas 700, o que corresponde em torno de
11% desse total, estão filiados à CDL. "Portanto, não dá para se ter uma
margem da representatividade do ponto de vista econômico", justifica.
Já no bairro São José, que separa as cidades de Crato e Juazeiro do
Norte, se instalaram, nos últimos anos, grandes redes de atacado, a
exemplo do Maxxi Atacado, da rede Walmart, além do Atacadão, do
Carrefour. Em torno desses grandes empreendimentos, novas lojas se
instalam na Avenida Padre Cícero, principalmente novas concessionárias
de veículos.
Para o empresário Jonas Miguel da Silva (Gonzagão),
sair do Centro da cidade como vendedor, para investir em uma loja de
material de construção há 12 anos, no bairro Pirajá, foi a melhor opção
que teve na vida. Eram poucos os estabelecimentos do ramo quando ele
chegou na Avenida Ailton Gomes. Hoje, são mais de 15 do segmento. "Temos
nesta área um comércio forte e variado, que atrai compradores de várias
cidades da região e não apenas dos bairros", diz ele.
Em pouco
mais de um ano aberta no bairro Pirajá, a agência do BB tem superado as
expectativas em movimentação. Segundo o gerente, Raimundo Pedroza, há um
movimento normal de uma agência bancária de porte médio de até 12 anos
de funcionamento.
A realidade de negócios na área chama atenção
do gerente. Um flat e um hotel estão sendo construídos nas proximidades
da agência do BB. Um verdadeiro mercado de confecções toma conta do
canteiro central da rua. Uma mistura do comércio formal, convivendo
ainda de forma pacífica com à informalidade.
ELIZÂNGELA SANTOSREPÓRTER
/Diário do Nordeste
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