segunda-feira, 2 de julho de 2012

PSDB : Um partido elétrico

Sebastião Nery

O PSDB é um partido elétrico. Nasceu na Eletropaulo. Ali começou a se estruturar, a partir de 83, o projeto de criação de um novo partido, fora do PMDB, cuja legenda para presidente da República, nas primeiras eleições que houvesse, já tinha donos: Ulysses ou Tancredo.
Franco Montoro tinha sido eleito governador de São Paulo, Fernando Henrique assumiu o Senado na vaga dele, Covas foi nomeado prefeito e José Serra era o supersecretário do Planejamento, um primeiro-ministro estadual. Faltava ao grupo uma legenda para preparar o futuro.
Aparece Sérgio Motta, com sua gordura e sua garra, um trator para toda obra. Amigo de Fernando Henrique e Serra, desde que os dois moravam no Chile, Serra exilado de verdade, dando aulas, Fernando Henrique de mentira, funcionário da ONU. Daqui, Serjão arranjava dinheiro e mandava para os dois.
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O GOLPE DE SERJÃO
Sérgio Motta tinha experiência de fazer dinheiro com governo. Em 78, foi o tesoureiro da campanha de Fernando Henrique ao Senado. Logo depois, no governo Figueiredo, deu o grande golpe. Conseguiu apoio e dinheiro com o general Golbery e criou a Coalbra, usinas antiecológicas importadas da União Soviética, para fazer alccol de madeira. Um dos diretores era o então jovem economista Paulo Renato.
Apesar da oposição do vice Aureliano Chaves, coordenador da área de energia no governo, Golbery e Serjão arrancaram a aprovação do ministro de Minas e Energia, César Cals. Jamais funcionou e a carcaça fantasma está lá até hoje, em Uberlândia. O prejuízo do governo foi de US$ 200 milhões.
Nunca mais Sérgio Motta e sua turma foram pobres nem fracos. Quando Montoro se elegeu governador em 82, Fernando Henrique, Covas e Serra indicaram Serjão para dirigir a poderosa e riquíssima Eletropaulo. E passou a comandar o projeto econômico, financeiro e político do grupo.
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CONTRA ULYSSES E TANCREDO
A Eletropaulo era o grande baú. Em 85, Serjão dirigiu a campanha de Fernando Henrique para prefeito de São Paulo. Perdeu para Jânio. Em 86, comandou a campanha para senador. Ganhou. Na Constituinte, Fernando Henrique tentou ser o relator-geral pelo PMDB. Ganhou Bernardo Cabral.
Em 88, mal era aprovada a nova Constituição, com a convocação de eleições presidenciais para 89, a turma não queria Ulysses, já tinha Covas como candidato, mas não havia como lhe tomar a legenda do PMDB. Reuniram-se para criar o PSDB: Montoro, Covas, José Richa, Fernando Henrique, Serra, Tasso Jereissati, Pimenta da Veiga, Artur da Távola.
Em 89, fracassaram. Derrotaram Ulysses (4,43% dos votos) e Covas perdeu feio (10,78%). Collor ganhou no País (28,52%), mas também em São Paulo, capital e interior (23,42% contra 21,80% de Covas).
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A MORTE DOS TRÊS
Em 90, insistiram com Covas para governador, derrotado por Quércia, que elegeu Fleury. Em 94, afinal, Itamar, com o Real, salva o grupo: Fernando Henrique presidente, Covas governador, Serra senador.
Serjão deu o golpe em Pimenta da Veiga, ficou com as sobras da campanha e lhe tomou a presidência do partido, arranjou a Fazenda Buritys, assumiu o Ministério das Comunicações para vender as teles e comprou a reeleição para executar os “20 anos de poder”.
O projeto previa Serra prefeito, para ser governador com Covas presidente em 2002. Serjão e Covas morreram, Serra herdou a candidatura, certo de que Fernando Henrique o elegeria. Foi aí que o partido elétrico começou a dar curto-circuito.

( Tribuna da Internet ) 

Governos querem sempre diminuir o salário dos aposentados

Pedro do Coutto
O título deste artigo – creio – sintetiza uma triste verdade repetida seguidamente ao longo dos últimos cinqüentas anos, infelizmente. De Juscelino para cá o processo crítico contra o valor do trabalho humano e de sua contribuição social se evidenciou. Com a reforma do sistema previdenciário implantada em 59, o teto das aposentadorias (e pensões) pagas pelo INSS, que naquele tempo se chamava INPS, foi fixado em 20 salários mínimos. O governo JK, no seu final, criou também o pecúlio, que era formado pelos descontos praticados sobre os vencimentos dos aposentados que continuavam a trabalhar.
Muito bem. O teto das contribuições era, portanto, na média 10%, em cima de vinte mínimos. No governo José Sarney, quando Jáder Barbalho foi ministro da Previdência, o teto foi rebaixado para 10 SM. O que aconteceu? Uma injustiça total. Pois os que descontaram em cima de 20, ao se aposentar, passaram a receber, no máximo, dez pisos. Depois do vendaval chamado Fernando Collor, Itamar Franco, uma exceção, no final do mandato, reajustou todos os vencimentos em 30%, de forma linear.
Mas em 95 entrou em campo Fernando Henrique. Foi um desastre. Corrigiu os proventos sempre abaixo da inflação e, como se isso não bastasse, ainda por cima criou o fator previdenciário. Em dezembro de 98, sua maioria no Congresso aprovou (e promulgou) a emenda constitucional número 20. Ao atuais 26 milhões de aposentados e pensionistas (13 milhões para cada lado) sofreram mais um achatamento.
Colocando em sua campanha vitoriosa o compromisso de consertar o desastre, o presidente Lula somente recuperou – é verdade – o salário mínimo, mas não as aposentadorias e pensões acima do piso. Em consequência, o teto foi recalcado ainda mais, como nos porões de Paris, romance de Victor Hugo, transformados em fábrica de anões para venda aos circos do passado. A obra que contém tal imagem é “O Homem que Ri”, peça importante de literatura francesa e universal.
Lula, como eu disse, não corrigiu o absurdo, mas não o agravou. Para os que ganham acima do mínimo, aplicou o deflator do IBGE, seis por cento, por exemplo, em 2012, sobre o valor de 2011.
Com tudo isso a que me refiro, quem se aposentou há alguns anos com 10 SM, hoje recebe apenas 4. Tem cabimento isso? Descontou mais do que os que recebiam o mínimo e passou a ter reajustes menores que aqueles. Um absurdo.
Mas eis que agora surge outro, como revela Geralda Doca, em reportagem publicada na edição na edição de quinta-feira de O Globo, foto de Ueslei Marcelino. Num ano eleitoral, o ministro Guido Mantega reúne-se com o ministro Garibaldi Alves e com a ministra Miriam Belchior, para elaborar um projeto de lei, a ser enviado pela presidente Dilma Roussef ao Congresso, aumentando as idades de homens e mulheres para, além dos períodos de contribuição, poderem ter direito à aposentadoria.
Algo descabível. E desprezível. Uma traição à mensagem vitoriosa na campanha eleitoral de 2010. Mais uma tentativa, na série que parece interminável, de comprimir os vencimentos dos inativos. Os que continuam a trabalhar perderam o direito ao pecúlio, cortado por FHC, e agora ainda vão sofrer nova recalcamento?
Uma injustiça. Mais uma vez, o gesto político, se Dilma Roussef aceitar a iniciativa, não se compatibilizará com o compromisso eleitoral. Quando, afinal, os governantes vão chegar à conclusão que a Previdência depende é do nível de empregos e remuneração, uma vez que arrecada sobre as folhas de salário? A economia do sistema previdenciário rejeita fórmulas financeiras inspiradas na mágica. Que é o oposto de lógica. 
( Tribuna da Internet )

Quem realmente mandava

Carlos Chagas

Quarenta anos e oito anos separam de 1964, não propriamente o ano em que o Brasil se dividiu, porque dividido já estava, mas o ano da ruptura explícita do país em duas metades. O diabo é que duas metades artificiais, falsas, levadas ao confronto desnecessário por força das circunstâncias e, mais do que delas, por maliciosa manobra das elites econômico-financeiras nacionais e internacionais.
Porque até hoje vende-se a impressão de que a partir de 1964 o Brasil rachou entre civis e militares, estes usurpando o poder e impondo a ditadura, aqueles vilipendiados, afastados de cena e condenados, primeiro, ao marasmo, depois à discordância, e, desta à resistência e à vitória, 21 anos depois, com o afastamento das Forças Armadas da cena política.
Na verdade, não foi nada disso, ou isso expressou apenas a casca enganadora de um conteúdo muito diferente.
Porque tanto a sociedade civil quanto a militar tinham e tem a mesma origem e o mesmo destino. Formam uma só unidade. Pensam igual e possuem objetivos idênticos. No caso, a preservação da nação, de nossa soberania e de nosso território. A presença do Estado como agente regulador das relações econômicas e sociais, fator maior da distribuição da igualdade entre a população. Mais ainda, a construção de uma realidade mais equânime e projetada para o futuro. A distribuição da riqueza nacional em termos solidários.
Era isso o que pretendiam os civis depostos pelos militares, como foi isso o que perseguiram os militares que depuseram os civis.
Fala-se do povo. Porque foram as elites as responsáveis pela ilusória e trágica divisão cultivada até hoje, inflada pela truculência com que os militares se comportaram, tanto quanto pela irresponsabilidade anterior ou a reação posterior, muitas vezes desmedida, com que certas parcelas do poder civil reagiram. O que menos importa, hoje, é saber quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha.
Na verdade, era e é outra, a verdadeira divisão que as referidas elites buscaram e buscam ocultar. Utilizaram os militares, quarenta anos atrás, como as mãos do gato, para tirar as castanhas do fogo. Hoje, utilizam a sociedade civil, que rotulam de libertária, para obter os mesmos fins. Quais? A satisfação de seus interesses, a preservação de seus privilégios e a concentração de renda cada vez maior, em suas mãos. A prevalência de uma casta de ricos cada vez mais ricos e de uma massa sempre maior de descartáveis premidos pela indigência, o desemprego, a fome e a miséria. Civis e militares.
Por ironia, foram os militares que, no poder, ainda conseguiram preservar as linhas mestras de nossa existência como nação. Como foram os civis que, ultrapassando a ditadura, viram-se enganados e ludibriados, obrigados a aceitar o modelo cruel que nos assola cada vez mais, neoliberal, globalizante ou o que seja, responsável pela nossa débâcle como sociedade independente e organizada.
Tremerão as elites no dia em que o Brasil conseguir quebrar a casca desse confronto anterior, real e justificável pela argumentação dos dois lados. Estará desfeito o muro que nos separa, artificialmente mantido como forma de alimentar a ambição e os privilégios das minorias responsáveis pelo aumento da indigência, do desemprego, da fome e da miséria.
Eleito pela indignação diante de tamanha farsa, assim como o governo Lula, também o governo Dilma Rousseff encontra-se iludido por essas mesmas elites, responsáveis pela preservação do modelo que há anos nos assola, feito de falsas verdades absolutas como a de que não poderia ser diferente, já que a inflação alcançaria patamares insustentáveis, o dólar chegaria à estratosfera, o risco-Brasil nos sufocaria e os investimentos externos desapareceriam – levando-nos à desagregação. É mentira. A desagregação está aí mesmo, expressa no objetivo oculto que nos vem sendo imposto.
A quebra da soberania, a alienação do patrimônio público, a transformação do trabalhador em apêndice desimportante do processo econômico, a perda sistemática do poder aquisitivo dos salários, a supressão dos direitos sociais, a prevalência do setor especulativo sobre o setor produtivo, a avidez do capital-motel que chega de tarde, passa a noite a vai embora de manhã, depois de haver estuprado um pouco mais nossa economia, a transformação do Brasil em mero exportador de riqueza, mais do que necessária ao nosso desenvolvimento, a submissão aos ucasses internacionais – tudo isso e muito mais continuam alimentados pelos esqueletos do passado.
Mudará tudo no dia em que civis e militares se conscientizarem de estar sendo enganados e vilipendiados pela quadrilha neoliberal e dita globalizante, mesmo ao preço da cicatrização de feridas anteriores.
Haverá que encerrar estas desimportantes considerações sobre a eclosão do movimento militar. Provavelmente surgirão condenações dos dois lados. Dos militares, julgando-se ofendidos pelo reconhecimento dos excessos que seus antecessores praticaram. Dos civis, que sofreram e sentem-se no direito de cobrar reparações até o fim dos tempos. Paciência, o passado não se deu ao trabalho de passar para ser esquecido. Não nos dirá o que fazer, mas precisamente o contrário. Sempre mostra, o passado, aquilo que devemos evitar. Coisa que até agora não conseguimos, por força de quantos pretendem impedir o futuro. (Final) ( da Tribuna da Internet )

Cocaína vendida no Brasil tem vermífugo

( Tribuna da Internet )

Prefeita de Timon apoia candidato envolvido em escândalos sexuais

Mergulhada numa reprovação nunca vista na história de Timon, a desgastada prefeita Socorro Waquim (PMDB) juntamente com seu grupo político realizou convenção partidária no último sábado (30), que homologou seu vice-prefeito, Edivar Ribeiro como candidato à sucessão.
Edivar Ribeiro e Socorro Waquim: eles se entendem.
Edivar Ribeiro e Socorro Waquim: eles se entendem.
O candidato a prefeito, Edivar Ribeiro (PMDB) apoiado pela prefeita Socorro Waquim tem um precedente no seu currículo de vida nada bom. Em setembro de 2009 o jornal semanário O Timonenses, trouxe como matéria de capa a seguinte manchete, “Rapariga manda mais que vereador”. O conteúdo traz relato que a irmã do vereador Reginaldo Bom Clima (PR) tentou resolver um problema na secretaria municipal de Educação e a época ouviu de uma funcionária, “não adiante dizer que é irmã de vereador. Esse vereador aí manda menos que rapariga de secretário”. A frase dita pela funcionária da secretaria de Educação de Timon que cita “rapariga de secretário” fazia referência ao vice-prefeito, Edivar Ribeiro então secretário do Desenvolvimento Econômico e Social.
Passados 3 anos, o peemedebista tem seu nome envolvidos novamente em mais um escândalo sexual, dessa vez em Teresina, Piauí. A denúncia veio através do presidente da Fundação Rio Parnaíba – FURPA, professor Francisco Soares que denunciou Edivar Ribeiro na 4ª Delegacia de Teresina por dano, acusando-o de ter batido em seu veículo.
O professor Soares registrou um boletim de ocorrência no mês de março desse ano sob o número 100104.001345/2012-09, segundo relata o registro policial, Edivar Ribeiro, então secretário Municipal de Assistência Social, bateu no veículo de Francisco Rodrigues, um automóvel de placa NIO-1043, no momento em que este estacionava na praça localizada em frente à Avenida Henry Wall de Carvalho, para se encontrar com sua mulher que conduzia um carro de placa NID-8844, parado no local, Edivar que estava conduzindo um carro ‘sem placa’, após atingir o veículo do professor, deixou o local apreendendo fuga.
Revoltado com o vice-prefeito de Timon o professor Soares foi para uma emissora de rádio onde declarou que Ribeiro estava usando o cargo de secretário para favorecer empresas nas licitações. O caso de escândalo sexual foi destaque em site do estado do Piauí (reveja); além de capa do jornal Pequeno.
Edivar Ribeiro é hoje candidato a prefeito de Timon com nome homologado em convenção e terá total apoio do malfadado grupo político da prefeita Socorro Waquim e do esposo, deputado federal Sétimo Waquim. Abaixo o Boletim de Ocorrência:






( Do blog do Neto Ferreira )

Só 8% dos brasileiros confiam no Poder Judiciário. por que será?

Roberto Monteiro Pinho
O judiciário brasileiro vive a sua mais completa metamorfose, a agonia de seus integrantes deriva dos seus próprios erros, dificilmente admitidos em suas manifestações públicas, o que aumenta ainda mais a precariedade da máquina judiciária. O fato é que não existe em seus quadros uma só voz que venha responder para a sociedade pelo menos, seus dois principais entraves – a morosidade e a péssima conduta de seus magistrados no trato com advogados e partes litigantes.
A qualidade das decisões, a condução dos serviços de serventias, este último sob a chancela administrativa dos juízes, já que o quadro auxiliar está ao seu comando- estes são temas que compõe o enorme elenco de quesitos engenhados dentro do próprio judiciário. Mas seria isso que a magistratura admite? A resposta aos anseios dos 88 milhões (ou oficiosos 82 milhões), de causas, onde litigantes lutam por direitos no judiciário brasileiro, será que aceitam essa resposta?
Evidente que não, as pesquisas de opinião indicam que apenas 8% da população acreditam na justiça, e os advogados, em recente pesquisa, 93% não estão contentes com o judiciário.
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JUSTIÇA TRABALHISTA
Mas o judiciário não tem orfandade, na família deste sistema híbrido está a Justiça do Trabalho, onde as mazelas surgem como ondas, numa constante, que está tomando formas para um tsunami, tal a quantidade de injunções que ocorrem no seu interior. Esta em particular não dispõe de uma legislação atualizada, assim a CLT em que pese à defesa do trabalhador, não interage com um código de processo próprio, e acaba atirada no vazio das decisões emprestadas de outros códigos (art. 769 da CLT), ao da Lei de Execução Fiscal (Lei 6.830/80) neste particular o que trata das citações e o CDC (Lei 8078/90) a despersonalização, para na maioria dos casos colidirem com a própria carta laboral.
Este descompasso é imperceptível para o leigo, mas não dos que defendem seus clientes neste judiciário. Os patronos (advogados) enfrentam decisões estapafúrdias, tenebrosas e até mesmo insolentes, quando ferem princípios de lei vigente e até mesmo a Carta Magna, como é o caso das contas de aposentadoria, salários, constrição de bem de família e desprezo a direito de terceiros legítimos.
Enquanto a reforma trabalhista em curso no Congresso, vai sofrendo uma série de enxertos, e o governo incentiva a criação de dispositivos que flexibilizem as relações de trabalho, o TST, o segundo grau (TRTs) e primeiro grau (VTs) da Justiça laboral derramam uma sequencia de decisões inovadoras, viciadas, e torpes, todas no sentido de pressionar ainda mais os empregadores.
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60% DE AÇÕES ENCALHADAS
O resultado desta anomalia congênita é o mais agudo e epidêmico meio de enganar a sociedade, de que tudo está fluindo maravilhosamente bem, já que em termos reais o encalhe de ações é de 60%. Recente a JT realizou a “semana de Execução Trabalhista”, um projeto do CNJ via TST, em resposta as criticas desferidas pelos meios de comunicações a morosidade da especializada.
Mas para um quadro de julgadores que passa anos e anos sem interesse em persuadir partes à solução amigável do conflito, através da conciliação, desprezando inclusive a norma celetista. Determina o “Art. 764 – Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à Conciliação”, em atenção ao seu parágrafo 3° – “É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório”, assim data venia, convenhamos, a semana da execução é reflexo contundente da sua fragilidade.( Tribuna da Internet )

Walt Whitman e as pessoas que atingem posições elevadas

e Rubem Braga ensinava que a poesia é necessária, devemos destacar os poemas do genial escritor norte-americano Walt Whitman, que viveu entre 1819 e 1892, mas parece ser um autor contemporâneo.
Walt Whitman
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DAS PESSOAS QUE ATINGEM POSIÇÕES ELEVADAS
Das pessoas que atingem posições elevadas,
cerimónias, riqueza, erudição e similares:
para mim tudo isso a que chegam tais pessoas
afunda diante delas — a não ser quando acrescenta
um resultado qualquer para seus corpos e almas —
de modo que elas muitas vezes me parecem
desajeitadas e nuas, e para mim
uma está sempre zombando das outras
e a zombar dele mesmo ou dela mesma,
e o cerne da vida de cada qual
(a que se dá o nome de felicidade)
está cheio de pútrido excremento de larvas,
e para mim muitas vezes esses homens e mulheres
passam sem testemunhar as verdades da vida
e andam correndo atrás de coisas falsas,
e para mim são muitas vezes pessoas
que pautam as suas vidas por um hábito
que a elas foi imposto, e nada mais,
e para mim é gente triste, muitas vezes,
gente afobada, estremunhados sonâmbulos
tacteando no escuro.
Walt Whitman, in “Leaves of Grass”
( Tribuna da Internet )