quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mão Santa quer ouvir a população parnaibana

 
 
 
Ele quer governar com as indicações que o povo de sua terra vai sugerir para a sua administração 
 
O candidato do PSC à Prefeitura de Parnaíba, Francisco de Assis Moraes Souza, Mão Santa, quer ouvir as sugestões e as reivindicações da população e saber onde estão os maiores problemas da cidade nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, limpeza pública e de outros serviços públicos. O site www.maosanta20.com.br está disponibilizando um espaço exclusivo para os parnaibanos enviarem vídeos, feitos em celulares ou filmadoras.
 
 
Faça vídeos da sua rua, das praças, quadras, logradouros públicos, postos de saúde, escolas. Junte seus amigos, declare seu apoio a Mão Santa e, principalmente, mostre a real situação da sua comunidade para o próximo prefeito de Parnaíba, o candidato que já fez muito pela cidade e que vai fazer tudo melhorar novamente.

Com a participação dos moradores de todos os bairros, Mão Santa vai saber com detalhes quais são os locais que estão necessitando de maior atenção de sua administração a partir de janeiro de 2013.
Participe, ajude Mão Santa a reconstruir a Parnaíba do Povo e de todos os parnaibanos. 
 
( Do Blog do Ribamar Aragão ) 

Raimundo Barros assume vaga de Cutrim no TJMA


Raimundo Barros venceu a eleição.

O juiz Raimundo Barros de Sousa é o mais novo desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A eleição ocorreu na manhã desta quarta-feira (1°) no Pleno do TJMA. Dos 24 desembargadores, apenas Raimunda Bezerra faltou à sessão. Primeiro foi formada a Lista Tríplice. Ou seja, cada desembargadores escolheu três nomes e os três mais citados fora para a votação fina. Foram escolhidos Raimundo Barros (16 votos), João Santana (13 votos) e Ângela Salazar (14 votos).
Na segunda votação, somente com os três nomes da Lista, Barros teve 12 votos, Santana teve 10 e Ângela dois votos. Como o Regimento do Tribunal de Justiça determina que o mais votado deve ter metade mais um dos votos dos desembargadores presentes foi necessário mais uma votação para desempatar, já que eram 23 presentes. Ou seja, o escolhido precisava de, pelo menos, 13 votos.
No desempate, Barros teve 14 votos e Santana 10 votos. Raimundo Barros assume a vaga deixada por Raimundo Cutrim, aposentado. Cutrim acompanhou a eleição do substituto( Do blog do Clodoaldo /O Imparcial ) 

Filho de Toni Trindade é assaltado em Timon : Bandidos levaram R$ 100 mil

 

 



 Itamir Trindade sacou no ‘Banco do Brasil’ e foi perseguido por bandidos em Teresina.
Imagem: DivulgaçãoImagem meramente ilustrativa(Imagem:Divulgação)Imagem meramente ilustrativa 
Dois homens, armados com pistola, levaram cerca de R$ 100 mil de uma agência de publicidade localizada na zona Sul de Teresina. Eles conseguiram fugir após assaltar a pessoa que estava com o dinheiro, mas a Polícia fechou o cerco e tem pistas de quem seriam os suspeitos.
O assalto ocorreu na tarde desta terça-feira, no Centro da capital. A agência é de propriedade dos irmãos Thiago e Itamir Trindade, filhos do jornalista Tony Trindade, que é hoje diretor na TV Antena 10. Itamir, diretor administrativo da agência, TP Propaganda, havia feito um saque do pagamento de um candidato que a agência toma de conta, no valor de R$ 100 mil.
Itamir Trindade foi à agência do Banco do Brasil localizada em Timon (MA) sacar o dinheiro do pagamento feito por um candidato. A agência é conhecida por prestar serviços, principalmente, a candidatos no Maranhão. Estranhamente, assim que saiu do BB ele foi perseguido. A Polícia investiga até mesmo se alguém da agência pode ter participação, avisado aos bandidos acusados no assalto.
Não percebendo que estava sendo perseguido, Itamir parou o carro em uma clínica médica, onde tinha uma consulta marcada. Mas logo ao parar o carro foi abordado e os bandidos, armados, levaram todo o dinheiro e ainda pegaram o carro do publicitário, que era um Ford Fusion. Eles fugiram até o bairro Planalto Uruguai, na zona Leste, e abandonaram o veículo. O caso foi registrado no 12º DP. O dinheiro seria usado para o material de campanha de um candidato do interior do Maranhão.

(Com informações do Portal 180Graus.com/Blog do Ademar Sousa))

Candidato de Roseana é o quarto colocado em São Luis

Depois da divulgação da pesquisa Escutec/O Estado sobre intenções de votos para prefeito de São Luís, divulgada na edição desta quarta-feira do jornal O Estado do Maranhão, a qual mostra o ligeiro crescimento do candidato da oligarquia, o vice-governador Washington Luís em dois pontos percentuais (de 3,4% para 5,4%) a mídia sarneysista tenta passar a impressão de que a campanha está polarizada entre o sarnopetista e o prefeito João Castelo.
Não é verdade.
A campanha em São Luís, apontam as pesquisas, continua, sim, polarizada entre o prefeito João Castelo, que subiu sete pontos percentuais, alcançando expressivos 33,5%, e o candidato Tadeu Palácio, por um lado, que apesar de ter perdido 5,2 pontos percentuais – caindo de 25,3% para 20,1% – continua na segunda posição.
Por outro, o candidato do PTC Edivaldo Holanda Jr., que passou de 17,4% na pesquisa Escutec de julho, para 19,8% na de agora, ficando em empate técnico com Tadeu.
Partindo da variável de crescimento para justificar a tal ‘polarização’ de Washington, a consulta da Escutec desmistifica a premissa levantada pelos asseclas da oligarquia, uma vez que Edivaldo Jr. também cresceu – 2,4% pontos, ou seja, mais que os dois pontos percentuais de Washington.
Assim sendo, não passa de sofisma a tese de que, pela suave ascensão que conseguiu (considerando a margem de erro, o petista pode está com 2,4%), Washington Luiz já dualiza a disputa eleitoral com Castelo.
Isto pode até acontecer, dado o efeito que o fator Lula pode fazer na campanha. Mas ainda está bem distante.
A título de análise, nem mesmo em volume de campanha Washington polariza com Castelo. Apática, abandonada, com falta de empenho, ânimo dos militantes e, principalmente, pouco apoio do seu grupo e estrutura do Palácio dos Leões, a candidatura de Luiz permanece, por enquanto, na mesma: sem nenhum progresso, sem perspectiva de levantar vôo maior.
Pior foi a malograda tentativa de O Estado do Maranhão, que com uma foto de Washington em destaque ao lado de Castelo, tentou induzir o leitor de que a corrida eleitoral está dividida entre os dois.
Artifício bem conhecido da caixa de ferramentas do Lado B do modus operandi ardiloso do clã.
Enquanto isso, o prefeito João Castelo se mantém na crista da onde. Em apenas 23 dias, cresceu 7,2% pontos percentuais, comparando-se as duas pesquisas Escutec, a divulgada em 8 de julho e a de hoje, dia 1 de agosto. Não há dúvidas de que o tucano já tem seu passaporte garantido para o segundo turno, todavia, a continuar nesse ritmo, pode levar logo no primeiro.( Blog do John Cutri/Jornal Pequeno )


Com informações do jornal O Estado do Maranhão
(01/08/2012 00h06) A segunda rodada de pesquisas Escutec/O Estado de intenções de votos para prefeito de São Luís, divulgada na edição desta quarta-feira (01) do jornal O Estado do Maranhão mostra o crescimento significativo do prefeito João Castelo (PSDB) em relação aos demais candidatos. Em pouco menos de um mês de campanha eleitoral, Castelo subiu de 26,3%, na pesquisa divulgada em 8 de julho, para 33,5% – um crescimento expressivo de 7,2%.
A consulta apontou que o candidato do PP, Tadeu Palácio foi o que mais perdeu – 5,2 pontos percentuais – caindo de 25,3% para 20,1%, mantendo-se na segunda posição, em empate técnico com Edivaldo Holanda (PTC).
Assim como o tucano, Edivaldo Jr. também cresceu, indo de 17,4% na pesquisa de julho, para 19,8% na de agora. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, o que põe Palácio e Holanda em situação de empate técnico.
O candidato do grupo Sarney, o vice-governador Washington Luiz (PT), estagnado até então em todas as pesqiisas, obteve um ligeiro crescimento, dentro da margem de erro, passando de 3,4% para 5,4%.
De acordo com a sondagem da Escutec, houve queda dos candidatos Eliziane Gama (PPS) e Haroldo Saboia (PSOL).
Eliziane Gama perdeu a quarta colocação para Washington Luiz. Ela tinha 8,8% em julho. Agora, aparece com 3,9%. Quem também perdeu pontos foi Haroldo Saboia (PSOL), que caiu de 3,5% para 2%, ficando agora em sétimo lugar, atrás de Marcos Silva (PSTU), que registrou 2,4%, ante 2,9% da pesquisa anterior.
O candidato Ednaldo Neves (PRTB) registrou 0,5%. Ele tinha 0,4% em julho.
Nesta rodada, a pesquisa Escutec/O Estado registrou também aumento nos índices de eleitores indecisos – de 3,8% para 5,5% – e queda no índice de eleitores que declaram não votar em nenhum dos candidatos (8,5% para 7%).
A Escutec ouviu 800 eleitores em São Luís, entre os dias 28 e 30 de julho. O levantamento foi registrado no sistema PesQele, do Tribunal Superior Eleitoral, sobre o número de protocolo n° MA-00062/2012.

Firmino e Silvio participam de arrastão no Lagoas do Norte

Cerca de 400 militantes do PSDB e partidos coligados se reuniram na tarde desta terça-feira (31) para fazer o primeiro arrastão desta campanha eleitoral na região do Poty Velho, na área onde está sendo implantado o projeto lagoas do Norte. Os candidatos a prefeito e vice-prefeito da Coligação Construindo Novos Caminhos, Firmino Filho e Ronney Lustosa e o ex-prefeito Silvio Mendes participaram do ato.


Ao se dirigir aos presentes, no final do arrastão, Silvio Mendes explicou que a origem do Projeto Lagoas do Norte se deu ainda na primeira gestão do então prefeito Firmino Filho, que elaborou o projeto integral da obra e encaminhou a proposta para aprovação dos recursos pelo Banco Mundial, em torno de R$ 100 milhões.

Já quando era prefeito, acrescentou Silvio, coube a Silvio Mendes negociar o empréstimo, assinar o contrato, começar a obra e entregar a primeira etapa que foi a remoção da área inundada de cerca de 500 famílias, sendo que 327 delas ganharam casas no Residencial Zilda Arns e cerca de outras 200 no Residencial Leonel Brizola.

Silvio Mendes explicou ainda que integram o projeto Lagoas do Norte ações como a despoluição de 30 lagoas, rede de água e esgoto, a construção do Polo Cerâmico do Poty Velho, a reforma do Teatro do Boi e a instalação de uma biblioteca, a reforma do Mercado do São Joaquim, urbanização de ruas e lagoas, alargamento da Rua Rui Barbosa com a conclusão de ciclovia e a reforma do Hospital do Matadouro, dentre outras.

“Ainda falta muita coisa pra ser feito e o Firmino, eleito prefeito, vai fazer porque foi ele quem teve a ideia e fez o projeto”, justificou o ex-prefeito.

Já Firmino Filho, que compareceu no final do evento, agradeceu a presença e o empenho de todos na atual campanha eleitoral e se comprometeu a concluir as etapas que ainda estão por executar no projeto Lagoas do Norte, melhorando a vida de mais de cem mil pessoas que moram na região.

"Vamos concluir o Lagoas do Norte e vamos implantar o Lagoas do Norte dois para beneficiar aquelas áreas que não estão inclusas nesta etapa. Vamos também implantar o Projeto Vila Bairro Dois, para garantir melhores condições de vida a pessoas que moram em outras regiões de Teresina, como fizemos com o Vila Bairro quando fui prefeito”  assegurou o candidato do PSDB.
 
( Cidade Verde ) 

Wellington se irrita e diz que tem falado com Deus

 
 
 
O candidato do PT à Prefeitura de Teresina, Wellington Dias, criticou hoje (1º) as "ironias" sobre suas conversas com Deus antes de aceitar assumir as candidaturas ao governo, em 2010, e a Prefeitura este ano.

"Qualquer cristão, e eu creio em Deus, sabe que quando a gente ora e conversa com Deus, que você tem fé e faz para valer. Essas ironias, desejo a essas pessoas que dizem isso muita paz e que tenham o mesmo privilégio que eu de conversar com Deus, que sei que posso vencer as eleições e tudo depende da vontade de Deus", disse.


Dias comentou ainda sobre as insinuações de que, se eleito, deixará a prefeitura para se candidatar ao governo em 2014. 

"Por que eu resistia em ser candidato? Porque havia toda uma pressão sobre 2014 e eu sempre disse que eleição se trata no tempo certo. Eu tenho uma relação recíproca com Teresina. Aqui fui vereador, deputado federal mais votado, senador com quase 70%. Quem chega aonde eu cheguei não pode jogar na lata do lixo essa relação. Fui candidadto para honrar o povo de Teresina. Eu digo e repito: não fiz compromisso com Lula, nem com meu partido, nem com [Cícero] Magalhães, de me afastar em 2014. Meu compromisso é de trabalhar. É a cidade onde eu vivo, por quem quero trabalhar muito. Esse é o meu plano", afirmou.


Wellington Dias comentou ainda que sua ideia de dividir Teresina em regiões para administrar melhor está começando a ser assimilada pela população e defende a ideia como a melhor forma de governar porque, assim, oportuniza mais atenção a cada área.

"Estou muito animado pela forma carinhosa com que somos recebidos e começa a ser concebida essa ideia de dividir as regiões para estruturar projetos para cada região. Cada região da cidade você ter uma estruturação pensando na educação, saúde e olhar as necessidades da população. Trabalhar primeiro a prevenção, galerias, mercados e um conjunto de coisas que não tem porque isso também faz Teresina crescer", declarou.
 
( Cidadeverde.com ) 

Gays, evangélicos e o direito à igualdade num estado laico





“Os protestantes/evangélicos já sofreram, chegando a ser uma minoria perseguida. Por que então perseguir outra minoria por causa de sua condição sexual?”

Um deputado federal e pastor evangélico fez um chamado no mês de julho de 2012 a todas as denominações evangélicas do Brasil para que se unam contra a criminalização da homofobia e criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal “de esquerda” a favor de “tudo que não presta”, incluída aí a “união estável homoafetiva”.
O pastor é longe de ser o único a fazer manifestações públicas desta natureza: basta fazer uma busca em alguns sites fundamentalistas na internet, assistir a determinados programas de televisão e ouvir discursos proferidos por certos parlamentares evangélicos fundamentalistas.
Fico me perguntando por que tanto desprezo, tanto ódio, tanta agressão, tanto amedrontamento infundado dos fiéis, tanto anúncio da “catástrofe” por vir que representaria a proteção jurídica dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), e tanta perseguição até contra pessoas que não são LGBT, mas que têm manifestado seu apoio à causa da diversidade, vide alguns ataques que já se iniciaram nestas eleições. Nessas posturas, onde está o espírito do cristianismo exemplificado e pregado pelo próprio Cristo? O que aconteceu com o mandamento pregado por ele: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”?
A homofobia é pecado, assim como o racismo. Vejam por analogia, quando Tiago relata “Todavia, se estais cumprindo a lei real segundo a escritura: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores;” e também em Atos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas.” Mesmo fôssemos utilizar argumentos de livros sagrados, o que não é o caso, está havendo – sim – acepção da comunidade LGBT.
Querer marginalizar segmentos da sociedade em nome de uma suposta verdade é uma prática perigosa, e também um erro no sentido original da palavra pecar (errar o alvo). A este respeito é impossível não fazer um paralelo com o extermínio nazista de todas as pessoas que – segundo o dogma deles – também “não prestavam”. O resultado disso foi o holocausto.  O paralelo também se espelha no seguimento incondicional, cegamente e sem senso crítico, das pregações dos líderes fundamentalistas, até se chegar ao caos irreversível, o verdadeiro inferno na terra: o holocausto no caso do regime nazista; a intolerância e barbárie no caso do islã fundamentalista, por exemplo. Seria imperdoável a religião, no caso o fundamentalismo evangélico no Brasil, errar mais uma vez.
Os protestantes/evangélicos já sofreram muito no Brasil e em outros países católicos, chegando a ser uma minoria perseguida. Por que então perseguir outra minoria por causa de sua condição sexual? Não se aprendeu nada da triste lição de ser objeto de preconceito, discriminação e até de morte por serem “hereges”, ou terem uma religião diferente da predominante, assim como as pessoas LGBT sofrem hoje por terem uma sexualidade diferente da convencionalmente aceita. Apenas como exemplo, na semana passada publicaram-se os resultados de mais uma pesquisa que apontou que 70% dos gays de São Paulo já sofreram agressão, verbal, física ou sexual.
Temos plena consciência de que é um erro generalizar e sabemos – de primeira mão – que há muitas pessoas evangélicas que não seguem essas posturas fundamentalistas homofóbicas e, sim, procuram respeitar a todos na profissão e no exercício de sua fé.
Um exemplo é o bispo negro sul africano, Desmond Tutu, da igreja Anglicana, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que tem se posicionado inúmeras vezes contra a prática de fazer acepção às pessoas LGBT: “Discriminar nossas irmãs e nossos irmãos que são lésbicas ou gays por motivo de sua orientação sexual é para mim tão totalmente inaceitável e injusto quanto o apartheid… Opor-se ao apartheid foi uma questão de justiça. Opor-se à discriminação contra as mulheres é uma questão de justiça. Opor-se à discriminação por orientação sexual é uma questão de justiça. É improvável que o Jesus a quem louvo colabore com aqueles que vilipendiam e perseguem uma minoria que já é oprimida” (tradução minha, fonte).
Não queremos uma guerra santa ou uma guerra arco-íris, muito menos criar e impor uma “Ditadura Gay” ou um “Império Gay”. Não! Absolutamente! Não queremos ser excluídos das famílias e nem destruí-las, como se alega. Queremos ter a nossa vivência e construir a nossa família da nossa forma, em coexistência pacífica e harmoniosa com as já estabelecidas. A diversidade existe e isso há de ser reconhecido e respeitado. Uma sociedade se faz com toda a diversidade: “Quase sempre minorias criativas e dedicadas tornam o mundo melhor” (Martin Luther King). Não se deve discriminar ninguém, sejam 0,25%, 25% ou 90% da população. Respeitar as minorias é dever de todos, como já diz o grande pacifista Gandhi: “Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias”.
Também há muitas pessoas LGBT que são cristãs e para as quais é dolorido serem taxadas de pecadores e desviantes dentro do seio das igrejas, ao ponto de se sentirem excluídas e desistirem de frequentá-las. Neste sentido, gostaria de citar o primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron (partido conservador) em pronunciamento recente: “Eu sei que isso é muito complicado e difícil para todas as igrejas, mas acredito fortemente que as instituições devem redescobrir a questão da igualdade e as igrejas não devem ser oposição a pessoas que são gays, bissexuais ou transgêneros, que também podem ser membros plenos das igrejas, assim como muitas pessoas com visões cristãs profundamente enraizadas são homossexuais”.
A igualdade é uma das questões no cerne deste debate. O Brasil é um estado laico – não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais – e o País é regido por uma Lei Magna, a nossa Constituição Federal. E a Constituição garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que não haverá discriminação. Por isso as proposições legislativas que visem a restringir nossos direitos se veem derrotadas uma a uma.
No caso da população LGBT no Brasil, ainda não temos igualdade de direitos em todos os quesitos, e ainda sofremos muita discriminação. Os dados oficiais do governo federal para o ano 2011, obtidos através do módulo LGBT do serviço telefônico Disque-denúncia, revelam que houve 6.809 denúncias de violações de direitos humanos de pessoas LGBT, representando 18,6 violações por dia. As violências mais denunciadas são as de ordem psicológica (42,5%), por discriminação (22,3%) e a violência física (15,9%).
Este quadro, e incluindo também o elevado nível de assassinatos, se repete todos os anos no Brasil. Apesar disso, o Congresso Nacional tem sido omisso e em 11 anos não aprovou nenhuma proposição em resposta a esta situação. Esta omissão é mais um sinal de desrespeito aos preceitos constitucionais da igualdade, da não discriminação, da dignidade humana, entre outros e, acima de tudo, um sinal claro do desrespeito e da indiferença quanto à situação vivida pela população LGBT. Diante disso, não podemos mais ficar de braços cruzados e aceitar o descaso. Buscamos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade do reconhecimento de nosso direito à proteção jurídica contra a violência e a discriminação homofóbica, como já existe em 58 países.
Isso não é uma ameaça à liberdade de expressão, e nem à liberdade de crença. A nossa iniciativa não é um ataque frontal voltado para as igrejas. Defendemos intransigentemente essas liberdades, contanto que não sejam utilizadas como salvo-conduto para ataques à nossa cidadania, e nos defenderemos com todas as armas políticas e jurídicas disponíveis – incluídos aí o Ministério Público e o Judiciário, sempre.
O mandado de injunção apresentado ao STF é uma tentativa de reverter o comprovado quadro de violência e discriminação que nós, cidadãs e cidadãos LGBT brasileiros, vivenciamos nos mais diversos campos, mas que – ao contrário do racismo, por exemplo – não é punido por legislação específica, de modo a incentivar e perpetuar a impunidade de quem pratica esses crimes.
A decisão de 5 de maio de 2011 do STF em reconhecer a união estável homoafetiva foi uma afirmação da soberania da Constituição em nosso país e da indivisibilidade da igualdade dos direitos. Isto quer dizer que não há mais direitos para alguns setores da sociedade, e menos para outros, mas que os direitos são iguais, ou pelo menos deveriam ser, no dia-a-dia da sociedade brasileira. Enquanto o Legislativo Federal persiste em não reconhecer isso, a mais alta instância do Judiciário foi firme e unânime em fazer valer os preceitos constitucionais indiscriminadamente. Que o mesmo exemplo seja dado em relação à criminalização da homofobia.
 
 

Sobre o autor

Toni Reis
* Professor paranaense, 46 anos, formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é especialista em sexualidade, mestre em Ética e Sexualidade e doutorando em Educação. Preside a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e é conselheiro do Conselho Nacional LGBT.

( Congresso Em Foco )