sábado, 1 de dezembro de 2012

Bumbum de Carine Felizardo é eleito o mais bonito do Brasil


A modelo paraense Carine Felizardo, 25, foi eleita a vencedora do Miss Bumbum 2012, em cerimônia realizada na noite desta sexta-feira em São Paulo.


Ela desbancou as outras 14 finalistas da segunda edição do concurso.
A catarinense Andressa Urach, 24, ficou com a segunda posição, e a paulista Camila Vernaglia, 21, com a terceira.
A vencedora ganhará o prêmio de R$ 5.000 e posará para a revista "Sexy", provavelmente na semana que vem. A segunda e a terceira colocadas ganham R$ 3.000 e R$ 2.000, respectivamente.
A edição deste ano do concurso estreou o prêmio Miss Bumbum Simpatia, eleito pelas própias finalistas. A vencedora foi a paranaense Laura Keller, 25.
Diretores de televisão, cirurgiões plásticos e a editora da "Sexy" estavam no júri.
Na plateia, não havia convidados, apenas imprensa. São 146 veículos credenciados, dentre eles cinco estrangeiros.

Finalistas do Miss Bumbum 2012



Reinaldo Canato/Folhapress
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Andressa Urach fica em segundo lugar no concurso


Reinaldo Canato/Folhapress
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Laura Keller é eleita Miss Simpatia no concurso
 
 
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Laura Keller durante a apresentação
 
 
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Rubens Cavallari/Folhapress
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Carine Felizardo, a Miss Bumbum 2012, posa para fotos após vencer o concurso( Folha online )

Magistrados se julgam semideuses e demonstram desprezo pelos advogados




Roberto Monteiro Pinho

Quando um ministro do Supremo, desembargador, procurador, juiz ou qualquer outro representante do Poder Público recebe o advogado, por denodo ou cortesia, ela não o faz em detrimento da pessoa, e sim da instituição que ele representa, que é a quarta no ranking de credibilidade, respeito e confiança da sociedade brasileira.



Assim “ad solemnitatem”, o ato voluntário, “ex auctoritate propria”, está ligado à questão de berço, formação do profissional, a bondade e ainda ao respeito ao instituto do jurisconsulto civil. A saber: “Em todas as nações livres, os advogados se constituem na categoria de cidadãos que mais poder e autoridade exercem perante a sua sociedade” (Ruy Barbosa).
O que se denomina de “prerrogativas” do advogado considera invioláveis os seus atos e suas manifestações, quando no exercício da profissão. Essas prerrogativas foram estabelecidas a nível constitucional, para assegurar a ampla defesa do cidadão, através da liberdade de ação e de manifestação de seu representante, o advogado. Mas a maioria não recebe os advogados e até demonstra desprezo por eles, embora a Lei 8.906, em seu art. 7º, inciso VII, determine essa obrigatoriedade, como um direito do advogado: “Dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada”.
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“JUIZITE”
A ministra Eliana Calmon, quando ocupou a Corregedoria Geral do Conselho Nacional de Justiça, assim se manifestou: “Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflada. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a ‘juizite’.”
A advocacia nada deve ao Judiciário, ao contrário, é com o esforço, e a labuta de milhares de profissionais da advocacia que os magistrados e funcionários do Poder Judiciário, usufruem dos melhores salários e gratificações de funções do planeta.
( Tribuna da Internet ) 

Juízes por tempo determinado



Mauro Santayana

O exame, sereno, mas rigoroso, do que foi o julgamento da Ação 470, mostra que o sistema judiciário, como um todo, e a sua mais elevada instância, o STF, de modo particular, reclamam reforma profunda. Não obstante a oratória de alguns juízes, e a erudição de outros, os observadores mais atentos perceberam que a razão lógica não esteve presente no resultado final do julgamento. Houve sinuosos silogismos para justificar o apelo, apressado e desengonçado, a uma teoria, a do domínio do fato, prontamente desautorizado pelo seu mais eminente expositor, o jurista Claus Roxin. Segundo Roxin, ela só vale onde há ordem comprovada para a ação delituosa.



O ato de julgar não é técnico, como proclamam alguns, nem subjetivo, de acordo com outros: deve ser expressão de sabedoria e de humanismo. Ao condenar um réu, o juiz não deve fazê-lo em nome da vingança da vítima ou do Estado, mas em defesa da sociedade. Os mais antigos buscavam seus juízes entre os mais velhos, não porque a idade lhes conferisse o senso de justiça, mas também porque, tendo vivido mais, a sua reputação era consolidada, suas paixões vencidas, seu medo domado.
Isso não impedia, no entanto, clamorosas injustiças, sobretudo quando os juízes atuavam sob a chancela religiosa. Saramago, quando alguém o recriminou pela sua opção ideológica, e lembrou os crimes do stalinismo (como os do Processo de Moscou, de 1938), retrucou, lembrando que as vítimas da Inquisição foram muitíssimo mais numerosas e seu sofrimento maior. Giordano Bruno caminhou até a fogueira, onde o queimaram vivo, levando, pelas ruas de Roma, em uma espécie de gaiola, sua língua amputada. Ele poderia ter acrescentado que não só os católicos e os protestantes foram responsáveis pela carnificina daqueles que consideravam hereges ou bruxos.
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EM NOME DE DEUS
Matar em nome de Deus é uma desculpa sórdida e comum a todos os fanatismos – desde o registro bíblico de que Jeová, o Senhor dos Exércitos, entregava ao povo de Israel os seus inimigos, para que fossem passados ao fio da espada os vencidos, sem poupar as crianças.
Não parece bom o sistema de escolha dos juízes do tribunal supremo da República. Há casos em que os indicados são desconhecidos dos meios jurídicos. O Senado atua quase como repartição protocolar. E, uma vez nomeado, o juiz permanecerá no cargo até os 70 anos – limite que muitos desejam ultrapassar.
Para corrigir parte dessa situação, o Senador Roberto Requião apresentou proposta de emenda constitucional que estabelece o mandato máximo de 12 anos para os ministros do Supremo. É um bom começo – mas, até que isso assim se resolva, o Senado é chamado à sua responsabilidade de examinar, cuidadosamente, a vida, o passado e o saber dos candidatos.
(Do blog do Santayana)

A República proclamada por acaso



Carlos Chagas

O saudoso e incomparável Hélio Silva, dos maiores historiadores brasileiros, titulou um de seus múltiplos livros de “A República não viu o amanhecer”. Contou em detalhes, fruto de muita pesquisa, que a República foi proclamada por acaso. As lições daquele episódio não devem ser esquecidas. Vale lembrá-las com outras palavras e um pouquinho de adendos que a gente colhe com o passar do tempo, junto a outros historiadores e, em especial, pela leitura dos jornais da época.



Desde junho que o primeiro-ministro do Império era o Visconde de Ouro Preto. Vetusto, turrão, exprimia os estertores do chamado “poder civil” da época, muito mais poder do que civil, porque concentrado nas mãos da nobreza e dos barões do café, com limitadíssimas relações com o cidadão comum.
O Brasil havia saído da Guerra do Paraguai com cicatrizes profundas, a começar pela dívida com a Inglaterra, mas com novos personagens no palco. O principal era o Exército, composto em maioria por cidadãos da classe média, com ênfase para os menos favorecidos. Escravos aos montes também haviam sido libertados para lutar nos pântanos e charcos paraguaios. Nobres lutaram, como Caxias e Osório, mas a maioria era composta daquilo que se formava como o brasileiro médio.
Ouro Preto, como a maior parte da nobreza, ressentia-se daqueles patrícios fardados que começavam a opinar e a participar da vida política. Haviam sido peça fundamental na abolição da escravatura, em 1888. Assim, com o Imperador já pouco interessado no futuro, o governo imperial tratou de limitar os militares. Foram proibidos de manifestações políticas, humilhados e punidos, como Sena Madureira e tantos outros.
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MUDANÇAS
Havia, nos quartéis e em certos círculos políticos, um anseio por mudanças. Até o Partido Republicano tinha sido criado no Rio e depois em São Paulo, mas seus integrantes estavam unidos por um denominador comum: República, só depois que o “velho” morresse, pois era queridíssimo pela população. E quem passaria a mandar no Brasil seria um estrangeiro, o Conde d’Eu, francês, marido da sucessora, a princesa Isabel.
Cogitava, aquele poder civil elitista, de dissolver o Exército, restabelecendo o primado da Guarda Nacional, onde os coronéis e altos oficiais careciam de formação militar. Eram fazendeiros, em maioria. Os boatos ganhavam a rua do Ouvidor, no Rio, onde localizavam-se as redações de jornal.
Na tarde de 14 de novembro movimentam-se um regimento e dois batalhões sediados em São Cristóvão. Com canhões e alguma metralha, ocupam o Campo de Santana, defronte ao prédio onde se localizava o ministério da Guerra, na região da hoje Central do Brasil. Declararam-se rebelados e exigiam a substituição do primeiro-ministro, que lá se encontrava com seus companheiros.
Comandados por majores, estava criado o impasse: não tinham como invadir o prédio, por falta de um chefe de prestígio, mas não podiam ser expulsos, já que as tropas imperiais postadas nos fundos do ministério não se dispunham a atacá-los. O Secretário-Geral do ministério da Guerra era o marechal Floriano Peixoto, que quando exortado por Ouro Preto a investir à baioneta contra os revoltosos, pois no Paraguai haviam praticado feitos muito mais heróicos, saiu-se com frase que ficou para a História: “Mas no Paraguai, senhor primeiro-ministro, lutávamos contra paraguaios…”
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DEODORO
Madrugada do dia 15 e os majores, acampados com a tropa revoltada, lembram-se de que ali perto, numa casinha modesta, morava o marechal Deodoro da Fonseca, há meses perseguido pelo governo imperial, sem comissão e doente. Dias atrás o próprio Deodoro recebera um grupo de republicanos, com Benjamim Constant, Aristides Lobo e outros, aos quais repetira que não contassem com ele para derrubar o Imperador, seu amigo.
Acordado, Deodoro ouve que dali a poucas horas Ouro Preto assinaria decreto dissolvendo o Exército. Não era verdade, mas irrita-se, veste a farda e dispõe-se a liderar a tropa. Não consegue montar a cavalo, tão fraco estava. Entra numa carruagem e acaba no pátio fronteiriço ao ministério da Guerra. Lá, monta um cavalo baio e invade o prédio, com os soldados ao lado, todos gritando “Viva Deodoro! Viva Deodoro!”
Saudando-os com o agitar o boné na mão direita, grita “Viva o Imperador! Viva o Imperador!”. Apeia e sobe as escadarias, para considerar Ouro Preto deposto. Repete diversas vezes : “Nós que nos sacrificamos nos pântanos do Paraguai rejeitamos a dissolução do Exército.” Estava com febre de 40 graus. O Visconde, corajoso e cruel, retruca que “maior sacrifício estava fazendo ele ouvindo as baboseiras de Vossa Excelência!” Foi o limite para Deodoro dizer que estava todo mundo preso.
O marechal já ia voltando, o sol ainda não tinha nascido e os republicanos, a seu lado, insistem para que aproveite a oportunidade e determine o fim do Império. Ele reluta. Benjamin Constant lembra que se a República fosse proclamada naquela hora, seria governada por um ditador. E o ditador seria ele, Deodoro. Conta a lenda que os olhos do velho militar se arregalaram, a febre passou e ele desceu ao andar térreo, onde montou outra vez o cavalo baio. A tropa recrudesceu com o “Viva Deodoro! Viva Deodoro!” e ele agradeceu com os gritos de “Viva a República! Viva a República!”
Não havia populares nas proximidades, muito menos operários. Aristides Lobo escreverá depois em suas memórias que “o povo assistiu bestificado a proclamação da República.”
Preso no Paço da Quinta da Boa Vista, com a família, o Imperador teve 48 horas para deixar o Brasil. Deodoro quis votar uma dotação orçamentária para que subsistissem no exílio. D. Pedro II recusou, levando apenas pertences pessoais. A República estava proclamada.
Conta-se o episódio porque, graças a Deus, a História do Brasil é feita por homens, não por anjos.

( Tribuna da Internet ) 

Governo vai destinar 100% de verba dos royalties de novos campos para educação

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Chuva deixa parte de Uruçuí isolada

A rodovia que liga o bairro São Francisco ao resto da cidade de Uruçuí, foi destruída pela força das águas de um riacho que acabou transbordando com o alto nível de chuvas na cidade na manhã de ontem.
 
 

Fotos:Uruçuínews

As águas carregaram mato e pedaços de árvores, de um terreno que havia ao lado, o que acabou entupindo a manilha que ficava embaixo da pista. A força foi tão grande que acabou rompendo a estrutura que foi levada pela enxurrada.

Segundo dados da Secretaria de Meio-ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR), a tendência é de que as chuvas continuem durante o fim de semana, com previsão de  muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. As temperaturas ficam entre 21°C  a mínima e 35ºC a máxima.


Segundo informações de portais da cidade, alguns agricultores que cultivavam próximo ao riacho tiveram perda total, pois as plantações foram arrastadas pela água. 
( Uuçui Noticias )