sexta-feira, 3 de maio de 2013

Já ia esquecendo: Lula e Dilma faltaram à comemoração do Dia do Trabalho, para não se encontrarem








Carlos Newton /Tribuna da Imprensa
A briga pela Presidência entre Lula e Dilma Rousseff está mesmo muito feia, conforme temos divulgado aqui no Blog da Tribuna da Imprensa, sempre com absoluta exclusividade. Até agora, os dois vinham mantendo as aparências, mas já não há mais como seguir nessa hipocrisia. Estão brigados, hoje são adversários, e ponto final.
No feriado desta quarta-feira, para evitar o constrangimento de se encontrarem em público, pela primeira vez Lula e Dilma deixaram de comparecer à mais importante celebração do Dia do Trabalhador, realizada na capital de São Paulo.
A presidente, que não deu nenhuma desculpa para a ausência, foi representada pelo ministro Gilberto Carvalho. Lula, que também não deu a menor justificativa, não foi representado por ninguém. Mas na platéia havia uma placa que pedia a volta dele ao Planalto.
“Estou vendo aqui uma placa `Volta Lula´. Quem sabe um dia Lula volte à Presidência, já está curado, já está bom de saúde”, disse o prefeito paulistano Fernando Haddad, da ala lulista do PT, mas logo tentou consertar a mancada, acrescentando: “Nossa presidenta Dilma, aqui representada pelo Gilberto Carvalho, está fazendo um grande trabalho”.
Depois, em entrevista, tentou novamente se desdizer, declarando que se referia à eleição de 2018.
Bem este é o quadro atual. Como diziam os cronistas sociais de antigamente, não convidem para o mesmo evento o ex-presidente Lula e a sucessora Dilma Rousseff, porque vai dar confusão.

Dilma usa mesmo slogan de Eduardo Campos na propaganda eleitoral

 

 

 

 

 

 
 
Falando a mesma língua?
 
 
 
 
Deu no jornal O Tempo
 
Com o objetivo de neutralizar o discurso do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a presidente Dilma Rousseff decidiu adotar na TV o slogan “é possível fazer mais”. A frase, é praticamente a mesma repetida nos últimos meses por Campos, possível adversário da petista na corrida ao Palácio do Planalto em 2014.
 
O slogan “é possível fazer mais” foi repetido por Campos – pelo menos oficialmente ainda aliado do ex-presidente Lula e de Dilma – no programa de TV nacional do PSB.A única nuança entre o slogan de Campos e o de Dilma é que ela inclui um “cada vez” na sua frase. É uma estratégia do marqueteiro João Santana. A lógica dele é de que o PT, para continuar no poder, terá de penetrar no imaginário do eleitor como o partido mais habilitado a fazer “cada vez mais”.
Na cúpula do PT há pressão para que a presidente Dilma declare seu divórcio de Campos. O objetivo é afastar o que os petistas veem como um aliado ambíguo, que passou a criticar o governo publicamente sem abrir mão dos cargos que tem na administração federal.
Dentro do partido, a candidatura do socialista em 2014 já é basicamente um consenso. Em conversas com aliados, Lula tem afirmado que considera difícil reverter a decisão do pernambucano.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Dilma Rousseff e Eduardo Campos com o mesmo slogan? Coincidência? Vocês acham mesmo que é apenas coincidência? Que tal uma chapa Dilma/Campos contra Lula/Temer na próxima eleição? Pensem nisso. (C.N.)

Livre pensar é só pensar (Millôr Fernandes)

A incúria é doença crônica da administração pública


Gaudêncio Torquato








O desleixo é um dos maiores obstáculos à modernização da gestão pública nas três instâncias federativas. Os maus exemplos vêm de cima, gerando o efeito dominó da ineficiência. Veja-se o caso da Lei Seca. Necessária para diminuir o índice de acidentes, no início, a lei correspondeu às expectativas.
Registrou-se sensível queda no número de acidentes. Ao correr do tempo, a fiscalização relaxou, tanto por causa da falta de bafômetros quanto por conta da recusa dos motoristas a se submeterem ao teste. As leis, por aqui, começam agigantadas e acabam banalizadas. Ou, para não perder o contraponto, leis secas acabam molhadas.
A incúria é doença crônica da administração pública. Veja-se o caso das agências reguladoras, criadas para controlar serviços públicos. Cumprem suas funções? De maneira precária. Exemplo é o caos nos aeroportos em algumas épocas do ano. A falta de rigor, a leniência e a politicagem ditam o modus operandi dos órgãos de controle de serviços essenciais. Juntando-se o desleixo à esperteza, forma-se a teia dos esquemas de corrupção que se espraiam pela malha administrativa.
CARTÓRIOS
Os cartórios são provas eloquentes do passado ressuscitado. São os bastiões da cultura arcaica. Qual sua serventia se não a de mostrar que a palavra não serve para nada? Hélio Beltrão, em julho de 1979, tentou acabar com essas maracutaias por meio do Programa Nacional de Desburocratização. Perdeu a guerra. Hoje, a pilha de documentos do cidadão atinge os píncaros.
A malandragem avança sob a égide de lições não tanto cívicas: “Faça o que eu digo, não faça o que faço. Aos amigos, pão; aos adversários, pau. Nossa balança tem dois pesos e duas medidas. E e a lei? ah, é pra inglês ver”. (transcrito do jornal O Tempo)

Inércia do governo está travando o estratégico setor da Mineração, e o Marco Regulatório não sai


Pedro Jacobi (Portal do Geólogo)




Nos últimos três anos o mundo mineral aguarda ansioso e perplexo o Novo Marco Regulatório da Mineração cujo texto final ainda não foi informado pelo Ministério de Minas e Energia.
O que sabemos são algumas apresentações distribuídas pelo Ministério, rumores e balões de ensaio frequentemente lançados à mídia por fontes variadas.  Enquanto isso, desde dezembro de 2011, o Brasil viu a exploração mineral ser totalmente paralisada pela não emissão de novos alvarás. Da mesma forma os decretos de lavra de mais de 120 jazidas, juntamente com mais de 25 bilhões de dólares esperam pela aprovação do  DNPM.  Neste período os poucos alvarás emitidos foram por força da justiça.
O efeito desta política indecisa e nebulosa não se fez esperar. O desemprego grassa no setor mineral e os investidores cortaram o suprimento dos dólares abandonando ou paralisando seus projetos brasileiros.  Muitos já estão investindo em países “mais seguros”.  Todos demitiram e encolheram. Raros ainda pensam em aguardar as mudanças  apregoadas nas apresentações do Marco Regulatório da Mineração.
O Brasil mineral, um gigante que gera bilhões de dólares em receitas anuais, está parando.  Até a megamineradora Vale expressa preocupação com essa situação.
PALPITE INFELIZ
Pouco tempo atrás uma declaração do ministro Lobão simplesmente atingiu os mineradores como um avassalador tsunami. O ministro disse ao Ibram,  que “as jazidas para ser liberadas serão licitadas”. Esta declaração, como era de se esperar, causou um furor. Segundo fontes do  Ministério pode ter havido uma interpretação errônea.
Nos documentos veiculados pelo Ministério e pelo ministro existe uma frase  categórica:  “Serão assegurados os direitos legalmente  constituídos sem qualquer prejuízo para seus titulares“.  Esta  frase está na apresentação feita pelo próprio ministro.
Mesmo quando o Ministério fala nas Áreas de Relevante Interesse Mineral ou áreas consideradas de interesse estratégico, cuja exploração  deverá obedecer a políticas específicas, ele reforça a frase de que “os  títulos pré-existentes serão mantidos“.
Não há como discorrer sobre outras possibilidades que não essa clara e  objetiva afirmação.
Portanto, amigo minerador, fique tranquilo pois todos aqueles que tiverem o  seu Alvará em dia não irão perdê-lo mesmo quando estiverem em áreas de interesse  estratégico.
Essa é a nossa leitura sobre esse assunto.
ÚLTIMA PROMESSA
Somente na semana passada ocorreu a primeira reunião entre o Ministro Édison  Lobão e a Presidenta Dilma. Mas o mistério continua e o texto final, prometido  inúmeras vezes, continua guardado a sete chaves sem nunca chegar aos maiores  interessados que são o Povo e os Mineradores.
A última promessa do Ministro é a de que o Novo Marco Regulatório da Mineração  será conhecido somente na primeira quinzena de maio e o texto chegará ao  Congresso através de uma medida provisória. (artigo enviado por Ricardo Sales)


Conselho Nacional de Justiça cobra andamento de ações envolvendo crimes contra a administração pública


Jorge Wamburg (Agência Brasil)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não está enviando ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) as informações exigidas para o cumprimento da Meta 18 no Poder Judiciário. A informação é do conselheiro Gilberto Valente Martins, anunciando que aumentará a fiscalização para evitar que os objetivos do conselho sejam comprometidos porque alguns tribunais não informam sobre o julgamento de crimes de improbidade administrativa e contra a administração pública.
Apenas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul), está cumprindo as exigências da Meta 18, cuja finalidade é que sejam julgadas até o final de 2013 todas as ações distribuídas à Justiça Federal e às estaduais até dezembro de 2011. Os outros quatro tribunais federais, além de sete estaduais, não prestaram as informações relativas à Meta 18.
O conselheiro disse que durante fiscalização no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios foram encontrados cinco processos em grau de recurso estacionados há cerca de dois anos no gabinete do relator. De acordo com Gilberto Martins, o grupo de trabalho sugeriu ao desembargador que dê prioridade ao julgamento dos processos parados. Foi sugerido também que ele peça assistência do grupo de trabalho do CNJ para auxiliá-lo no cumprimento da Meta 18, pois há cerca de 800 processos no gabinete do magistrado, enquanto seus colegas não têm mais que 70, em média.

Não há pressa mas tem que haver urgência

 

 

 

 







Carlos Chagas 
Encerrou-se ontem o prazo para os 25 réus do mensalão apresentarem seus embargos às condenações já impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Nenhum deixou, através de seus advogados, de tentar reduzir penas e multas. Marcos Valério, condenado a 40 anos, pediu outro julgamento.
O Estado de Direito garante a defesa de todos os acusados, durante e até  depois do processo a que respondem. Enquanto  a sentença não transitar em julgado, ou seja, esgotados todos os recursos para modificá-la, caso não constitua perigo para a vida em sociedade,  o réu fica em liberdade. Em se tratando dos mensaleiros, apesar do horror que praticaram, é natural que permaneçam em suas casas, mesmo tendo o Supremo Tribunal Federal recolhido seus passaportes para tentar evitar fugas para o exterior. Tentar, é claro, porque escafeder-se com papéis falsos através de nossas monumentais fronteiras torna-se rotina para qualquer um.
Não há pressa no julgamento dos embargos, disse ontem o ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente em exercício da mais alta corte nacional de justiça, na ausência do presidente Joaquim Barbosa, em viagem pelo Caribe.
Pressa não pode haver, mas urgência é o que o país inteiro reclama. Há anos que se arrasta o julgamento dos participantes de um dos maiores escândalos de nossa história. Depois de definidas as condenações, tornou-se difícil para a torcida do Flamengo entender porque não haviam os condenados  sido recolhidos à prisão. Coisas da democracia e do Bom Direito, diga-se, mas tudo tem um limite. Caso venham a decorrer meses no exame dos embargos, ganhará as ruas a  certeza do mote popular de que, no Brasil, cadeia vale apenas para ladrões de galinha.
A pergunta que se faz  é se o Supremo reafirmará as sentenças, mesmo  com algumas alterações, ou se reverterá o sentido do julgamento exarado. São dez os ministros, já que a presidente Dilma hesita em indicar o décimo-primeiro, sabe-se lá se por falta de encontrar personagens  de reputação ilibada e alto saber jurídico ou por estratégia destinada a ajudar companheiros condenados. Porque dez votos, ao menos na teoria, podem resultar em empate de cinco a cinco. Nessa hipótese, beneficiando o réu.
Há que aguardar o trabalho dos Meretíssimos, previsto para se iniciar na segunda quinzena deste mês. Caberá ao  maestro da orquestra, Joaquim Barbosa,  dar  o tom da sinfonia. “Alegro, ma non tropo”, seria o ideal, já que a “Cavalaria Rusticana” poderia produzir ruídos em demasia.
DESFAÇATEZ
Não tem limites a desfaçatez da banda  podre  do empresariado,  agora empenhada em surripiar o que sobrou dos direitos trabalhistas,  em nome de defender falsamente a garantia de empregos. Por coincidência, quando está no poder o Partido dos Trabalhadores. O processo começou nos idos de 1964, quando o regime militar suspendeu  a proibição de assalariados serem demitidos depois de trabalhar dez anos consecutivos na mesma empresa. Em seguida veio o desmonte de prerrogativas fundamentais do trabalhador, como se constituíssem entraves ao desenvolvimento. Logo estarão  pregando  a revogação da Lei Áurea.
PERDÃO, POR QUÊ?
Espera-se que quando o Papa Francisco desembarcar no Brasil, em  julho, não traga como ponto fundamental de sua estada entre nós  a importância de  pedirmos  perdão a Deus em todas as horas do dia e da noite.  Ora, porque Adão e Eva comeram o fruto proibido? Porque crucificaram Jesus? Porque queimaram na fogueira milhões    de seres humanos que pensavam diferente? Porque estamos condenados ao fogo eterno por faltar à missa num domingo de praia radiante? O Sumo Pontífice deve estar recebendo informações preciosas do clero brasileiro para transmitir à nossa juventude aquilo de que realmente ela precisa.  Sejamos otimistas.
 ( Tribuna da Imprensa )