segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Removida a delegada federal que investigava envolvimento de Lula com o mensalão




Do Estadão



Responsável pelo inquérito que investiga a suposta participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão, a delegada Andrea Pinho foi removida do cargo na sexta-feira, 7. O inquérito que tem Lula como alvo será tocado por outro delegado, ainda não designado que pode pedir novas diligências ou o arquivamento do caso.
Pinho, que era delegada substituta da delegacia de crimes financeiros, foi transferida para a divisão de desvio de recursos públicos. Ela passará a despachar na sede da Polícia Federal em Brasília, mesmo prédio onde trabalha o diretor-geral, Leandro Daiello, que assina sua remoção, e não mais na superintendência da Polícia Federal no DF.
A delegada foi responsável pela Operação Miqueias que desarticulou um esquema de desvio de recursos de fundos de previdência municipais em vários Estados. Novata, Pinho foi escalada para tocar a operação de maior visibilidade no segundo semestre do ano passado, o que foi interpretado por colegas na PF como uma forma de lhe dar atribuições em meio às investigações sobre o ex-presidente Lula.
O inquérito sobre Lula foi aberto a partir de um novo depoimento prestado pelo operador financeiro do mensalão, o publicitário Marcos Valério, que implicou o ex-presidente e outros petistas.
Revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo, no depoimento Valério afirmou que Lula tinha conhecimento do esquema que resultou na condenação de 25 pessoas, entre elas José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, José Genoíno, ex-presidente do PT e João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara pelo PT. O inquérito tramite sob sigilo.
(enviado pelo comentarista PC)

 
 

Charge do Alpino

 

Circula na internet um texto ridicularizando o diploma falso do ex-ministro Alexandre Padilha





Celso Serra



Faz sucesso na internet o diploma de Doutorado do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixou o cargo para se candidatar a governador de São Paulo. A imagem do alardeado título acadêmico é acompanhada de um texto explicativo, mostrando que o diploma é fruto de uma grande armação, pois as informações não batem, estão todas erradas, e por esse motivo o ex-ministro está até respondendo a processo administrativo no Conselho Regional de Medicina. Tudo isso demonstra a que ponto chegamos em matéria de ética na política.
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ESTE É O NOSSO MINISTRO DA SAÚDE!
Depois de declarar em entrevista no Programa do Jô que é Especialista em Infectologia e este título não constar nos registros das entidades responsáveis, tendo sido convocado pelo Conselho Regional de Medicina do Pará para responder a processo ético, o ministro da Saúde apresentou diploma da USP, com informações que levam a crer que o mesmo teria sido “fabricado”… agora.
Atente para os detalhes:
1 – O diploma, datado de 2001, afirma que o ministro teria realizado a residência em três anos, de 01 de fevereiro de 1998 a 31 de janeiro de 2001. Ocorre que naquela época a especialização durava apenas dois anos, o que só veio a mudar em 2004.
2 – Em 1998 a residência em infectologia começava em janeiro e não em fevereiro. Isso também só mudou em 2004.
3 – O diploma apresentado é assinado pelos ATUAIS coordenadores da residência e não pelos coordenadores de 2001. (!!!)
4 – O diploma jamais foi registrado na CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), nem na AMB (Associação Médica Brasileira) e nem no CRM-PA (Conselho Regional de Medicina do Pará) onde está inscrito atualmente.
5 – Além do mais o diploma  foi expedido (datado) no mesmo dia da conclusão do curso ( 31 de Janeiro de 2001). Como isso é possível ? Nem para falsificar o diploma, prestando atenção aos detalhes,  essa gente tem competência !! E acham que podem governar o Brasil !
Alguém se lembra do doutorado falso da Dilma? Nesse ponto, a identidade entre “presidenta” e “ministro” é total !!!
 
 

O nosso Montesquieu de Caetés

 

José Carlos Werneck


Em pronunciamento feito sábado,em Ribeirão Preto,o ex-presidente Lula  criticou a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Mensalão .
“O papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando para a televisão o que ele pensa. Se quer fazer política, entra em um partido político e seja candidato. Quando você indica alguém você está dando um emprego vitalício e um cidadão  que quiser fazer política que diga que não aceita ser ministro, que quer ser deputado.”
Lula afirmou que o PT  “se solidariza com os companheiros que estão na prisão”. “Temos que ter um julgamento justo. Se os companheiros erraram e tiverem provas, tudo bem. Se tiverem provas contra mim, eu tenho que pagar. Se tiverem provas contra a Marta, ela tem que pagar. O nosso partido não deixou sujeira embaixo do tapete. Queremos a transparência neste país”.
Com essas “brilhantes” assertivas embasadas no mais puro e notável saber jurídico, do qual se julga detentor, nosso simplório ex-presidente acabou de uma vez por todas com aquela “bobagem” preconizada por Montesquieu sobre a separação dos Poderes, em seu livro “O Espírito das Leis”.
A Teoria dos Três Poderes foi consagrada pelo pensador francês Montesquieu. com  base, na  “Política”, de Aristóteles, e no “Segundo Tratado do Governo Civil”, de John Locke. Montesquieu escreveu ” O Espírito das Leis”, traçando parâmetros fundamentais da organização política liberal.
Montesquieu  explicou, sistematizou e ampliou a divisão dos Poderes  estabelecida por Locke. O filósofo iluminista preconizava, que, para afastar governos absolutistas e evitar a produção de normas tirânicas, seria fundamental estabelecer a autonomia e os limites de cada poder. Criou-se, assim, o sistema de freios e contrapesos, o qual consiste na  contenção do poder pelo poder, ou seja, cada poder deve ser autônomo e exercer determinada função, porém o exercício desta função deve ser controlado pelos outros poderes. Assim, pode-se dizer que os poderes são independentes, porém harmônicos  entre si.
Essa divisão clássica está consolidada atualmente pelo artigo 16 da Declaração  dos Direitos do Homem de 1789 e é prevista no artigo 2º na nossa Constituição Federal.
E não é que o nosso Montesquieu de Caetés, derrubou todas essas “baboseiras”, no último sábado, em Ribeirão Preto!
 
 

Como informante do DOPS, Lula desmoraliza a Comissão da Verdade




Francisco Bendl


Se Lula foi um informante do DOPS ou não, a indagação foi vencida pelo tempo. Mas a gravidade desta afirmação vai de encontro à Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff. Agora, se sabe de forma indiscutível que foi criada sem o compromisso de trazer a verdade à tona, mas para esconder os fatos em que setores da “esquerda” se mostravam muito próximos ao regime militar!
A intenção era preservar Lula, caso Tuma Jr. concretizasse a idéia do livro e acusasse o ex-presidente neste particular.
Lula ter sido informante do Dops significa desmascarar por completo a “luta” dos guerrilheiros contra a ditadura, que alegam ter sido para retorno da democracia, embora se saiba que o objetivo mesmo era uma ditadura de esquerda, nos moldes de Cuba e auxiliada por Fidel em armas e treinamento de guerrilha!
Ora, nesse aspecto, Lula foi um dos causadores da derrota dos “revolucionários”, pois infiltrado entre operários sabia quais seriam os movimentos que pudessem envolvê-los nesta resistência aos militares, e a luta teria se expandido.
PAGAMENTO A CUBA
Ora, assim como eu escrevera dias atrás que os tais “investimentos” em Cuba nada mais eram que o pagamento a Fidel pelo que emprestou de dinheiro, armas e treinamento aos guerrilheiros, sabemos que não vamos receber um tostão de volta.
E agora, mais uma vez, a assessoria de Lula erra feio ao evitar que o ex-presidente venha se explicar, que processe o Tuma Jr. ou que o conteste.
A verossimilhança das acusações do delegado quanto à dupla atividade que Lula desempenhava é reforçada pelo silêncio do ex-presidente, nessas alturas altamente constrangedor, que explica igualmente a imprensa estar calada diante da repercussão interna e externa desse episódio, caso venha a público com a intensidade que a grande mídia daria se reconhecesse a real importância da notícia.
Repito: se Lula foi ou não informante do Dops é irrelevante. O problema é que coloca em má situação muita gente conhecida como inimiga do regime militar e que poderia ter tido a mesma função do ex-presidente, e isso pode ocasionar que os verdadeiros opositores, que foram presos e torturados efetivamente, tenham uma reação que não deve ser de apoio a Lula, mas de decepção e ultraje!
O tempo nos dirá. Ou, então, o próprio Lula nos dirá. Se ele continuar nesse silêncio obsequioso e deprimente, estará sem dúvida admitindo a culpa.
 
 

Lula ataca Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, mas não dá uma só palavra sobre denúncias de Tuma Jr.

Ao lado de Padilha, Lula critica PSDB em encontro do PT em Ribeirão Preto, SP (Foto: Eduardo Guidini/G1) 

Gustavo Porto e Ricardo Galhardo
O Estado de S. Paulo



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez em Ribeirão Preto (SP) uma defesa veemente do PT e dos filiados que foram presos após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do mensalão. “O nosso partido está sofrendo; temos companheiros presos, somos solidários e queremos justiça.”
Lula ainda atacou, sem citá-los nominalmente, os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, do STF, por eles terem feitos declarações públicas sobre o processo após a condenação dos réus.
Em relação a Mendes, que declarou que doações feitas para o pagamento de multas de petistas condenados e presos poderiam ser fruto de lavagem de dinheiro, Lula disse que “o grande papel do ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não falar para a televisão o que ele pensa”, disse. “Se quer fazer política, que entre para um partido”, completou Lula, que participou do lançamento da “Caravana Horizonte Paulista”, marco do início da pré-campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.
Sobre Joaquim Barbosa, indicado por Lula ao STF, o petista comentou: “Quando você indica alguém, você está dando um emprego vitalício e o cidadão, quando quer fazer política, diga (…) não aceito ser ministro, vou ser deputado, entrar para um partido político e mostrar a cara”.
Lula cobrou julgamento justo, pediu que os eventuais culpados pagassem, “desde que haja provas”, e garantiu que “foi nosso partido que não deixou sujeira embaixo do tapete”. Lembrou até mesmo do ex-presidente da República e ex-prefeito de São Paulo Jânio Quadros, que tinha como símbolo uma vassoura. “São Paulo já teve candidato que andava com vassourinha para jogar sujeira embaixo do tapete, mas nós escancaramos a transparência no País”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGLula continua fugindo dos jornalistas. No discurso de meia hora, nenhuma palavra sobre as denúncias do delegado Romeu Tuma Jr, a respeito da atuação de Lula como informante do DOPS durante o regime militar. Ou seja, o ex-presidente está tentando varrer as acusações para debaixo do tapete. Vamos ver até quando conseguirá ficar sem responder a essas denúncias. (C.N.)
 
 

O governo precisa contratar os médicos (cubanos ou não)no regime da CLT




Isac Mariano


É bom que seja interrompido esse escandaloso acordo celebrado entre o Brasil e Cuba, para a exploração escravagista de mão-de-obra médica cubana.
Não podemos compactuar com tal afronta às nossas leis trabalhistas, e aos direitos humanos! Caso os profissionais cubanos sejam realmente médicos, com formação e capacidade técnica adequada, eles devem ser contratados em acordo com a nossa CLT, conforme é feito com os médicos brasileiros, e os de outros países também!
E não podem ser privados de trazer seus familiares ao Brasil. Do contrário, os familiares acabam fazendo o papel de reféns da ditadura cubana, o que é inadmissível.
O Brasil carece de médicos nas regiões afastadas? Os números têm demonstrado que sim! Mas o governo precisa suprir tal demanda agindo dentro da leis trabalhistas brasileiras, e respeitando aos direitos humanos. Os fins não justificam os meios! Em hipótese alguma!