quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eduardo Oliveira confirma candidatura e não vai apóiar Setimo Waquim

 
 


























O candidato a deputado estadual Eduardo Oliveira, do PSL (foto acima) oficializou hoje (01) uma dobradinha com o deputado federal Francisco Escórcio(de terno na foto ao lado), o popular Chiquinho Escórcio (PMDB), que pleiteia a reeleição visando renovar o seu mandato para a Câmara Federal, em Brasília. Eduardo Oliveira esteve reunido com Chiquinho Escórcio durante a semana em São Luis (MA).

A informação foi dada na tarde desta segunda-feira (01) pelo prórpio suplente de vereador e candidato a deputado estadual Eduardo Oliveira, acrescentando que sua candidatura surge como uma nova opção para os eleitores de Timon, Matões e Parnarama. “Posso garantir que estou preparado para este desafio de disputar uma nova eleição bem diferente das anteriores. Desta forma, sinto-me apto levando na bagagem a experiência de ter sido vereador de Timon, a quarta maior cidade do Maranhão”, garante Eduardo Oliveira.

Com a decisão de pleitear uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão, Eduardo Oliveira e o seu pai – Carlos Alberto Oliveira, o Carlão (presidente do Partido Social Liberal – PSL, em Timon, abandonaram pela primeira vez a base política da ex-prefeita Socorro Waquim e do deputado federal Sétimo Waquim, ambos do PMDB.

Para ele, a Professora Socorro e Sétimo Waquim não podem falar de traição política, até porque, traíram Roseana Sarney e José Reinaldo Tavares nas eleições de 2006, sendo que o último mandou milhões de reais para a execução de obras na primeira gestão dela de 2005 a 2008, quando foi reeleita para o segundo mandato.

De agora em diante, vai intensificar a campanha nas ruas e avenidas de Timon, envolvendo a militância do PSL, a partir da próxima quarta-feira (03), com a inauguração do comitê eleitoral.

Eduardo Oliveira informou ainda que o deputado Chiquinho Escórcio já confirmou visita a Timon no próximo dia 13 deste mês, onde participará de ato político na sede do PSL – no Bairro Santo Antônio. “Temos a consciência da boa escolha do nome de Chiquinho Escórcio para uma parceria política nestas eleições de outubro próximo. Sem dúvida, ele é um excelente parlamentar com atuação reconhecida nacionalmente na Câmara dos Deputados. Por isso, vamos apresentá-lo ao nosso grupo político baseado na militância do PSL de Timon”, disse Eduardo Oliveira.

Ele explicou que a parceria com o deputado federal Chiquinho Escórcio visa garantir projetos e benefícios para o município de Timon ao longo dos próximos anos, assim como compromisso e apoio político para as eleições municipais de 2016.
( Do Blog do Elias Lacerda )

Flávio Dino mantém vantagem de 30 pontos no Maranhão




























Foi divulgada ontem,2, mais uma pesquisa Exata/TV Guará/Fiema e os dados confirmam o que as últimas pesquisas vêm apurando: a vitória do candidato da coligação Todos Pelo Maranhão Flávio Dino com 55% dos votos. A última pesquisa Exata foi divulgada no dia 16 de agosto e já mostrava Flávio Dino na liderança com 30 pontos de vantagem.

O candidato apoiado pelo grupo Sarney, o suplente de senador Edinho Lobão (PMDB), aparece em segundo lugar, com 25% dos votos. Mesmo com o início do programa eleitoral, Edinho não conseguiu subir em relação à última pesquisa, quando tinha 26%.

Lobão Filho (PMDB) aparece em segundo lugar, com 25% dos votos. No levantamento anterior, ele aparecia com 26%. Zé Luislago (PPL) tem 2%; Saulo Arcangeli (PSTU), Pedrosa (PSOL) e Prof. Josivaldo (PCB) têm 1% cada um.

Votos nulos e brancos somam 8%. Os eleitores que não sabem ou não responderam pontuam 7%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 28 de agosto, quando foram ouvidas 1.400 pessoas em 45 municípios maranhenses escolhidos aleatoriamente, mas contemplando as quatro regiões do Estado e a ilha de São Luís. A margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa avaliou as intenções de voto para governador e senador, sob o protocolo MA – 00038/2014. Também foi observada a intenção de voto para presidente da República, com registro no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR – 00482/2014.

Policlínica de Timon realiza 10 mil atendimentos por mês



Atualmente são ofertadas 21 especialidades no local































Referência em atendimento clínico em Timon, a Policlínica Doutor Antônio Martins Albuquerque conta com vários médicos especialistas, a fim de garantir a efetividade dos serviços de saúde no local, que atende a uma grande demanda. As Estratégias de Saúde da Família (ESF), Hospital Parque Alvorada, Hospital Alarico Pacheco e a Unidade Pronto Atendimento (UPA) são responsáveis por fazer uma triagem dos pacientes e encaminhar à Policlínica aqueles que necessitam de um tratamento mais especializado.

Os atendimentos oferecidos à comunidade são de alta e média complexidade. São realizados também exames, imunização (vacinação), procedimentos cirúrgicos de pequeno porte, retirada de fios ortopédicos, bem como biópsias e histopatológicos. Mensalmente são realizados 10 mil atendimentos.

“A policlínica tem uma grande demanda da zona urbana e rural de Timon. As especialidades mais procuradas são cardiologista, neurologista e ortopedista”, explica a Diretora da Policlínica Oglaide Gomes. Todo quadrimestre, a Secretaria Municipal de Saúde produz um relatório que descreve as atividades desenvolvidas no período. Segundo relatório, de janeiro a abril de 2014, foram registrados 883 atendimentos somente na área de ortopedia.

Atualmente são ofertadas as especialidades de Ortopedia, Psicologia, Cardiologia, Urologia, Angeologia, Pneumologia, Ginecologia, Gastroenterologia, Psiquiatria, Coloproctologia, Fonoaudiologia, Cirurgião geral, Oftalmologia, Dermatologia, Neuropediatria, Neurologia, Cirurgião Plástico, Odontologia, Fisioterapia e Clínico Geral. Além da realização exames mais complexos, como tomografia, densitometria óssea, ultrassonografia, entre outros.



Mutirão da Catarata



Além disso, pelo menos uma vez ao mês é realizado o mutirão da catarata. Os pacientes que são encaminhados à Policlínica fazem exames e são avaliados antes do processo cirúrgico. Em seguida, é feita a medição da lente, que irá substituir o cristalino, e o agendamento da cirurgia.

De janeiro a agosto de 2014, já foram realizados 10 mutirões de catarata. “São atendidos 30 a 38 pacientes. A maioria dos pacientes é formada por idosos, visto que a catarata ocorre quase sempre por conta do processo de envelhecimento do olho. Mesmo assim, existem casos de pessoas na faixa dos 40 anos que tiveram a doença. Geralmente, são pessoas com exposição exagerada ao sol, com diabetes mellitus, ou que fazem uso indiscriminado de alguns tipos de medicamento, como aqueles à base de corticoides”, esclarece Oglaide Gomes.

A cirurgia geralmente chega a 100% de eficácia, ajudando o indivíduo a recuperar a visão. O procedimento é feito com aparelhos de alta tecnologia. Todos os pacientes agendados são operados no mesmo dia, no hospital Alarico Pacheco. O número de cirurgias de cada mutirão varia entre 30 e 38. Após a cirurgia, a única recomendação é o uso de colírio.



Descentralização



Uma das estratégias da Secretaria de Saúde é descentralizar o tratamento especializado, através do aperfeiçoamento da atenção básica. “A triagem é fundamental. O paciente que está com problemas de saúde simples deve ser tratado na unidade de saúde próxima à sua casa. Verminoses e escabiose são alguns casos que não precisam ser encaminhados para atendimento na Policlínica. O próprio médico da unidade pode resolver e receitar o medicamento indicado, porque se a atenção básica cumpre a sua parte, a Policlínica se encarrega apenas dos casos mais complexos”, enfatiza Graça Rodrigues, superintendente municipal de Saúde.

A Policlínica funciona de segunda a sexta das 07 às 18 horas e aos sábados até meio dia. Fica localizada na Avenida Doutor Francisco Vitorino de Assunção, Bairro Parque Piauí.

(Da assessoria da prefeitura)

Aluno crava lápis na cabeça de colega durante briga em escola

 

 

Vítima foi levada à UPA e liberada no mesmo dia, em Rio Branco.
Mãe de aluno que agrediu colega diz que ele está 'arrependido'.

Veriana Ribeiro Do G1 AC
Um garoto de 12 anos teve um lápis cravado em sua cabeça durante uma discussão com o colega de 13 anos, nesta terça-feira (2). O fato ocorreu na escola Tancredo de Almeida Neves, no bairro Sobral, em Rio Branco. A vítima foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde teve o objeto removido.
Jovem de 13 anos foi parar no hospital com lápis na cabeça (Foto: Arquivo Pessoal)Lápis ficou cravado na cabeça de garoto
(Foto: Arquivo Pessoal)
De acordo com a direção da escola, a briga começou porque um dos meninos acusou o outro de 'colar' as atividades em sala de aula. "O professor mandou terminar a discussão e quando virou para escrever no quadro, um dos meninos deu um murro no outro. Na sequência, o que tinha levado o murro e estava com o lápis na mão, revidou", relata o diretor Antônio Ari Araújo de Sousa.
O diretor afirma que todos ficaram chocados, porque nenhum dos alunos tinha histórico de violência. "A gente não esperava, nossa escola não tem esse histórico desse tipo de violência. Os pais foram comunicados. São dois alunos que nunca nem imaginamos se envolver nesse tipo de problema", afirma Sousa.
Os dois estudantes devem retornar às aulas na próxima semana. Uma reunião com o Conselho Escolar foi marcada para a próxima segunda-feira (8) e irá analisar o caso de acordo com o regimento interno. "Vamos conversar com os pais, com o conselho da escola para depois tomar uma decisão. Temos que lidar com prudência nesses casos", ressalta o diretor.
 
 
Procurada pelo G1, a mãe da vítima, a dona de casa Francisca de Oliveira, disse que o filho nunca se envolveu em briga na escola. "O menino estava colando do caderno dele e ele foi reclamar. Começaram a brigar,  o menino deu um murro nele e ele revidou com outro murro na boca do colega que reagiu enfiando o lápis na cabeça dele. Meu filho não é de brigar, nunca mexeu com ninguém na escola", garante.
Francisca diz que chegou a fazer um Boletim de Ocorrência, mas não vai levar o caso adiante, em respeito à outra mãe. Segundo ela, o filho sempre se queixa do colega que põe apelidos nele. "Os policiais conversaram com os meninos e eles se comprometeram a não mexer mais um com o outro", diz.
A mãe do aluno que agrediu o colega, a servidora Marinelda da Silva, disse ao G1, que o filho está arrependido. "Ele não é violento, é tranquilo, está arrependido e chorou muito. Foi um momento de raiva. Ele não é violento em casa, converso muito com ele. É calmo e gosta de fazer amizades", diz a mãe.
De acordo com a direção da UPA do Segundo Distrito, o menino de 13 anos foi atendido pela equipe de trauma e foi identificado que não ocorreu perfuração no crânio. O jovem foi liberado no mesmo dia.
"A princípio ficamos assustados, antes de fazer o procedimento, mas examinamos e vimos que a parte neurológica dele estava integrada. Fizemos uma radiografia e percebemos que o lápis adentrou entre a calota craniana e o músculo do couro cabeludo. Ele ficou em observação por algumas horas, mais foi liberado no mesmo dia", explicou o médico Pedro Pascoal, que atendeu o menino.( DO G1)

Mulher sumida após ser levada para fazer aborto

 

 

Jandira Magdalena dos Santos desapareceu no dia 26 de julho.
Mãe da jovem afirma que ela queria abortar por medo de perder o emprego.

Lívia Torres Rio de Janeiro/G1
Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, entrou em um carro branco, no terminal rodoviário de Campo Grande, supostamente para ser levada a uma clínica para fazer abordo (Foto: Reprodução/TV Globo)Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, entrou em um carro branco, no terminal rodoviário de Campo Grande, supostamente para ser levada a uma clínica para fazer abordo (Foto: Reprodução/TV Globo)
A mãe de Jandira Magalena dos Santos, de 27 anos, que está desaparecida desde o dia 26 de julho, após ser levada para fazer um aborto na Zona Oeste do Rio, disse que a filha pagou 4,5 mil para fazer o procedimento. Em entrevista ao G1 na tarde desta quarta-feira (3), Maria Ângela Magdalena dos Santos afirmou que a filha, que trabalhava em uma concessionária no Recreio dos Bandeirantes, havia juntado todas as economias para conseguir realizar o aborto e tinha medo de perder o emprego se mantivesse a gravidez.
"Eu não achei caro porque dizem que essas pessoas cobram mil reais por mês e ela já estava na 14 semana (quarto mês). Eu não queria que ela fizesse, mas a gente não manda nos nossos filhos. Estou desesperada porque eu não tenho notícia boa nem ruim. Ela estava com medo de perder o emprego e o pai dessa criança foi uma coisa passageira, eles não estavam juntos", disse a mãe.
Jandira Magdalena dos Santos Cruz teria pago R$ 4,5 mil por aborto (Foto: Reprodução/TV Globo)Jandira Magdalena dos Santos Cruz teria pago R$ 4,5 mil por aborto (Foto: Reprodução/TV Globo)
Além da mãe de Jandira, a polícia já ouviu o ex-marido, que a levou até a rodoviária de Campo Grande para ser levada até a clínica, e uma amiga que indicou o local para a realização do procedimento. De acordo com Maria Ângela Magdalena, Jandira se comunicou por duas semanas com uma mulher que de denominava "doutora Rose". Um cartão com o endereço de uma clínica onde essa suposta médica atendia foi enviado através de mensagem de texto para o celular de Jandira, que ela deixou em casa com a mãe.
"A polícia foi até esse endereço que fica em Bonsucesso, mas disseram que lá realmente funcionava uma clínica que foi fechada há 2 anos. A polícia até agora só disse que está investigando, mas eu não posso esperar acontecer o pior. Eu tenho esperanças ainda. A Jandira deixou o celular em casa e levou um rádio que ela desligou assim que entrou no carro. Eu consegui falar com ela momentos antes de ela entrar no carro. Ela estava tranquila", disse Maria Ângela.
A família já percorreu necrotérios e diversos hospitais da região, mas após oito dias sem informações sobre o paradeiro de Jandira, ainda não tem respostas sobre o que aconteceu.
Investigações em andamento
Segundo nota da polícia desta quarta-feira (3), as investigações estão em andamento e os agentes fazem diligências para encontrar a gestante. A história foi antecipada pela rádio CBN.
De acordo com familiares, na terça, Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, entrou em um carro branco, no terminal rodoviário de Campo Grande, supostamente para ser levada a uma clínica para realizar o procedimento cirúrgico, mas nunca mais apareceu.
Leandro Brito Reis, ex-marido de Jandira, foi quem a levou até o terminal rodoviário e foi última pessoa da família a vê-la, por volta das 10h. Segundo ele, a mulher, grávida de quatro meses, estava apreensiva com a operação e pediu que ele a acompanhasse até o local marcado pelos funcionários da clínica.
“Ela se envolveu com um homem, engravidou e queria tirar. Quem indicou a clínica foi uma amiga dela de infância, que disse que uma outra amiga, que teria feito um aborto nesse mesmo lugar, tinha sido muito bem tratada", explicou ele.
Veículo com placa adulterada
Leandro contou que, quando os dois chegaram ao ponto de encontro, viram outras duas mulheres, aparentemente grávidas, esperando pela condução até a clínica de aborto. Depois de um tempo de espera, o veículo que levaria as mulheres chegou, com uma mulher loira ao volante. A primeira desconfiança dele foi a placa do carro, que estava com números e letras irreconhecíveis.
“Era um gol branco, quatro portas. Eu cheguei a falar com a mulher que dirigia, perguntei se ia demorar muito. Ela disse: ‘Depende muito do caso, a gente vai devolver ela no mesmo ponto de encontro’. Eu fiquei esperando até as 17h ali e ninguém apareceu”, disse.
O ex-marido relatou que o carro só deixou o terminal depois que ele também simulou sair do local. Segundo Leandro, Jandira deixou o telefone celular em casa, que inclusive contém o registro das conversas com a mulher que negociou o aborto, identificada como doutora Rose. Na ocasião do desaparecimento, a gestante levou apenas o rádio comunicador. Pouco depois da ação, Leandro recebeu uma mensagem de Jandira.
“Ela disse que eles [funcionários da clínica] mandaram ela desligar o rádio, que estava desesperada, e pediu para orar por ela. Desde então não conseguimos mais contato. Fomos em dois hospitais e nada. A mãe dela está muito preocupada”, contou.
Mãe de duas meninas

O caso é investigado pela 35º DP (Campo Grande). Policiais da delegacia informaram que vão pedir as imagens de câmeras de segurança do entorno do terminal para tentar identificar a mulher que levou as gestantes para a suposta clínica.

Dilma quer ressuscitar o medo na campanha, afirma Marina Silva

 

 

Candidata participou de série de entrevistas do G1 com presidenciáveis.
Ela prometeu formular proposta para mandato de cinco anos sem reeleição.

Do G1, em Brasília
A candidata a presidente da República pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira (3), em entrevista na série do G1 com presidenciáveis, que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, "está querendo ressuscitar o medo" na campanha eleitoral.
Em resposta a uma questão sobre se a campanha eleitoral está se tornando mais agressiva, a candidata repetiu o bordão usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2002 – "a esperança venceu o medo".
"Eu acredito profundamente que a esperança venceu o medo. A sociedade brasileira, quando faziam todo esse terrorismo contra o Lula, repetia essa frase. E eu acho que a população brasileira acredita e confia nisso, confia na nossa democracia. Infelizmente, quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma. E a pior forma de se fazer política é pelo medo. Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança", declarou.
A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, é entrevistada no Jornal da Globo durante a madrugada desta terça-feira (2) (Foto: Caio Kenji/G1)A candidata Marina Silva com os jornalistas Tonico
Ferreira e Nathalia Passarinho no estúdio do G1
(Foto: Caio Kenji/G1)
Consultada pelo G1, a assessoria da campanha de Dilma informou que não comentará a declaração. Nesta terça-feira (2), a presidente afirmou que, se aplicado, o programa de governo de Marina "reduz a pó" a política industrial. No mesmo dia, o ministro Guido Mantega afirmou que o programa de Marina pode "paralisar a economia". No horário eleitoral da TV, a campanha de Dilma comparou Marina aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, que não concluíram seus mandatos – Jânio renunciou e Collor sofreu impeachment.
Durante cerca de 45 minutos, Marina Silva respondeu a perguntas de internautas e do portal, em três blocos, conduzidos pelos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1. A ordem dos candidatos na série de entrevistas com os presidenciáveis (veja ao final desta reportagem) foi definida por sorteio na presença de representantes dos partidos de todos os candidatos. A presidente Dilma Rousseff, candidata sorteada para o primeiro dia (28 de julho) da série de entrevistas, não compareceu por problemas de agenda, segundo a assessoria do Palácio do Planalto. Além de Marina Silva, foram entrevistados Zé Maria (PSTU), Aécio Neves (PSDB), Mauro Iasi (PCB), Eduardo Campos (PSB), Rui Costa Pimenta (PCO), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC), Eduardo Jorge (PV), Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) – confira todas as entrevistas.
Mandato de cinco anos
Marina Silva também prometeu enviar ao Congresso uma proposta para aumentar para cinco anos o mandato presidencial, sem reeleição. Ela disse que, se eleita, cumprirá os quatro anos de mandato e não tentará a reeleição.
"Acabar com a reeleição será uma grande contribuição para o país. Estou assumindo compromisso de quatro anos de mandato. Eu vou cumprir quatro anos. O próximo terá cinco anos. Vamos mandar uma emenda", afirmou
Ela relembrou falas dos ex-ministros Sérgio Mota, do governo Fernando Henrique Cardoso, e do ex-ministro José Dirceu, do governo Luiz Inácio Lula da Silva, de que os projetos de PSDB, no primeiro caso, e do PT, no segundo, eram para períodos de 20 anos no poder. Ela afirmou que não poderia "sacrificar" a democracia em favor de um mandato mais longo. "Democracia é alternância de poder", declarou.
Ela disse ter tomado a decisão de não tentar a reeleição, caso seja eleita presidente, motivada pelo exemplo do líder sul-africano Nelson Mandela. "Tenho inspiração na figura do Mandela. Ele acabou com o apartheid, mas não buscou um segundo mandato. Deixou a África do Sul buscar seu caminho”, disse.
Programa de governo
A candidata desafiou os adversários Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) a apresentarem seus programas de governo, a exemplo do que ela, Marina, fez na semana passada (veja os principais pontos do programa).
"Dilma não apresentou programa, Aécio não apresentou. Então, espero que eles possam apresentar, para a gente fazer o cotejamento", declarou, em relação às críticas que sofreu por ter alterado o programa em dois pontos (casamento gay e energia nuclear) depois de tê-lo divulgado.
Ela voltou a justificar a alteração, dizendo ter se tratado de um erro. "Só as pessoas que se consideram infalíveis são as que acham que nunca vão cometer um erro. Para governantes, é fundamental que, se houver um erro, haverá disposição para corrigí-lo", declarou.
Primeiro ou segundo turno
Na pergunta sobre se já vislumbra a possibilidade de vencer no primeiro turno, Marina disse que o momento é de andar com os “pés no chão”.
“Tenho brincado que, neste momento, temos que andar de pé no chão com sandálias de algodão. Quem decide é o eleitor. Ele está olhando para os candidatos, para suas propostas”, afirmou.
Ela não respondeu se aceitaria o apoio de Aécio Neves, do PSDB, em um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff. Para Marina, “segundo turno deve ser discutido no segundo turno”.
“Eu tenho um respeito pelos concorrentes. Em 2010 eu ficava muito incomodada quando vocês perguntavam quem eu ia apoiar no segundo turno.Segundo turno a gente discute no segundo turno”, disse.
Marina Silva - selo final 2 (Foto: Caio Kenji/G1)Marina Silva no estúdio do G1 (Foto: Caio Kenji/G1)
Rede Sustentabilidade
A candidata afirmou que continuará "como presidente eleita pelo PSB" ao ser questionada se, como presidente, se filiará à Rede Sustentabilidade, partido que não conseguiu criar para disputar a eleição deste ano.
"Eu vou continuar como presidente da República eleita pelo PSB porque não quero Instrumentalizar esse lugar [de presidente]", declarou. Ela disse ter o "compromisso" de ajudar o PSB "a encontrar sua estabilidade interna" e afirmou que a criação da Rede não depende só dela.
O grupo político de Marina Silva se abrigou no PSB depois que ela firmou uma aliança com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. A ex-senadora não conseguiu obter a tempo o registro da Rede na Justiça Eleitoral, e os integrantes da nova legenda se filiaram ao PSB para poder concorrer nas eleições deste ano.
"Melhores"
A candidata foi questionada sobre a proposta apresentada durante a campanha de governar com a ajuda dos "melhores" quadros de todos partidos, mesmo os que não sejam aliados.
Ela comentou a possibilidade de não haver essa esperada adesão de nomes de outros partidos. Segundo afirmou, “as pessoas não vão se omitir”.
“Já sinto que há uma mudança muito grande em relação a muitas pessoas dentro dos partidos. Pude experimentar isso como senadora. Quando o FHC mandou a CPMF, meu partido era contra,  mas eu e o senador Suplicy votamos a favor [...]  Tenho 16 anos de vida política dentro do Congresso. Sei que tem muitas pessoas boas. Sei que se houver um movimento bonito da sociedade brasileira de me eleger, as pessoas não vão se omitir de me ajudar”, disse a candidata.
Igrejas e templos
A candidata, que é evangélica, defendeu um princípio de "isonomia" ao ser indagada se era favorável à taxação de igrejas e templos. Segundo ela, a Igreja Católica não sofre taxação e por isso as demais igrejas devem ser tratadas com "equidade".
"Não se pode ferir o princípio da isonomia. Nós temos de trabalhar na lei com o princiípio da isonomia, para que não se tenha dois pesos e duas medidas", afirmou.
Acredito profundamente que a esperança venceu o medo. A sociedade brasileira, quando faziam todo esse terrorismo contra o Lula, repetia essa frase. E eu acho que a população brasileira acredita e confia nisso, confia na nossa democracia. Infelizmente, quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma. E a pior forma de se fazer política é pelo medo."
Casamento gay
Marina Silva afirmou que o programa de governo que apresentou é o que mais assegura direitos à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).
Questionada sobre se é favorável ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo (pelo qual, cada parceiro passa legamente a ter a condição de "casado"), ela afirmou que "no nosso programa, no nosso debate, o consenso que foi estabelecido é o da união civil".
Pela união civil, os parceiros têm os mesmo direitos legais, mas permanecem com a condição de solteiros.
Eficiência do gasto público e ministérios
Marina Silva disse que pretende "corrigir" o que apontou como erros em obras estratégicas em andamento no país. Segundo ela, há projetos em execução que são "uma verdadeira máquina de destruição dos recursos dos contribuintes".
Ela mencionou o exemplo da transposição do Rio São Francisco. "Será que o que está sendo feito hoje é o mesmo projeto originário? O primeiro ponto é buscar eficiência, transparência, gestão. Existem os mecanismos de controle. As obras são necessárias e estratégicas. Você tem de corrigir", declarou.
A candidata não quis revelar quais ministérios pretende extinguir se eleita. Nas propostas de campanha, ela prega a redução do número de pastas.
"A decisão de que vamos fazer essa redução, ela está tomada. Agora, quais serão reduzidos, é algo quevocê faz no momento em que está eleito. Ninguém pode fazer qualquer ilação se você ainda não está à frente do processo", disse.
Política externa
A presidenciável disse que a política para a área de relações exteriores será se orientar por "princípios e valores".
Segundo ela, os valores fundamentais para a política externa do Brasil são respeito à democracia, à liberdade e aos direitos humanos.
Ela se disse favorável ao fortalecimento do Mercosul, mas também quer acordos bilaterais. "Defendemos o fortalecimento do Mercosul. Isso não significa que seja feito em prejuízo da autonomia que temos para fazer acordos bilaterais", declarou.
Segundo a candidata, "não precisamos ficar de costas para Europa e EUA para nos relacionarmos com Africa e América do Sul".
Pré-sal
A candidata também respondeu sobre a opinião que tem com relação aos investimentos no petróleo do pré-sal. A presidente Dilma Rousseff tem criticado o programa do PSB na parte que se refere ao pré-sal. Ela chegou a dizer que a visão de Marina sobre o tema é “obscurantista”.
“Não é verdade isso que está sendo dito pelos concorrentes sobre o pré-sal.  O pré-sal é uma realidade que continua com a prioridade que tem e precisa ter. Mas vamos priorizar também outros investimentos [...] Não há necessidade de tirar recursos do pré-sal para o etanol. precisamos é corrigir políticas erráticas que o governo fez em relação aos combustíveis. A exploração do pré-sal vai gerar riquezas para podermos investir os 10% em educação e investir em tecnologia e inovação para outras formas de energia, uma matriz mais limpa”, disse.
Pinga-fogo
Ao final da entrevista, os jornalistas pediram à candidata respostas "sim" ou "não" para perguntas num formato "pinga-fogo".
Marina se disse favorável à adoção de crianças por casais homossexuais, desde que, segundo ela, sejam respeitados os critérios que a Justiça impõe nos casos de adoção. Também respondeu "sim" ao voto obrigatório. Afirmou que é contra a eutanásia, a redução da maioridade penal e a revisão da Lei da Anistia.
Ela afirmou que “os juristas dizem que não é possível” uma assembleia constituinte exclusiva para elaborar uma reforma política, proposta lançada pela presidente Dilma Rousseff.
Sobre aborto em caso de estupro, a candidata disse que “o previsto em lei deve ser mantido” – estupro é um dos casos em que lei brasileira permite o aborto.
Sobre imposto para grandes fortunas, disse que o tema deve ser discutido na reforma tributária. Disse que deve ser feita uma discussão sobre o fim do serviço militar obrigatório.  Em relação ao ensino religioso obrigatório nas escolas, Marina respondeu que a questão já foi definida pela lei.( DO G1)

Dilma tem 37%, Marina, 33%, e Aécio, 15%, aponta pesquisa Ibope

 

 

Em simulação de segundo turno, Marina tem 46% e Dilma, 39%.
Instituto ouviu 2.506 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro.

Do G1, em São Paulo
Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (3) aponta Dilma Rousseff (PT) com 37% das intenções de voto e Marina Silva (PSB) com 33% na corrida para a Presidência da República. O candidato Aécio Neves (PSDB) tem 15% e Pastor Everaldo (PSC), 1%. Os outros sete candidatos somados acumulam 2%.
O levantamento indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva, a ex-senadora aparece com 46% e a atual presidente, que tenta a reeleição, com 39%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 26 de agosto, Dilma tinha 34%, Marina, 29%, e Aécio, 19%. Entre uma pesquisa e outra, a taxa de indecisos passou de 8% para 5%, e a de quem pretende votar em branco ou nulo se manteve em 7%.
Confira abaixo os números na modalidade estimulada da pesquisa (em que o pesquisador apresenta ao entrevistado um cartão com os nomes de todos os candidatos):
- Dilma Rousseff (PT): 37%
- Marina Silva (PSB): 33%
- Aécio Neves (PSDB): 15%
- Pastor Everaldo (PSC): 1%
- José Maria (PSTU): 0%*
- Luciana Genro (PSOL): 0%*
- Eduardo Jorge (PV): 0%*
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
- Eymael (PSDC): 0%*
- Levy Fidelix (PRTB): 0%*
- Mauro Iasi (PCB): 0%*
- Branco/nulo: 7%
- Não sabe/não respondeu: 5%
* Cada um dos sete indicados com 0% não atingiu 1% das intenções de voto; somados, eles têm 2%
O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios entre 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00514/2014.
Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:
- Dilma Rousseff (PT): 31%
- Marina Silva (PSB): 25%
- Aécio Neves (PSDB): 11%
- Outros: 1%
- Branco/nulo: 9%
- Não sabe/não respondeu: 23%
Segundo turno
O Ibope simulou os seguintes cenários de segundo turno:
- Marina Silva: 46%
- Dilma Rousseff: 39%
- Branco/nulo: 8%
- Não sabe/não respondeu: 6%
- Dilma Rousseff: 47%
- Aécio Neves: 34%
- Branco/nulo: 11%
- Não sabe/não respondeu: 8%
O Ibope não simulou segundo turno entre Marina Silva e Aécio Neves.
Rejeição
Dentre os 11 candidatos a presidente, Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse quesito, o entrevistado pode indicar mais de um candidato. Veja os números:
- Dilma Roussef: 31%
- Aécio Neves: 18%
- Pastor Everaldo: 18%
- Levy Fidelix: 12%
- Marina Silva: 12%
- Eymael: 11%
- Zé Maria: 11%
- Luciana Genro: 10%
- Mauro Iasi: 10%
- Rui Costa: 9%
- Eduardo Jorge: 7%

Por segmento
Segundo o Ibope, as intenções de voto em Dilma e em Marina crescem na maior parte dos segmentos analisados. As menções a Marina crescem mais na região Sul (de 27% para 40%), onde apresenta seu melhor desempenho. Entre eleitores cuja renda familiar é maior que cinco salários mínimos, o crescimento das intenções de voto em Marina (de 28% para 37%) é acompanhado pela queda das menções a Aécio (de 32% para 24%). A preferência por Dilma aumenta nos municípios de periferia (de 29% para 38%).

Avaliação do governo
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma tem a aprovação de 36% dos eleitores – no levantamento anterior, divulgado no dia 26 de agosto, o índice era de 34%. O percentual de aprovação reúne os entrevistados que avaliaram o governo como "bom" ou "ótimo".
A pesquisa mostra ainda que o índice dos que desaprovam a gestão, ou seja, consideram o governo "ruim" ou "péssimo", é de 26% (27% no levantamento anterior). Consideram o governo "regular" 37% (na pesquisa anterior, 36%).
O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:
- Ótimo/bom: 36%
- Regular: 37%
- Ruim/péssimo: 26%
- Não sabe/não respondeu: 1%
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Ibope - 3 de setembro - vale este (Foto: Arte/G1)

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