Imagem: Bernardo Marçal/GP1
Debate Meio NorteA
TV Meio Norte realizou na tarde desta quarta-feira (01) último debate
com os candidatos ao Governo do Estado antes das eleições. O debate
mediado pela jornalista Maia Veloso contou com apenas quatro dos sete
candidatos, Zé
Filho
(PMDB), Wellington Dias (PT), Mão Santa (PSC) e Maklandel Aquino (PSOL)
por terem representação na Câmara Federal. Os outros candidatos são
Lourdes Melo (PCO), Neto Sambaíba (PPL) e Daniel Solon (PSTU).
No debate, os candidatos perguntaram para candidatos. O debate foi divido em quatro blocos.
1º BlocoO candidato Wellington Dias
iniciou o debate com pergunta ao governador e candidato à reeleição Zé
Filho, contextualizando o tema de segurança pública, o senador
questionou sobre as principais providências que o peemedebista pretende
tomar se reeleito.
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Zé Filho
Zé
Filho assegurou que em sua gestão estão sendo feitos grandes
investimentos. “As ações que fizemos na polícia militar, nas viaturas,
nos
homens,
nos serviços burocráticos, todas são diferente do seu governo. Onde
você não aumentou em nada o efetivo da Polícia Militar”, disse Zé Filho.
O governador afirmou ainda que a insegurança é um problema
nacional
e que o próprio Governo Federal precisa de ações mais efetivas. Em
réplica, Wellington retrucou dizendo que a pergunta era referente ao
papel do governador nas providências sobre segurança. Comparou os
números de seu governo ao de Zé Filho e disse que o efetivo de polícia
diminui no Estado desde sua gestão. Em tréplica, Zé Filho disse que
Wellington está sempre querendo ser o “coitadinho, quando na verdade não
fez nada pelo Piauí em oito anos”.
Zé Filho foi o
segundo candidato a perguntar e questionou o candidato Mão Santa sobre
incentivos à microempresários que fomentam o comércio local.
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Mão Santa
Mão Santa falou de sua gestão e disse que quando governou o Piauí incentivou a sobrevivência de pequenos e médios
empresários
e citou o exemplo da merenda escolar, quando houve um incentivo e uma
fiscalização para que as escolas comprassem os gêneros alimentícios de
fábricas e empresas provenientes da própria região. “Vamos dar uma
Secretaria de microempresários, porque eles empregam muito, porque cada
empresa dessas diminui o desemprego no estado”, completou o
ex-governador.
Em réplica e tréplica os candidatos concordaram em criar ações para o fortalecimento dos microempresários no Piauí.
Mão
Santa perguntou ao candidato pelo PSOL, Maklandel Aquino, qual o seu
entendimento sobre a privatização da companhia energética do Piauí, que
segundo Mão Santa, é um problema que o preocupa bastante.
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Maklandel Aquino
Maklandel
respondeu declarando que condena a prática de sucateamento dos recursos
públicos e das empresas públicas. E que é uma obrigação do Estado
fornecer a energia de qualidade para a população, assim como outros bem
essenciais assegurados pelas leis a cada cidadão.
Em réplica,
Mão Santa disse que por causa da má qualidade de fornecimento energético
e por falta de investimentos, diversas empresas fogem do Piauí, “as
indústrias estão indo para o Maranhão”, declarou.
Em tréplica,
Maklandel se dirigiu ao eleitor e disse que dois dos candidatos
presentes já foram governadores, e um está atualmente no governo, mas
que não “demonstraram nenhum interesse em resolver o problema da energia
elétrica no Piauí”.
Maklandel direcionou a Wellington Dias a
última pergunta da rodada e questionou se o candidato considerava normal
que a Secretaria de Governo gastasse metade do que é gasto na saúde
pública.
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Wellington Dias
Wellington
respondeu que não é normal, e citou exemplos de contratos de R$ 22
milhões de reais, que foram barrados pelo Tribunal de Contas em gestões
posteriores a sua, destinados a contratação de buffets e ornamentos, com
recursos da saúde, e disse que é inadmissível essa prática.
Em
réplica, Maklandel disse que “esse gasto que eu mencionei é referente ao
último ano de seu governo. Onde houve o fechamento da clínica do iapep,
do pronto socorro do HGV, a municipalização dos hospitais, sem dar
condições aos municípios”. Wellington respondeu dizendo que essa
informação não era verdade.
2º BlocoNo segundo bloco do debate, Mão Santa perguntou para o candidato Wellington Dias.
“Quando
entrei no governo, sucedendo o governador Hugo Napoleão, porque o
senhor foi afastado, estavam em processo de leilão tanto a nossa Cepisa
como a Eletrobras. Quando o presidente Lula esteve aqui, fizemos ele
perceber a importância de uma empresa pública de energia no estado e o
fato é q a Eletrobrás é uma empresa distribuidora inédita, da mesma
forma que o Banco do Estado não foi privatizado e sim, incorporado ao
Banco do Brasil que também é publico. Tivemos grandes investimentos no
Piauí ”, disse Wellington Dias.
Mão Santa comentou que Wellington
deveria ficar no Senado Federal. “No Senado, você tem brigado pouco. A
Eletrobras acaba de aumentar 25% e acho que você deve continuar lá para
recuperar o tempo em que não lutou pelo Piauí. Vossa Excelência deve
refletir e voltar para o senado porque passou oito anos lá e tem o dever
de devolver ao Piauí a grandeza que a gente merece”, disse Mão Santa.
Em
tréplica a Mão Santa, Wellington Dias disse que o povo é quem decide se
ele deve ou não sair do Senado e assumir o governo do Estado. “É o povo
quem decide, quem escolhe, mas quero falar aqui de propostas, e falando
de infraestrutura, quero retomar a obra do porto, que ficou parada
depois que eu saí. Temos uma ferrovia que é a transnordestina. Quero
trabalhar a energia, a infraestrutura de comunicação, de transportes”,
destacou.
Em resposta ao candidato Zé Filho sobre suas propostas
para a área de segurança, Mão Santa destacou que a violência no Estado
aumentou com a sua saída do governo.
“Nós vamos reconstruir o
Piauí. Nós, com a nossa visão de futuro, criamos academias de policia
aqui na capital e há 8 anos não tem vestibular na academia de policia
militar. Eles enganam com um cursinho aqui e acolá para cabos. Então,
olha a desgraceira se essa gente continuar. Se essa gente continuar a
desgraceira vai aumentar. A violência tá ai, não era assim, eu governei
esse estado e saía toda quinta-feira, onze horas da noite e andava por
aí. Isso começou nessa desgraceira nesse governo que tá há 12 anos”,
disse.
Na réplica, Zé Filho destacou que quer a oportunidade de
mudar a situação do estado, pois essa oportunidade já foi dada a outros
candidatos. “É muita conversa e após oito anos não fizeram nada e
precisam de mais quatro anos para resolver o problema. Por que não
fizeram antes? Agora tem que dar oportunidade para quem quer resolver e
não teve a chance de resolver os problemas que o Piauí está
enfrentando”, disse.
O candidato Maklandel aquino respondeu à pergunta de Wellington Dias sobre propostas para a juventude do Piauí.
“Essa
porcentagem de jovens é a mesma que está nos presídios do estado. Gente
pobre, que não teve acesso ao trabalho, ao estudo, e vamos garantir, a
partir de 01 de janeiro, a oportunidades de ir a escola, de praticar
esportes, acesso à cultura, lazer, ampliar as universidades que foram
sucateadas, garantir casa do estudante e restaurante aos estudantes da
universidade, garantir a permanência dos alunos nas universidades e nas
escolas. Então são políticas de estado que esses jovens necessitam para
possibilitar o ingresso deles no mercado de trabalho e não podemos
desprezar essa juventude porque o resultado desse desprezo nós vemos na
violência presente no estado”, disse Maklandel.
O candidato disse
ainda que o Piauí tem uma dívida histórica com a juventude. “Apesar de
ter feito sete anos de governo e passado para o seu sucessor, o senhor
está desatualizado. Temos 19% de analfabetos a partir dos cinco anos de
idade no Piauí e queremos garantir que os cidadãos tenham acesso a
cultura, escola, universidade, e só assim o estado vai acabar com essa
dívida histórica com a juventude”.
Maklandel Aquino fez uma
pergunta para o candidato Zé Filho sobre ação no Ministério Público
Federal contra sua candidatura. “Recentemente tivemos escândalo de
dinheiro encontrado em banco de carro. Qual sua diferença para esse
candidato sendo que seu mandato está em xeque por compra de votos, abuso
da máquina, de poder econômico?”
“São coisas totalmente
diferentes, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Essa ação é de
quando eu era candidato à vice-governador. Eu não respondo a nenhum
processo, essas mãos aqui são limpas, não tenho processo de nada contra a
minha pessoa, a não ser processos eleitorais, que todos nós temos.
Podem verificar o passado do Zé Filho, fique tranquilo que você está
votando em um candidato ficha-limpa. Agora tenham cuidado para não votar
em um chapeuzinho vermelho e eleger um lobo mal. Peço que o piauiense
tenha o discernimento de ver o que está acontecendo”, disse Zé Filho.
Após
a resposta de Zé Filho, Maklandel replicou: “Você acabou de banalizar
os crimes eleitorais e eu garanto que eu não tenho nenhum processo
eleitoral contra mim. Agora, piauiense, se candidato frauda o processo
eleitoral com compra de voto, imagina o que ele não faz se eleito”,
disse.
Em sua tréplica, Zé Filho disse que está realizando uma transformação no Piauí.
3º Bloco
Mão
Santa perguntou a Maklandel sobre o contexto atual da democracia, e
sobre números de pesquisas que influenciam na escolha do eleitor.
O
candidato Maklandel respondeu dizendo que é muito importante que a
população faça uma reflexão sobre pesquisas eleitorais. “É importante
observar que as pesquisas refletem o sabor dos candidatos que as
contratam, que são os grandes partidos financiados por grandes empresas,
e que utilizam da máquina para se beneficiar”, disse o candidato.
Em
réplica, Mão Santa falou de quando foi eleito, dizendo que a história
pode se repetir, já que nas pesquisas aparecia lá embaixo e que
conseguiu ser eleito no primeiro turno.
Em tréplica, Maklandel
voltou a falar da importância de observar que “os candidatos das
pesquisas compradas já ocupam há muito tempo espaços na mídia, espaços
estes que os pequenos partidos não têm. Mas que a população pode ajudar a
mudar esta realidade”.
Maklandel Aquino
perguntou a Wellington Dias sobre as doações que a Suzano fez em suas
campanhas e a doação de um ex-secretário que teve de ser afastado no seu
Governo por causa de irregularidades e questionou qual o acordo que
eles têm em troca das doações.
Wellington afirmou que todas as
doações são de acordo com a Lei e que não têm relação com acordos. Disse
ainda que defende que empresas como a Suzano se instalem no Piauí, e
não necessariamente a própria, mas indústrias da área de celulose,
porque visa o desenvolvimento do Estado.
Wellington questionou Zé Filho sobre a ausência de políticas voltadas aos deficientes físicos no seu plano de Governo.
Zé
Filho retrucou dizendo, “não vamos ficar com deboche, em qualquer
governo existem políticas direcionadas para pessoas com deficiência”. O
governador aproveitou o tempo para dizer novamente que Wellington não
fez nada em oito anos, e citou o caso do Ginásio Verdão, que segundo
ele, foi fechado na gestão de Wellington.
Em réplica, Wellington
disse que os atletas sabem que o Verdão funcionou, inclusive com
adaptações para deficientes físicos. E disse que sua pergunta não se
tratava de deboche, e sim de proposta, “o fato é que o senhor não
apresentou proposta ao atendimento aos deficientes físicos”.
Na
tréplica, Zé Filho respondeu que já está é fazendo. Disse que essa era a
diferença entre eles, “o senhor só sabe prometer, o seu discurso é só
promessa. Eu peço cuidado, nós já estamos fazendo, esta é a diferença”,
completou o governador.
Wellington pediu direito de resposta e
mencionou sua família e sua fé em Deus para suportar tantas acusações.
“Busquei o tempo todo trabalhar, evitando qualquer forma de baixaria e
de desrespeito”, disse o candidato.
Considerações finaisEm
suas considerações finais, Wellington Dias parabenizou a organização do
debate e pediu votos para ele, para a presidente Dilma Rousseff e para o
candidato a senador, Elmano Férrer.
“Queria parabenizar e
agradecer por esse momento, agradecer a Deus, à minha família que me
ajudou a enfrentar essa baixaria que enfrentei, mas quero levar na
memória essa imagem alegre, e quero pedir o seu voto, principalmente a
você que não tem uma opinião formada ainda. Peço também voto para a
presidente Dilma, para o candidato a senador Elmano Férrer, o veim
trabalhador, e nós vamos trabalhar pelo Piauí, eu, juntamente com a
vice-governadora Margareth Coelho. Quero agradecer a você pelas orações,
agradecer à militância querida, e pedir ajuda para fiscalizar até o dia
5.O compromisso que assumo é para o desenvolvimento do Piauí, integrado
com a presidente Dilma, para que tenhamos obras e equipamentos para o
desenvolvimento econômico, ferrovias, rodovias, obras para
desenvolvimento social, equipes de saúde, garantia daquilo que é
necessário para a qualidade de vida, para estruturar os municípios,
principalmente para a educação”, finalizou Wellington Dias.
Para
finalizar, Zé Filho disse que: “Quero agradecer a Deus a oportunidade de
disputar essa eleição para governador, agradecer cada abraço, cada
beijo que temos recebido nas diversas manifestações na capital, no
interior do estado. Agradecer à minha família, á toda a equipe,
parabenizar aos candidatos, a todo o povo do Piauí, e dizer que estamos
fazendo a verdadeira transformação no Piauí para esse povo que não
aguentava mais, e o mais importante, quero dar um recado aos indecisos,
boa parte da população do Piauí: se você der a chance ao Zé você leva e
eleição para o segundo turno e levando para o segundo turno, você vai
ter condições de analisar meelhor os candidatos porque realmente se
tivermos oportunidade de ir para o segundo turno você vai poder ver quem
está falando a verdade, quem quer o Piauí mais justo, mais igualitário ,
mais alegre, um Piauí que nos faça no orgulharmos de ser piauienses”.
“Agradeço
a Deus a coragem para combater um bom combate. Eleitor, eu estou
pronto, para reconstruir o Piauí, eu sei as dificuldades do estado.
Estamos aqui acreditando que o Piauí vai se libertar do passado. Nés
queremos oferecer nossa experiência, luta e amor à nossa gente. Quem ama
cuida, queremos cuidar dos idosos abandonados, das crianças sem creche e
da juventude que o governo não ampara. Votar em Mão Santa e em Adalgisa
não é dar um salto no escuro, no desconhecido, é ter um encontro com o
amor. Nós somos o governo da família, com a decência e dignidade. Isso
que estamos todos indignados, a violência, vai acabar. Vamos voltar à
boa saúde, a educação para todos. Quando Mão santa voltar tudo vai
melhorar”, disse o candidato do PSC nas suas considerações finais.
“Aqui
está em jogo que no dia 5 , você vai decidir que projeto de Estado você
quer para o Piauí: se esse estado comprometido com grandes empresários,
com as velhas oligarquias, se você quer o Estado que priorize o
agronegócio em detrimento da agricultura familiar, ou se quer um Estado q
queira a participação popular na administração ,que dialogue
frequentemente com movimentos sociais. Você tem a opção, e lembre que o
voto não tem preço, tem consequência. São 4 anos de lamentações no voto
errado, por isso reflitam na mudança, reflitam no voto e vote no 50 para
a mudança real no estado”, finalizou Maklandel Aquino.