quarta-feira, 1 de março de 2017

Carro capota e deixa oito feridos; quatro eram crianças


 

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Segundo a PRF-MA, o motorista estava embriagado; acidente aconteceu na BR-135.

Capotamento registrado no Km 10 da BR-135.
Capotamento registrado no Km 10 da BR-135. - Foto: Divulgação/PRF-MA
SÃO LUÍS - A noite dessa Segunda-feira de Carnaval foi marcada por um grave acidente na BR-135, Km 10, na capital maranhense. Um carro capotou e deixou oito pessoas, gravemente, feridas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-MA). Entre as vítimas, quatro crianças.
Dois bebês de dois meses, uma criança de um ano e outra de 10 anos sofreram escoriações. Um dos bebês de dois meses sacou do veículo. No total, havia nove ocupantes no carro.
Os agentes da PRF-MA constataram que o motorista apresentava sinais de embriaguez, apesar de não terem feito o teste do bafômetro porque ele foi imobilizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Todos os feridos foram levados ao Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II).
O veículo é um Gol preto que, após capotar, ficou com os pneus para cima. Além de bombeiros e funcionários do Samu, testemunhas disseram, de acordo com a PR-MA, que o motorista estava embriagado e desnorteado. Policiais confirmaram as informações pelo odor etílico expelido por ele. Testemunhas disseram que ele estava bebendo na companhia de outras pessoas no bairro Vila Nova República.

Sampaio Corrêa apresenta oficialmente o treinador Francisco Diá


 

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Ex-comandante do Altos, Diá destacou a grandeza e a torcida da Bolívia Querida.

Francisco Diá, técnico do Sampaio Corrêa.
Francisco Diá, técnico do Sampaio Corrêa. - Divulgação / Sampaio Corrêa FC
SÃO LUÍS - Depois de fazer o primeiro contato com os atletas do Sampaio Corrêa em um treinamento, o técnico Francisco Diá foi apresentado oficialmente pela Bolívia Querida na tarde desta terça-feira (28), no CT José Carlos Macieira. O treinador de 61 anos, que estava no Altos, do Piauí, substitui Vinícius Saldanha, que não resistiu aos tropeços do Tricolor neste início de temporada.
Em entrevista ao site oficial do Sampaio Corrêa, Francisco Diá disse que a história do Bolivão pesou muito em sua decisão de deixar o Altos, assim como a estrutura do clube. “Vim pela grandeza do Sampaio. Clube que tem uma boa estrutura e um presidente que oferece todas as condições de trabalho. Estou muito feliz em trabalhar numa equipe de ponta, tricampeã brasileira e de grande torcida”, afirmou Diá.
Apesar de ter comandado o último treino de preparação do Sampaio Corrêa para o jogo contra o Guarani de Juazeiro, pela segunda fase da Copa do Brasil, Francisco Diá ainda não confirmou se fará a sua estreia nesta partida. “Acho prematuro, cheguei na segunda-feira e conheço pouco o grupo. Vou conversar com o Arlindo, com a comissão técnica, para montarmos uma estratégia e tentar essa inédita classificação à terceira fase da Copa do Brasil. Não descarto totalmente, vamos ver”.
A partida entre Sampaio Corrêa e Guarani de Juazeiro será nesta quarta-feira (1º), às 20h30 (horário de Brasília), no Estádio Castelão, em São Luís, com cobertura completa do Imirante Esporte e da rádio Mirante AM. Quem vencer o jogo, garante a inédita classificação para a terceira fase da Copa do Brasil. Se o duelo terminar empatado, a decisão da vaga será nos pênaltis.

A posse do futuro presidente, em 2019


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Charge do Mollica, reprodução do Arquivo Google
Carlos Chagas
Na República Velha, hoje seria dia de votação, de quatro em quatro anos. Eleição fraudada, sem ser secreta, com as mulheres proibidas de votar e sem Justiça Eleitoral. O cidadão votava declarando seu voto a um funcionário público, que anotava o voto num livrão.  Por isso jamais um candidato do governo perdeu. A data comemorava a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai. O diabo é que para a posse do eleito, nossos avós procuraram outra data significativa e acharam a Proclamação da República, 15 de novembro. Resultado: oito meses e meio de interregno, quando o presidente eleito viajava para a Europa ou descansava placidamente, compondo seu ministério. Estava tudo arranjado, as crises eram raras, tudo fora acertado pelos poderosos Partidos Republicanos de Minas e São Paulo, ou seja, os fazendeiros desses dois Estados, com raras exceções.
O tempo passou, já votamos em muitas outras datas, ou não votamos, ficando pela Constituição de 1988 o voto no primeiro domingo de  outubro, com a confirmação em outra votação no último, se ninguém alcançar a metade mais um dos votos, no primeiro.
Já votamos em variadas datas, inclusive no repudiado 31 de março, mas hoje metade do Brasil e dos demais países do mundo encontra-se sob os eflúvios das comemorações da passagem do ano. O resultado é que poucas autoridades estrangeiras conseguem vir, sem falar em nós mesmo.
Já se tentou mudar a data, estendendo-a por alguns dias, mas com tantas reformas políticas em pauta, a proposta não vingou. Por que surripiar do novo presidente dez dias que sejam de mandato?
Quando mais uma vez o Congresso tenta estabelecer umas tantas mudanças institucionais, jamais acontecidas, ressurge outra vez a sugestão, que dificilmente será aprovada.
Essas considerações se fazem a propósito do primeiro de janeiro de 2O19. O novo presidente acordará mais cedo, deputados e senadores também, mas o importante será saber quem. Em sã consciência, ninguém arrisca um palpite.

Charge do Benett


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E nos corações, saudades e cinzas foi o que restou…


Charge de J. Carlos, reproduzida do Arquivo Google
Paulo PeresSite Poemas & Canções
O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta carioca Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes (1913-1980) escreveu com Carlos Lyra, em 1963, a “Marcha da quarta-feira de cinzas”. O lirismo melancólico dos foliões a espera do próximo carnaval, que imperava na letra, depois serviu também como música de protesto contra a ditadura militar de 1964. Embora consagrada pela voz de Nara Leão, essa marcha-rancho foi gravada, inicialmente, por Jorge Goulart, em 1963, pela Copacabana.
MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Carlos Lyra e Vinícius de Moraes
Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor.
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade…
A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar.
Porque são tantas coisas azuis
Há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe…
Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz.

Para ser reeleito, Janot defende o auxílio-moradia ilegal do Ministério Público


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Janot só pensa “naquilo” – ser mantido na Procuradoria
André de SouzaO Globo
Em parecer já entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende a manutenção do pagamento de auxílio-moradia a integrantes do Ministério Público. Na prática, o benefício, hoje no valor de R$ 4.377,73, aumenta os salários de procuradores e promotores. Em alguns casos, é o suficiente para ultrapassar o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 33.763.
O documento foi juntado a uma ação apresentada pela Associação Nacional dos Servidores do Ministério Público (Ansemp). O relator é o ministro Luiz Fux. A entidade — que representa os técnicos e analistas do Ministério Público, mas não os procuradores e promotores — questiona uma resolução de 7 de outubro de 2014 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Na avaliação da Ansemp, o auxílio é pago a muitos procuradores e promotores. Segundo a entidade, isso mostra que se trata, na prática, de um complemento salarial disfarçado de verba indenizatória.
COMPROVAÇÃO DAS DESPESAS – A Ansemp não é contra acabar totalmente com o auxílio, mas quer que os beneficiários comprovem as despesas. Também pede que o benefício seja restrito a procuradores e promotores que estejam fora de seu domicílio habitual. É o caso, por exemplo, de um integrante do Ministério Público que está lotado numa cidade, mas é deslocado para trabalhar em outra.
O parecer é assinado por Janot em razão de ele também ser o presidente do Conselho Nacional do Ministério Público. Segundo o procurador-geral da República, o auxílio-moradia não é salário disfarçado. Isso porque o benefício não é pago em cidades onde há imóveis funcionais, e tampouco é repassado a procuradores e promotores aposentados. Além disso, no caso de integrantes do Ministério Público que são casados ou mantêm relação estável, o casal recebe apenas um auxílio, em vez de dois.
Segundo Janot, a ajuda de custo destina-se a indenizar juízes e integrantes do Ministério Público diante da “não disponibilidade de imóvel funcional na localidade onde exerça as suas funções”. A resolução do CNMP que assegurou o pagamento da indenização foi editada pouco depois de decisões do próprio ministro Fux liberando, em setembro de 2014, o pagamento do auxílio a juízes de todo o Brasil. Janot alega que é preciso manter a isonomia entre juízes e integrantes do MP.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais uma boa reportagem do André de Souza. Tudo isso seria ilegal e inconstitucional para qualquer servidor público, menos para magistrados e integrantes do Ministério Público, é claro. O procurador Janot dá parecer favorável, porque é candidato a um terceiro mandato e precisa desesperadamente dos votos dos procuradores. Esse corporativismo é inaceitável, deprimente e revoltante. O ministro Luiz Fux, que foi um juiz brilhante e decaiu ao forçar a barra e fazer sua filha se tornar desembargadora, imitando Marco Aurélio de Mello, que também o fez, está segurando essa indecência corporativa no Supremo, num procedimento que responde à pergunta de Francelino Pereira e de Renato Russo sobre “que país é esse”. (C.N.)

Jucá, Geddel, Yunes, Padilha…


Michel Temer na festa de 50 anos de casado do advogado José Yunes com Célia Yunes
Yunes criou uma versão bastante favorável ao amigo
Elio GaspariFolha/O Globo
Michel Temer é um político experiente, frio, e conhece o lado do avesso de Brasília. Em maio do ano passado, quando fritava a presidente Dilma Rousseff e o comissariado petista, circulou a notícia de que formaria um governo de notáveis. Era lorota e foi logo desmentida. Formou-se um governo de pessoas experientes, mas não se definiu o que vinha a ser “experiência”.
José Yunes, o amigo do peito de Temer foi para sua assessoria especial; Romero Jucá, presidente do PMDB, para o ministério do Planejamento; o espaçoso Geddel Vieira Lima para a coordenação política e Eliseu Padilha para a chefia da Casa Civil.
Em menos de um ano três experientes integrantes dessa equipe foram para o espaço, todos metidos em situações escandalosas. O pacote que o operador Lúcio Funaro levou ao escritório de Yunes ainda fará uma longa carreira no anedotário político nacional. Por enquanto, a versão de Yunes é uma daquelas mantas de chumbo que os dentistas jogam em cima das pessoas para protegê-las das emissões dos raios X.
RECORDISTA – Nunca na história deste país um presidente perdeu tantos colaboradores em tão pouco tempo por motivos tão pouco louváveis. O chefe da Casa Civil de Temer orgulhou-se de ter negociado o Ministério da Saúde trocando o médico Raul Cutait pelo deputado Ricardo Barros. Esse tipo de escalação do governo pode ter parecido coisa de doido, mas nele havia dois métodos.
O primeiro, ostensivo, era a busca de uma retumbante maioria parlamentar. O segundo, implícito, era a blindagem dessa mesma maioria diante dos maus ventos da Operação Lava Jato. Como? Ninguém pode saber, mas o caminho se faz andando. Nesse tipo de caminhada convida-se o ex-ministro Carlos Velloso para o Ministério da Justiça e nomeia-se o deputado Osmar Serraglio, campeão da doutrina de uma anistia para o doutor Eduardo Cunha.
MANDOU UM RECADO – Quando Temer nomeou Jucá e Geddel, mandou um sinal para a lista de penitentes que sofrem à espera da divulgação de novas listas da Lava Jato. Como diz o ilustre governador Pezão, quando se refere ao seu padrinho Sérgio Cabral, todos devem ter o direito de se defender. A ida de Yunes para o Planalto foi outro sinal. Padilha sabia que mandara levar um pacote ao escritório do amigo, o operador Lúcio Funaro sabia que o entregara e o deputado Eduardo Cunha acha que sabe a história toda, tanto que levantou o véu da carga numa pergunta que encaminhou ao juiz Sergio Moro, para que a fizesse a Temer.
A escolha dos experientes fracassou apenas no aspecto da longevidade. Foi bem sucedida como sinalização, coroada pela nomeação de Osmar Serraglio. Agrupados, os penitentes rezam, à espera da divulgação das colaborações da Odebrecht.
A Lava Jato está ferindo a oligarquia política e empresarial do século 20 da mesma maneira que o fim do tráfico negreiro feriu (mas não matou) a do 19. Os barões do caixa dois do tráfico resistiram por mais de 30 anos. Os marqueses do caixa dois das empreiteiras sabem que não podem durar tanto, mas a esperança é sempre a última que morre. Primeiro nomeamos Jucá e Geddel, depois, Serraglio. Mais um pouco, soltamos Eduardo Cunha. Adiante, definimos que o TSE só tem lâmina para Dilma Rousseff. Com sorte, tiramos Lula do páreo de 2018. Se der, deu.