domingo, 2 de julho de 2017

Viúva com 13 filhos perde casa em incêndio no Norte do Piauí

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A vida de Adriana da Conceição Santos já era cheia de adversidades e sofreu mais um revés na última quinta-feira (29). Viúva, com a mãe deficiente visual e auditiva e muitos filhos para criar, a dona de casa saiu pela manhã para a cidade de Esperantina, no Norte do Piauí. Quando voltou para casa, no povoado Malhada de Baixo, município de Morro do Chapéu, só encontrou as cinzas e os escombros do que sobrou da casa de taipa e palha. 
Adriana suspeita que um fio desemcapado tenha provocado as chamas. No momento do incêndio, pessoas viram a casa pegar fogo e salvaram os pais da dona de casa. A maioria dos filhos estava na escola - ela é mãe de 13, mas três deles já casaram e vivem com suas famílias. Do lugar, só houve tempo para salvar o aparelho de TV. 
O marido foi assassinado no ano passado. Sem a ajuda dele, Adriana depende de R$ 900 do programa Bolsa Família, do Governo Federal, para cuidar dos pais e de 10 filhos. 
"É uma família em extrema situação de vulnerabilidade social e econômica. Eles vivem unicamente do Bolsa Família e o marido é quem ajudava a prover", conta Hamilton Júnior, psicólogo do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Morro do Chapéu.
O drama mobilizou moradores das duas cidades. "Coloquei no grupo no Whatsapp e várias pessoas fizeram essa campanha. Ela está recebendo doação de cesta básica, roupas...", diz Aline da Silva, que é professora em Morro do Chapéu e colocou a pizzaria que administra em Esperantina como ponto de coleta de doações. 
Hamilton Júnior confirmou ao Cidadeverde.com que a mobilização tem surtido efeito e as doações já começaram a chegar. O prefeito de Morro do Chapéu, Marcos Henrique (PSD), visitou a família e se comprometeu a ajudar. O Município já fez o orçamento para a construção de uma nova casa para Adriana. 
Enquanto não tem um novo lar, Adriana se reveza com os filhos nas casas de parentes. Sem recursos para reconstruir sua casa e sua vida, ela conta com a solidariedade. Itens importantes, como alimentos e material de higiene, foram os primeiros a serem doados. Mas a dona de casa e sua família ainda irão precisar de roupas, utensílios domésticos e móveis para a nova casa. 
As doações estão sendo recebidas na escola Francisca Marluce Nunes Queiroz, em Morro do Chapéu, na pizzaria da professora Aline (86 - 98124-7873) e no CRAS do município, com o psicólogo Hamilton Júnior (86 - 98123-8420)
Fábio Lima
cidadeverde.

Carro pega fogo após cair em ribanceira e dois morrem carbonizados


 


Foto: Floriano News
Um acidente em Floriano, 244 quilômetros ao Sul de Teresina (PI), deixou dois mortos carbonizados na BR-230. O carro caiu em uma ribanceira depois de capotar e pegou fogo. 
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o acidente ocorreu por volta de 14h da última sexta-feira. Testemunhas relataram para a PRF que o carro tentou ultrapassar outro veículo e teria perdido o controle, batido em uma árvore e capotado antes de cair em uma ribanceira há 20 metros da pista. Só depois disso, o carro pegou fogo. 
O Sandero com placa de Barueri (SP) tinha dois ocupantes, que já foram encontrados carbonizados e levados para o hospital regional Tibério Nunes. Em razão do estado dos corpos, os mesmos foram levados para o Instituto Médico Legal de Teresina. 
As vítimas são Marçonil Lourenço e Wilson José do Nascimento Sousa. De acordo com o site Floriano News, eles são primos, estavam de férias no Piauí e voltariam para São Paulo neste sábado (1º). Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a tragédia. 
Em uma foto no perfil de Marçonil no Facebook, é possível ver ele com o carro prata que veio a ser incendiado na tragédia. A imagem foi postada no início de junho. 
O IML de Teresina confirmou ao Cidadeverde.com que os corpos foram identificados para serem liberados ainda neste sábado. 
Fábio Lima
cidadeverde

População bloqueia a BR-135 em protesto

Manifestantes levaram um caixão, pneus e faixas para a BR-135 em protesto contra a estrada que ficou conhecida como a 'rodovia da morte'. Somente este ano, até agora, foram contabilizadas 35 vítimas fatais de acidentes de trânsito. Na manhã deste sábado (01), moradores, prefeitos e vereadores do Sul do Estado interditaram vários trechos da pista em ato que pede a imediata reconstrução da rodovia.

De acordo com grupo SOS BR-135, os protestos ocorrem em pelo menos seis municípios: Redenção do Gurgueia, Bom Jesus, Corrente, Monte Alegre do Piauí, Gilbues e Cristino Castro.
Fatores como a falta de acostamento e o piso com desníveis de aproximadamente 20 centímetros- o que provoca o capotamento de veículos que venham a sair da pista, que por sinal é estreita para a passagem de veículos mais largos- contribuem para a estatística do número de mortes.
"Sabemos que a bancada federal dos senadores e deputados piauienses estão empenhados na causa, mas também temos que nos mobilizar, fazer força. A população não aguenta mais tantos acidades e tantas mortes. O trecho a passar por reforma é de 350 km e tem que ter o ponta pé inicial. Se ao longo de 10 anos, tivesse sido feito algum reparo, a pista já tinha características de uma rodovia federal", disse Ângelo Sena, prefeito de Redenção do Gurgueia, um dos gestores que participam do ato.
Em Bom Jesus, a manifestação deve seguir até a tarde de hoje. Segundo o jornalista Israel Guerra, cerca de 700 pessoas participam do ato e, no momento, o trânsito está liberado apenas para a passagem de ambulâncias. Além do grupo SOS BR-135, participam também dos protestos, entidades representativas como OAB, Rotary Club, classe empresarial, igrejas católicas e evangélicas.
"Temos cerca de 700 pessoas aqui e vamos permanecer até a tarde.O congestionamento está em 5 ou 7 km e só estamos deixando passar ambulâncias. O Governo já sinalizou a liberação de um aditivo de mais de R$ 30 milhões para obra, mas esse valor corresponde apenas a 10% do que é necessário para o reparo. Precisamos de medidas emergências. O povo tem pressa", defende o jornalista.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o movimento ocorre de forma pacífica. Durante os protestos, manifestantes também abordam motoristas que, de acordo com relatos de moradores, já trafegam aflitos pela rodovia. 
Nesta semana, o governador Wellington Dias reuniu-se, em Brasília, com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e com a bancada do Piauí no Congresso Nacional com o objetivo de debater soluções para a BR-135. No encontro, foi acertado compromisso para liberação de recursos na ordem de R$ 35 milhões para o início das obras de alargamento da rodovia.

Graciane Sousa cidadeverde.

Presidente da Embratur de Sarney, Doria criou polêmica com nordestinos ao propôr fazer da seca atração


 

Gustavo Villela (O Globo)
Após iniciar a carreira política como secretário de Turismo na gestão de Mário Covas na Prefeitura de São Paulo, João Doria Júnior chegou à presidência da Embratur no governo José Sarney. No cargo, o hoje prefeito da maior cidade do país e presidenciável envolveu-se numa polêmica com os nordestinos. No dia 30 de junho de 1987, durante debate em Fortaleza com cerca de cem empresários do setor, Doria propôs que a seca virasse atração turística.
Na ocasião, o então presidente da Embratur sugeriu que a seca fosse explorada turisticamente, a exemplo do trabalho de milhares de homens em busca de ouro, na Serra Pelada, que se tornara atração turística, conforme noticiou O GLOBO na edição do dia seguinte. A reportagem dizia ainda que, para justificar a sugestão, Doria afirmou que os brasileiros têm o direito de conhecer “a riqueza e a pobreza do Brasil”.
— A Caatinga nordestina poderia ser um ponto de visitação turística e gerar uma fonte de renda para a população sofrida da área, respeitando as características culturais e humanas da população, sem exploração da miséria — disse Doria para uma plateia, reunida em um hotel de Fortaleza, que incluia o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, hoje seu colega de legenda no PSDB.
Doria também afirmou, para defender a sua proposta, que o governo federal deveria aumentar os investimentos no turismo e reduzir a verba para a irrigação. A ideia do então presidente da Embratur de fazer da seca atração turística não agradou a nordestinos. O próprio ministro do Interior de Sarney, João Francisco Cavalcante, foi um deles. Um dia após a declaração de Doria, Cavalcante disse que, como nordestino, não poderia concordar que se transformasse um problema como a seca em atração turística. Ele acrescentou que preferia “imaginar que essas declarações não existiram”.
Ex-governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, por sua vez, disse acreditar que a proposta de Doria tenha sido feita com a melhor das intenções, mas ressaltou que a seca e o turismo são coisas incompatíveis.
— Turismo não se faz com o sofrimento, porque a seca é, na realidade, um drama causado pela conjunção da probreza da natureza com a do homem sertanejo. Ela é uma vergonha nacional porque jamais se fez dela uma prioridade.
Para Jereissati, entretanto, as declarações de Doria foram deturpadas. Segundo ele afirmou na época ao jornal, o então presidente da Embratur se referia à exploração turística da Caatinga, como fazem os Estados Unidos no Arizona. Mas o governador do Ceará admitiu que Doria “não foi muito feliz” ao fazer a proposta. A ideia do atual prefeito paulistano também repercutiu negativamente nas rádios cearenses. As emissoras de Fortaleza dedicaram grande espaço na sua programação para debater o assunto. Os ouvintes que ligaram para as rádios foram unânimes em reprovar a sugestão de Doria.
Em artigo de opinião, publicado na edição do dia 2 de julho de 1987, O GLOBO também fez comentário sobre a declaração do então presidente da Embratur. Com o título “Turismo geral”, o artigo destacou que, ao propor a exploração turística da seca do Nordeste, Doria sugeriu também a redução dos recursos para a irrigação. “Do ponto de vista de quem só pensa em sua área de especialização, a ideia tem lógica: se continuarem nessa insensata irrigação, um dia ainda acabam com a seca — e onde é que os turistas vão gastar os dólares?”.
O texto do artigo, em tom irônico, diz ainda que seria bom programar roteiros alternativos, concluindo que “teríamos excursões anuais às enchentes no Sul, caminhadas noturnas na Baixa Fluminense para presenciar o ritual de desova, visitas ao Manicômio do Juqueri, caçadas de jacarés no Pantanal e assim por diante — até o bom senso voltar”.
No mesmo dia 2 de julho, a Embratur divulgou nota esclarecendo as declarações de João Doria. Segundo a assessoria de imprensa da Embratur, conforme noticiou o jornal, Doria não sugeriu que o fenômeno da seca deveria ser usado para incrementar o turismo no Nordeste. A nota acrescenta que Doria “não teve qualquer intenção de promover o desrespeito pelo ser humano ou a exploração da miséria ou do flagelo da seca”, nem propôs que se diminuíssem os investimentos em irrigação, mas que se ampliasse o investimento da Sudene em projetos turísticos.


O traidor e o traído


 

Nota da Revista Carta Capital relaciona a não escolha de Nicolao Dino para Procuradoria-Geral da República (PGR) por sua ligação familiar com o governador Flávio Dino, que tirou democraticamente o Maranhão das mãos de José Sarney.


Advogado preso em São Luís foi gravado combinando propina para procurador

Veja – As versões do procurador preso, Ângelo Goulart, e do advogado Willer Tomaz, preso em São Luís pela Polícia Federal quando tentava comprar a TV Difusora, de que não receberam propina e estavam negociando a delação da JBS são fantasiosas.
Existem pelo menos três gravações feitas pela turma de Joesley Batista de encontros com os acusados e, em nenhuma delas, eles se comportam como se estivessem orientando um processo de colaboração. Ao contrário. Num áudio inédito gravado por Francisco Assis, jurídico da JBS, há um trecho em que Willer Tomaz fala abertamente sobre como repartiu 4 milhões de reais recebidos da JBS.
Na gravação, ele diz que a partilha seria assim: um terço para André Gustavo Vieira, um publicitário, um terço para para Juliano Couto, presidente da OAB-DF e o último terço para o procurador Ângelo Goulart.
Em outro momento, Assis pergunta a Willer se o procurador estava sabendo das entregas mensais de 50 000 reais. Tomaz interrompe a pergunta e responde: “Total”.
Abaixo a transcrição dos principais trechos do diálogo:
  • Trecho 1
Francisco Assis (FA): Não, eu fiquei uma semana sem vir aqui, tratei esse negócio com o Anselmo por telefone.
Willer Tomaz (WT): Tá bom.
FA: Eu te mandei a petição.
WT: Tá, Anselmo tá indo agora para Búzios só volta domingo que vem, eu tive uma reunião aqui (ininteligível)
FA: Cadê o Ângelo?
WT: (Ininteligível). Vai viajar também para Búzios.
FA: Eles vão juntos?
WT: Sim, sim, estão sempre juntos…
FA: Os caras se pegam aí.
WT: Não, não, não se pega não, porque eles gostam de outra coisa.
FA: Tá claro para o Ângelo…
WT: Total, Total
FA: …que a gente tem um acordo, que ele tem uma remuneração, que ele tem que nos ajudar, tá claro isso pra ele? (Ininteligível).
WT: Deixa eu te dizer uma coisa, eu tenho tranquilidade no Anselmo porque ele é ambiente, só que você precisa me pautar.
FA: Então eu tô querendo te pautar.
  • Trecho 2
FA: (Ininteligível). Com quem?
WT: Com a Petrobras (ininteligível) desde novembro de 2008, tem que ser de 2008 esse processo, tipo (ininteligível) de escolha do gestor do fundo (ininteligível). Isso vira análise de risco (ininteligível), ata dia 25 de junho, qu eapós o investimento natural (ininteligível) se eu viajo (ininteligível) pra Austrália, (ininteligível) na JBS lá, ainda tiram férias e ficam por lá, foi com ele Alcinei (ininteligível) executivo da parte imobiliária (ininteligível) na época…
FA: 2000 e…
WT: 2009? (Ininteligível).
FA: O Anselmo estava?
WT: Ele tava. (Ininteligível).
FA: Joesley falou assim: “Francisco (ininteligível) nós fizemos um contrato de 5 pau e aí o que você me fala”.
WT: (Ininteligível) sobrando nada (ininteligível) um gesto de vocês.
FA: Como, cara?
WT: (Ininteligível) esse do teu amigo foi com o André, com o amigo do, do, irmão do Joesley, está até perturbando aí, porque…
FA: 1/3?
WT: 1/3, o outro um terço pro Juliano, e o outro um terço tô repassando pra Ângelo.
FA: Mas não era 5…
WT: Não foi 5 não, foi o 4, (ininteligível), o negócio foi assim pequenininho, o negócio ficou desse tamanho, que ficou de fato de fato (ininteligível).
FA: Não, então dá pra você pedir pra ele pra gente fazer uma reunião, nós 3 no meu trabalho.
WT: Você não me acredita.
(Atualização: Juliano Couto informou que nunca atuou como advogado do grupo J&F nem de nenhum de seus dirigentes e que, neste caso, apenas indicou o advogado Willer Tomaz).




Bomar se prepara para investir R$220 milhões no estado


 

Serão gerados 1600 empregos diretos e 6400 indiretos, onde 97% da mão de obra será local, de acordo com a empresa. Além disso, a empresa trabalha com sistema de integração, incentivando a carcinicultura familiar.