segunda-feira, 3 de junho de 2019
Detalhes sobre as críticas do FMI ao neoliberalismo que voltou à moda no Brasil
Carlos Newton
Aqui na Tribuna da Internet temos um cuidado enorme com “fake news”. É impressionante a quantidade de informações falsas e manipuladas que nos enviam. Dá um trabalho enorme conferir a veracidade. Neste domingo, dia 2, publicamos uma matéria do site G1 sobre um estudo de três economistas do Fundo Monetário Internacional, a respeito do fracasso na aplicação do neoliberalismo de Milton Friedman em nações subdesenvolvidas.
Como o teor da reportagem do G1 e outros veículos foi anunciada como “mentiroso” pelo site russófilo “Spotniks”, voltamos ao assunto para reafirmar que o estudo dos técnicos do FMI é verdadeiro, publicado na seção “Finance & Development” do site oficial do International Monetary Fund, sob o título “Neoliberalism: Oversold?”, assinado por Jonathan D. Ostry (vice-diretor), Prakash Loungani (chefe de divisão) e Davide Furceri (economista), todos do Departamento de Pesquisa do FMI.
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EM VEZ DE CRESCIMENTO, NEOLIBERALISMO AUMENTOU A DESIGUALDADE, PREJUDICANDO A EXPANSÃO DURADOURA
Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani e Davide Furceri
EM VEZ DE CRESCIMENTO, NEOLIBERALISMO AUMENTOU A DESIGUALDADE, PREJUDICANDO A EXPANSÃO DURADOURA
Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani e Davide Furceri
Milton Friedman, em 1982, aclamou o Chile como um “milagre econômico”. Quase uma década antes, o Chile havia se voltado para políticas que desde então foram amplamente copiadas para todo o mundo. A agenda neoliberal – um rótulo usado mais pelos críticos do que pelos arquitetos das políticas – repousa em duas tábuas principais. A primeira é o aumento da concorrência – alcançada através da desregulamentação e da abertura dos mercados domésticos, incluindo os mercados financeiros, à concorrência estrangeira. O segundo é um papel menor para o estado, alcançado por meio de privatizações e limites à capacidade dos governos de administrar déficits fiscais e acumular dívidas.
Tem havido uma tendência global forte e generalizada em direção ao neoliberalismo desde os anos 80, de acordo com um índice composto que mede o grau em que os países introduziram a concorrência em várias esferas da atividade econômica para promover o crescimento econômico.
PRÓS E CONTRAS – Há muito para animar a agenda neoliberal. A expansão do comércio global resgatou milhões da pobreza extrema. O investimento estrangeiro direto tem sido frequentemente uma forma de transferir tecnologia e know-how para economias em desenvolvimento. A privatização de empresas estatais, em muitos casos, levou a uma prestação de serviços mais eficiente e reduziu a carga fiscal sobre os governos.
No entanto, há aspectos da agenda neoliberal que não foram entregues como esperado. Nossa avaliação da agenda se limita aos efeitos de duas políticas: remover restrições aos movimentos de capital através das fronteiras de um país (a chamada liberalização da conta capital); e consolidação fiscal, às vezes chamada de “austeridade”, que é uma abreviação de políticas para reduzir os déficits fiscais e os níveis de endividamento.
CONCLUSÕES INQUIETANTES – Uma avaliação dessas políticas específicas (e não da ampla agenda neoliberal) chega a três conclusões inquietantes:
- Os benefícios em termos de aumento do crescimento parecem bastante difíceis de estabelecer quando se olha para um amplo grupo de países.
- Os custos em termos de aumento da desigualdade são proeminentes. Tais custos resumem o trade-off entre os efeitos de crescimento e equidade de alguns aspectos da agenda neoliberal.
- O aumento da desigualdade, por sua vez, prejudica o nível e a sustentabilidade do crescimento. Mesmo que o crescimento seja o único ou principal objetivo da agenda neoliberal, os defensores dessa agenda ainda precisam prestar atenção aos efeitos distributivos.
PREJUÍZO À DEMANDA – As políticas de austeridade não apenas geram custos substanciais de bem-estar devido aos canais do lado da oferta, mas também prejudicam a demanda – e, portanto, pioram o emprego e o desemprego. A noção de que as consolidações fiscais podem ser expansionistas (isto é, aumentar a produção e o emprego), em parte aumentando a confiança e o investimento do setor privado, tem sido defendida, entre outros, pelo economista Alberto Alesina, de Harvard, no mundo acadêmico, e pelo ex-presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, na arena política.
No entanto, na prática, episódios de consolidação fiscal foram seguidos, em média, por quedas, e não por expansões na produção. Em média, uma consolidação de 1% do PIB aumenta a taxa de desemprego de longo prazo em 0,6 ponto percentual e aumenta em 1,5% em cinco anos a medida de desigualdade de renda de Gini (Ball e outros, 2013).
Em suma, os benefícios de algumas políticas que são uma parte importante da agenda neoliberal parecem ter sido um pouco exagerados.
CAPITAL DE CURTO PRAZO – No caso da abertura financeira, alguns fluxos de capital, como o investimento estrangeiro direto, parecem conferir os benefícios reivindicados para eles. Mas para outros, particularmente fluxos de capital de curto prazo, os benefícios para o crescimento são difíceis de colher, enquanto os riscos, em termos de maior volatilidade e maior risco de crise, são grandes.
No caso da consolidação fiscal, os custos de curto prazo em termos de menor produção e bem-estar e maior desemprego foram subestimados, assim como também é subestimada a conveniência de países com amplo espaço fiscal de simplesmente viverem com alta dívida e permitir que os índices de dívida caiam organicamente através do crescimento.
UM CICLO ADVERSO – Além disso, uma vez que tanto a abertura quanto a austeridade estão associadas ao aumento da desigualdade de renda, esse efeito distributivo estabelece um ciclo de feedback adverso. O aumento da desigualdade gerado pela abertura financeira e pela austeridade pode por si só minar o crescimento, exatamente aquilo que a agenda neoliberal pretende impulsionar. Há agora fortes evidências de que a desigualdade pode reduzir significativamente tanto o nível quanto a durabilidade do crescimento (Ostry, Berg e Tsangarides, 2014).
A evidência do dano econômico causado pela desigualdade sugere que os formuladores de políticas deveriam estar mais abertos à redistribuição do que eles. É claro que, além da redistribuição, as políticas poderiam ser elaboradas para mitigar antecipadamente alguns dos impactos – por exemplo, através de maiores gastos em educação e treinamento, o que expande a igualdade de oportunidades (as chamadas políticas de pré-distribuição).
E as estratégias de consolidação fiscal – quando necessárias – poderiam ser projetadas para minimizar o impacto adverso nos grupos de baixa renda. Mas, em alguns casos, as conseqüências distributivas adversas terão que ser remediadas depois que elas ocorrerem, usando impostos e gastos do governo para redistribuir renda. Felizmente, o medo de que tais políticas necessariamente prejudiquem o crescimento é infundado (Ostry, 2014).
EM BUSCA DO EQUILÍBRIO – Essas descobertas sugerem a necessidade de uma visão mais sutil do que a agenda neoliberal é capaz de alcançar. O FMI, que supervisiona o sistema monetário internacional, esteve à frente dessa reconsideração.
Por exemplo, seu então economista-chefe, Olivier Blanchard, disse em 2010 que “o que é necessário em muitas economias avançadas é uma consolidação fiscal de médio prazo credível, não uma corda fiscal hoje”. Três anos depois, Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, disse que A instituição acreditava que o Congresso dos EUA estava certo em aumentar o teto da dívida do país “porque a questão não é contratar a economia cortando brutalmente os gastos agora, já que a recuperação está aumentando”. E em 2015 o FMI avisou que os países da zona do euro ” espaço fiscal deve usá-lo para apoiar o investimento”.
Na liberalização da conta de capital, a visão do FMI também mudou. Considerava os controles de capital quase sempre contraproducentes, mas passou para uma maior aceitação dos controles para lidar com a volatilidade dos fluxos de capital. O FMI também reconhece que a liberalização completa do fluxo de capital nem sempre é um objetivo final apropriado, e que uma maior liberalização é mais benéfica e menos arriscada se os países atingirem certos limites de desenvolvimento financeiro e institucional.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como o artigo é muito extenso, tivemos de reduzi-lo e vamos deixar para fazer os comentários amanhã. De toda forma, o ministro Paulo Guedes e seus novos Chicago boys deveriam raciocinar a respeito dessas orientações mais atuais do FMI. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como o artigo é muito extenso, tivemos de reduzi-lo e vamos deixar para fazer os comentários amanhã. De toda forma, o ministro Paulo Guedes e seus novos Chicago boys deveriam raciocinar a respeito dessas orientações mais atuais do FMI. (C.N.)
Homens atiram na cabeça de taxista e são presos na praia de São Marcos em São Luis
Na tarde deste domingo duas mulheres casais pegaram um táxi no Bairro de Fátima e chegando no Ipase desceram para a entrada de dois homens. Eles logo anunciaram o assalto e tomaram o rumo da Raposa, onde fizeram o taxistas descer e atirarm na cabeça do trabalhador.
A bala pegou apenas de raspão, mas os bandidos imaginaram que o homem estava morto e saíram com o carro em direção a Avenida dos Holandeses. Avistados por uma viatura e com o apoio de um helicóptero do CTA empreenderam fuga e nas proximidades da Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, saíram e empurrar o carro em um bueiro.
Os bandidos foram presos em um bar na Praia de São marcos e foi feita vistoria em bares da Litorânea para localizar as mulheres, o que não foi possível. Vejam a prisão dos bandidos e o carro nas imagens abaixo:

Blog do Luis Cardoso
Ala dos generais do Planalto preocupa-se com o Twitter e com Olavo de Carvalho

Charge do Genildo (Arquivo Google)
Pedro do Coutto
Reportagem de página inteira de Vinicius Sassine e Bernardo Mello, edição de ontem de O Globo, focaliza as preocupações com o desempenho e rumo do governo e destaca que os generais mantém atenção essencial no uso do Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro. E também por sua dubiedade em relação a Olavo de Carvalho, considerado pelos generais como um extravagante ideólogo da direita, que por diversas vezes atacou os militares do governo ofendendo-os com xingamentos.
Os generais ouvidos por Vinicius Sassine e Bernardo Mello concordaram em dar declarações desde que não tivessem seus nomes revelados.
DESCONTENTAMENTO – A reportagem é muito mais importante do que normalmente se possa pensar. A meu ver, constitui forte sinal de um processo de descontentamento, que começa a se tornar visível no convés da nave do poder. A reportagem cristalizou essa certeza.
Um dos generais, inclusive, pediu serenidade ao presidente da República: “Você não precisa dos radicais”. Tal frase só se tornou possível com base em forte amizade, pois, caso contrário poderia ser interpretada como uma ameaça.
As frases e até as palavras, digo eu, possuem entonações que variam de uma situação para a outra. Os generais estão atentos e se preocupam com a responsabilidade em torno dos tropeços do presidente.
NUVEM DE CONFLITO – A reação às interferências de Olavo de Carvalho acentua uma divergência, envolvendo-os numa nuvem de conflito entre o professor da Virgínia e os setores mais próximos do poder. Mas as preocupações não se esgotam nesse patamar, embora bastante críticas. Duas outras questões se colocam. São elas: a liberação de armas de fogo e a troca de cargos no Ministério da Educação.
Um general afirmou: como ficariam as forças armadas se recebessem a pecha de terem contribuído e terem sido responsáveis pela venda de armas de fogo?
O mesmo general acrescentou: os militares torcem para o governo dar certo. Caso contrário, os militares serão criticados a respeito de como os salvadores da Pátria falharam.
ENTREVISTAS – Após a ironia leve as entrevistas se sucederam. O Comandante do Exército Edson Leal Pujol é da mesma turma de Jair Bolsonaro na Academia de Agulhas Negras, como o general Otávio Rego Barros. Também por coincidência os generais Augusto Heleno, Carlos Alberto Santos Cruz e Floriano Peixoto já integraram forças de paz em atuação no exterior.
O general Eduardo José Barbosa, presidente do Clube Militar disse que os tempos agora são outros, o que contribui para o perfil moderado dos oficiais que participam diretamente no governo.
Como expuseram Vinicius Sassine e Bernardo Mello, que realizaram as entrevistas, todas as declarações não foram proferidas de uma só vez.
MUITA PREOCUPAÇÃO – A atmosfera de Brasília não é de calmaria, ao contrário, é de preocupação. Essa preocupação cuja existência já se sentia nas ruas, passou a ter forma e tom. Para atestar tal situação basta ler e reler a redação final da matéria.
Então na releitura surge de forma cristalina a reação negativa principalmente contra Olavo de Carvalho, personagem sombrio do processo democrático. E como os generais o acusam de provocar a dubiedade, tal assertiva se encontra tanto na posição do presidente Bolsonaro quanto nas mensagens do filósofo da Virgínia.
A reportagem de página inteira representa uma análise que traduz e ilumina uma verdade até então oculta no sistema de poder.
O passo é lento e inseguro, ao encontrar o vazio, na poesia de Vânia Moreira Diniz

Vânia Moreira Diniz em noite de autógrafo de sues poemas
Paulo PeresSite Poemas & Canções
A humanista, pesquisadora, escritora e poeta carioca Vânia Moreira Diniz revela sensações e segredos diante do “Vazio”, um de seus poema mais conhecidos.
VAZIO
Vânia Moreira Diniz
Vânia Moreira Diniz
Contemplo a minha volta e nada vejo
não enxergo,
tudo parece um grande mistério e rezo,
sem entender os segredos que preservo,
e conservo,
dentro do
meu coração tão vazio.
Não encontro ressonância e me distancio,
não acho a real certeza e me afasto,
não vejo a luz que direciona e me aparto,
como se nada conhecesse e me arredo.
não enxergo,
tudo parece um grande mistério e rezo,
sem entender os segredos que preservo,
e conservo,
dentro do
meu coração tão vazio.
Não encontro ressonância e me distancio,
não acho a real certeza e me afasto,
não vejo a luz que direciona e me aparto,
como se nada conhecesse e me arredo.
Sinto a leveza, tento pegar e não consigo,
pressinto a bondade e me aproximo,
não alcanço a sua extensão e choro,
e procuro o ideal que já não creio.
As cores não são do extenso universo,
as dores perduram e triste lamento,
a frieza que se esconde no retiro
de ilusões em que me escondo.
pressinto a bondade e me aproximo,
não alcanço a sua extensão e choro,
e procuro o ideal que já não creio.
As cores não são do extenso universo,
as dores perduram e triste lamento,
a frieza que se esconde no retiro
de ilusões em que me escondo.
Não quero sentir a saudade do encontro,
das lembranças ocultas atrás do muro, do sonho sempre e sempre revivido
e do passado que se foi no escuro.
das lembranças ocultas atrás do muro, do sonho sempre e sempre revivido
e do passado que se foi no escuro.
Só a nostalgia perene eu vislumbro,
sensação de terna loucura e vazio,
efusões sepultadas no reencontro,
coração para sempre machucado.
Ando, e me concentro,
caminho,
o passo é lento,
inseguro
e encontro o vazio.
sensação de terna loucura e vazio,
efusões sepultadas no reencontro,
coração para sempre machucado.
Ando, e me concentro,
caminho,
o passo é lento,
inseguro
e encontro o vazio.
Chanceler utiliza argumento falso para refutar a tese do aquecimento global
Chanceler repete as asneiras que ouve, sem conferir a veracidade
Reinaldo José LopesFolha
Para quem se gaba de ter chegado ao poder usando os métodos mais modernos de comunicação direta com o eleitor via redes sociais, os integrantes do atual governo federal andam meio atrasados no quesito meme e conspiração internética. O pessoal está precisando se atualizar. Afinal, que outra explicação teríamos para o fato de que o chanceler Ernesto Araújo encheu a boca para repetir, em pleno Congresso, uma bobagem refutada há quase uma década?
Ocorre que nosso ministro das Relações Exteriores quis lançar dúvidas sobre as estimativas de aumento da temperatura média da Terra —usando um argumento aparentemente sofisticado.
MÉDIA GLOBAL – “Nos Estados Unidos, foi feito um estudo sobre estações meteorológicas, e diz que muitas estações que, nos anos 1930 e 1940, ficavam no meio do mato, hoje ficam no asfalto, na beira do estacionamento. É óbvio que aquela estação vai registrar um aumento extraordinário da temperatura. E isso entra na média global”, pontificou ele.
“Puxa”, dirá um desavisado, “esses climatologistas são todos umas toupeiras, né? Como é que não passou pela cabeça deles tentar levar em conta algo tão óbvio?”
Só para manter o clima de WhatsApp, insira aqui aquele meme com o Pica-Pau dizendo “Fui tapeado!” e dando um murro na própria mão.
VELHO GOLPE – Bom, tapeado só foi quem acreditou no ministro. Essa crítica acerca da qualidade das medições da temperatura mundo afora é um velhíssimo golpe de negacionistas climáticos, pessoal que acha que a humanidade não tem nada a ver com o aquecimento do planeta deste século (e que, em geral, ou recebe uma graninha da indústria dos combustíveis fósseis ou usa toucas de papel-alumínio).
Só que é lógico que isso já foi levado em conta. Em outubro de 2011 (sim, 2011, essa era longínqua na qual o governo Dilma gozava de excelentes índices de aprovação) foram divulgadas as conclusões do monumental estudo Temperatura da Superfície da Terra de Berkeley — como o nome indica, foi coordenado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Sua intenção era justamente colocar à prova a hipótese de que havia problemas nas estações meteorológicas. Acontece que essa hipótese levou uma sova da realidade.
37 MIL ESTAÇÕES – A base de dados do estudo de Berkeley levava em conta informações de quase 37 mil locais diferentes. Desses, quase 16 mil foram confirmados, por satélite, como sendo rurais. Distantes do asfalto tão querido do nosso ministro.
E, adivinhe só, a tendência de aquecimento é a mesma em todos os conjuntos de dados —a totalidade dos locais, os locais urbanos e os locais rurais. Sim, em algumas estações há até tendência de resfriamento, o que é esperado dada a variabilidade regional do clima, mas em dois terços dos postos de medição o mundo está esquentando (cerca de um 1°C ao longo do último século). De quebra, medições de temperatura também são feitas por satélite (numa escala temporal mais curta, é claro). Sem surpresa alguma, tais medições confirmam o aquecimento, e é óbvio que elas não são influenciadas pela proximidade com o asfalto.
Talvez o ministro não tenha dito o que disse para engambelar os congressistas de caso pensado. Talvez esteja apenas enxergando pelo em ovo por razões ideológicas (ele é contra o “globalismo” dos “aquecimentistas”). Seja como for, isso não se faz, Ernesto.
Neymar é investigado por divulgar fotos íntimas e pode ser enquadrado em crime
(Foto: Divulgação)
Após ser acusado de estupro, o atacante Neymar postou em suas redes sociais um vídeo expondo parte das supostas conversas pessoais com a vítima, inclusive com fotos dela nua. Por conta disso, o jogador pode ser enquadrado em crime de informática. A CBF não se posicionou sobre o caso.
Neste domingo, uma viatura da Polícia Civil apareceu na Granja Comary, local onde a Seleção Brasileira está se preparando para a disputa da Copa América, não para falar com o jogador diretamente, mas para buscar informações sobre o caso de divulgação dessas informações, segundo apurado. Depois de a viatura ter ido embora, Neymar chegou com seu helicóptero.
O artigo 218-C do Código Penal detalha sobre isso. “Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia”. A pena prevista é de um a cinco anos de cadeia.
Na última sexta-feira, um boletim de ocorrência foi registrado em São Paulo acusando Neymar de estupro. A mulher que fez a denúncia alegou no B.O que o crime teria acontecido na cidade de Paris, na França, no dia 15 de maio deste ano. O pai do atleta negou a acusação, assim como o próprio jogador.
Fonte: Gazeta Esportiva
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