segunda-feira, 1 de julho de 2019

O Brasil sob ataque, com engajamento absurdo dos meios de comunicação

 

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Charge do Clayton (Jornal O Povo / CE)
Percival Puggina
Vários meios de comunicação evidenciam engajamento num trabalho que visa a alterar a percepção e afetar o discernimento do leitor. No Estadão do dia 24/06, um artigo bem típico, indaga: “Há uma luz promissora no horizonte? Claro que não. Sejamos realistas porque o contexto atual é kafkiano. Não se trata de uma fábrica de crises, mas de uma usina de desvarios”… E, mais adiante conclui que nada de bom pode acontecer, restando-nos a longa espera pelo “fim da atual administração”.
Mas como? Aos seis meses de mandato? “Usina de desvarios” ante um governo consciente de suas responsabilidades, após sucessivas gestões de Lula e Dilma?
ESTRESSE – Claro que há um estresse muito grande e incômodo na política nacional. Não esqueçamos, porém, que ele entrou na cena pelas mãos, pés e voz do Partido dos Trabalhadores, seguido de seus anexos e movimentos sociais, numa prática política centrada na desqualificação moral dos adversários. Sou testemunha viva e atenta disso. Durante décadas, em mais de uma centena de debates, denunciei tal conduta, justificada como parte da “luta política”.
Em nome dela, aliás, a agressividade não ficava apenas na retórica. Incluía invasão de propriedades, destruição de lavouras e de estações experimentais, bloqueio de transporte, queima de pneus, leniência e justificação ideológica da criminalidade e, ainda, esse gravíssimo subproduto do aparelhamento da Educação brasileira: professores militantes levando alunos a rejeitar a atividade empresarial de seus pais, criando terríveis animosidades nas relações familiares. Isso é violência, que o digam as vítimas.
HÁ SAUDOSOS – Pois há, então, quem sinta saudade disso, da corrupção, das “articulações” de Lula e das “habilidades” de Dilma. Há gosto para tudo, mas querer nunca mais conviver com isso é justa e meritória aspiração de uma sociedade que busca recuperar os valores perdidos, e que, quando se mobiliza, o faz de modo ordenado e civilizado. É a autodefesa de uma parcela majoritária da nação que passou a se posicionar politicamente, venceu a eleição de 2018 e sabe o que rejeitar porque convive com as consequências daquilo que rejeita.
Parte da imprensa brasileira ainda não percebeu: quanto mais atacar a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, quanto maior relevo der à atividade criminosa dos hackers a serviço dos corruptos (bandidos sob ordens de bandidos), quanto mais ansiar pelo silêncio das redes sociais, quanto mais desestimular e minimizar as manifestações de rua, mais estará reforçando, aos olhos de muitos, a obrigação cívica de proteger aqueles por quem se mobiliza. É tiro no pé. Principalmente quando salta aos olhos que, na perspectiva de tais veículos, membros do STF podem criticar o Legislativo e o Executivo; membros do Legislativo podem criticar o Executivo e o STF; o Chefe do Executivo a ninguém pode criticar; e os cidadãos têm que cuidar de suas vidas e deixar de incomodar as instituições.
RIGOR DEMASIADO – Não há fundamento para o rigor com que o Presidente e o governo vêm sendo tratados. Não há um só ato que tenha causado prejuízo ao país. Bem ao contrário, todos os movimentos e iniciativas visam a diminuir o prejuízo herdado e a fazer as necessárias reformas. Bolsonaro já deixou evidenciado a todos que, se não é o príncipe perfeito com que pretendem aferi-lo alguns formadores de opinião, também não é o ogro que a fantasia destes, de modo maldoso, quis criar e exibir ao mundo.
Por fim, a sociedade entendeu que condutas voltadas a derrotar o governo, desacreditar o governo, derrubar o governo, são funestas ao país e àqueles que mais precisam que tudo dê certo. Não há parto sem dor. Ou as instituições fazem o que devem e o Brasil nasce diferente e melhor em 2020, ou será um lugar muito ruim de viver! A aposta no quanto pior melhor beira à delinquência. Ou à sociopatia.

Criminalistas se dividem sobre decisão do Supremo em relação à prisão de Lula

 

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Charge do Genildo (Arquivo Google)
Jorge Vasconcellos e Renato SouzaCorreio Braziliense
Especialistas ouvidos pelo Correio comentaram as decisões tomadas, na última terça-feira (15/6), pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos habeas corpus apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma das deliberações, o colegiado referendou o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve a condenação no caso do triplex do Guarujá.
A Segunda Turma também rejeitou pedido do ministro Gilmar Mendes para conceder liberdade provisória ao petista até a conclusão da análise dos recursos. Em outra decisão, adiou o julgamento do habeas corpus que questiona a isenção do ex-juiz Sérgio Moro, que proferiu a condenação em primeira instância.
MENSAGENS – A sessão da Segunda Turma ocorreu em meio às repercussões da divulgação, pelo site The Intercept Brazil, de mensagens atribuídas a Moro e a procuradores da Lava-Jato. Segundo o site, os diálogos indicariam que o então juiz orientou a atuação do Ministério Público Federal na ação contra Lula.
A jurista Vera Chemim, especialista em direito público pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avaliou que a decisão dos ministros está de acordo com o que prevê a legislação. “Em relação ao habeas corpus contra a decisão do ministro Félix Fischer, não havia nada que colocasse a conduta do magistrado em dúvida”, disse.
Ela também destacou que não seria prudente colocar o ex-presidente em liberdade neste momento. “O processo dele foi analisado tanto pelo juiz Moro quanto pelo TRF-4 e nos tribunais superiores. Não tem que se falar em liberdade por liminar.”
PROVAS ILÍCITAS – Para o advogado Daniel Bialski, especialista em direito penal e processual penal, a decisão da Segunda Turma encontra respaldo em outros casos avaliados pela Corte.
“Hoje, o ex-presidente Lula está em uma situação de condenado. Não se pode ignorar todo o processo e conceder a liberdade antecipada. O que os ministros disseram é que não se pode adiantar, por meio de liminar, o julgamento do mérito. É necessário entender se essas provas têm origem lícita. E se forem ilícitas, podem ser usadas no processo? Isso vai impactar em muitas ações da Lava-Jato”, destacou.
OUTRAS OPINIÕES – Já na opinião de Thiago Turbay, advogado criminalista, sócio do Boaventura Turbay Advogados, o Supremo perdeu a chance de “restabelecer as balizas democráticas, impelindo a atuação ilícita de agentes públicos à frente da condução de processos penais”. “O não enfrentamento dessas irregularidades ameaça o sistema criminal. A incerteza sobre a integridade dos fatos traz relevante dúvida sobre a legalidade da Operação Lava-Jato, o que deveria favorecer o réu, conforme assenta nossa Constituição”, afirmou.
O também advogado criminalista Conrado Gontijo, sócio do escritório Corrêa Gontijo Advogados, fez coro. “O STF, ao retirar de pauta o julgamento do mérito do habeas corpus  — porque é necessário ter compreensão mais aprofundada sobre as mensagens trocadas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol —, reconheceu, de alguma forma, que o conteúdo de tais mensagens pode ser revelador da parcialidade do juiz”, destacou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como diz o ditado, cada cabeça uma sentença. A meu ver, a questão é mais simples. É preciso saber a quem interessa a divulgação desses diálogos pelo trio The Intercept/Folha/Veja. Sabe-se que não interessa ao povo brasileiro, mas interessa demais aos políticos e empresários envolvidos na Laja Jato e em outras organizações criminosas. Simples assim(C.N.).

Quem tenta inviabilizar a Lava Jato demonstra, no mínimo, desvio de caráter

 

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Charge do Bonifácio (Arquivo Google)
Jorge Pontes
Estadão
Acompanhar nos noticiários as idas e vindas da Lava Jato, esse jogo de perde e ganha que setores sombrios do Congresso Nacional e um grupo de ministros do STF insistem em promover para retrocederem com os resultados da operação, é de fato muito cansativo e sofrido para a população brasileira.
Tudo ocorre porque o lado do Mal não dá trégua. Eles têm de fato muito a perder, o que inclui poder, faturamento de milhões de reais e até a própria liberdade, em muito dos casos. É de fato uma batalha difícil por conta do encastelamento dessa resistência da criminalidade empoderada.
CORRUPÇÃO – E o país sofre com esse racha, esse verdadeiro Fla x Flu. Hoje já está claro que a corrupção não tem partido e que nesse momento o Brasil inteiro deveria estar a favor da Lava Jato, que já alcançou políticos corruptos de todas as matizes ideológicas.
E olhem que nunca foi tão fácil para o cidadão comum, de bem, escolher o lado certo. Pois em um flanco está o maior esquema de corrupção política e empresarial da História e no outro a maior e mais bem-sucedida operação policial já realizada.
Quem insiste em escolher errado é porque tem desvio de caráter. Não há argumentos nem cegueira que possam justificar uma pessoa de bem ficar contra uma operação que prende centenas de criminosos fraudadores e recupera bilhões de Reais desviados do erário.
HÁ MOTIVOS? – Os nossos conhecidos que são contra a Lava Jato devem ter certamente motivos inconfessáveis para agir assim. Havia muita teta, muita bocada e muita mamata. Em vários níveis. Desde o dono da JBS e de outros “campeões nacionais”, até ongueiros, passando por professores universitários e por artistas e empresários do show business.
Era, sem dúvida, uma legião de bezerros que agora estão desmamados. Por isso o tamanho do rombo e do prejuízo, e por isso as dimensões da oposição e da choradeira. Esses governos corruptos em sequência fizeram um mal muito maior do que podemos imaginar. Corromperam enormes parcelas e inúmeros setores da população.
A clivagem que a sociedade brasileira experimenta hoje em dia é a pior de todas essas heranças, pois com o país dividido as soluções para a crise se arrastarão por conta da falta de unicidade dos nossos desejos.
Jorge Pontes é delegado de Polícia Federal
e foi diretor da Interpol

Celso de Mello já tirou as esperanças de Lula ser solto no julgamento de agosto

 

É impressionante a atuação dos jornalistas que ainda defendem a inocência de Lula da Silva, por acreditarem que se trata de um preso político que vem sendo implacavelmente perseguido pela Justiça brasileira, liderada por Sérgio Moro. Não importa a existência de 10 processos penais contra ele, pois seriam grotescas manipulações, apesar de nem todos eles terem tramitado na Vara Federal de Curitiba, na época em que o juiz Sérgio Moro a conduziu.
CEGUEIRA COLETIVA? – Realmente há pessoas que acreditam nessa fábula, no Brasil e no exterior. Partem da premissa de que Lula é um líder de esquerda, um homem honrado, que conduziu adequadamente seu governo e por isso sofre perseguição. Mas na verdade Lula jamais foi de esquerda, deu feição institucional ao maior esquema de corrupção já implantado no planeta e incluiu os próprios filhos na corrupção. 
O que espanta é que haja importantes jornalistas que não conseguem enxergar essa realidade,  inclusive profissionais que jamais foram beneficiados pelo governo petista. Seria um caso de cegueira coletiva? Ou hipnotização em massa? Ninguém sabe.
PLANTANDO NOTÍCIAS… – O fato concreto é que esses jornalistas existem e desde a terça-feira passada, quando a Segunda Turma do Supremo decidiu manter Lula na cadeia por apertados 3 votos a 2, passaram a plantar notícias de que o ministro Celso de Mello, que definiu a votação, teria deixado claro que na sessão final do julgamento, em agosto, poderá mudar seu voto.
Celso de Mello realmente disse que sua decisão na terça-feira, dia 25, não entrava no mérito do habeas corpus (a suspeição do então juiz Sérgio Moro e sua denunciada “parcilidade”), mas de forma alguma essa ressalva significou que pretenda votar pela libertação de Lula em agosto.
Muito pelo contrário, o decano dos ministros, em seu curto e bem fundamentado voto, fez questão de sinalizar que vai se manter contrário à libertação de Lula no próximo julgamento.
DISSE MELLO – Logo após a decisão da terça-feira, o sempre atento comentarista Tetsuo Oishi enviou à Tribuna da Internet dois trechos do voto de Celso de Mello que não deixam margem a dúvidas em suas afirmações:
  • “O fumus boni iuris [fumaça do bom direito] está descaracterizado, quer pela existência de três títulos condenatórios, emanados do juízo de primeiro grau, do TRF-4 e do STJ; seja também especialmente quando se discute a questão da revelação de fatos e eventos por aquele portal The Intercept Brasil, pela própria iliquidez daqueles fatos”.
O próprio Tetsuo Oishi se encarregou da tradução simultânea e explicou: “Portanto, Celso de Mello considera que Lula perdeu o direito à presunção de boa fé, ou presunção de inocência, uma vez que não é só um preso provisório ou um condenado em primeira instância, mas sim um condenado em três instâncias, o que afasta a presunção de inocência a todos devida.
  • “Em razão de seu conteúdo haver sido contestado pelo ex-juiz federal Sergio Moro quanto à sua autenticidade, havendo ele afirmado – correta ou incorretamente, não vem ao caso – que essa ‘disclosure’ dos dados poderia ter sofrido edição ou até mesmo adulteração”, completou Celso de Mello, citando artigo do Código de Processo Penal que exige perícia de dados particulares e outro do Código de Processo Civil que impede o uso deles quando não se comprova sua veracidade.
CONCLUSÃO – Fica claro que Celso de Mello sinalizou exatamente o contrário do que os jornalistas que defendem Lula tentam nos fazer crer. Na sequência do julgamento, ele votará contra a soltura de Lula, com base neste inquestionável raciocínio citado por Tetsuo Oishi – a inexistência de presunção de inocência.
Quanto aos pré-fabricados escândalos do The Intercept, que sequer podem ser usados como argumento pela defesa de Lula, por constituírem provas ilícitas, suas denúncias estão cada vez mais desmoralizadas, sobretudo depois que foram flagradas as manipulações de datas e a inserção de diálogos falsos, como ficou comprovado pela posição firme da procuradora federal Monique Checker, confirme a TI analisou neste domingo.
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P.S.
 – Por fim, é preciso lembrar que nem mesmo a progressão da pena para regime semiaberto (dormir na prisão) está garantida a Lula, por se tratar de “reincidente específico”, condenado em dois processos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (C.N.)  

Globo, Folha, Estadão não aproveitaram o JN de sábado sobre The Intercept

 

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Jornal Nacional desmoralizou os diálogos fraudados pelo Intercept
Pedro do Coutto
É isso. O Jornal Nacional da noite de sábado divulgou ampla matéria focalizando erros e contradições tornadas públicas pelo site Intercept. O levantamento destacou múltiplas incoerências, além de equívocos quanto a nomes de procuradores e procuradoras citados e que funcionaram na Operação Lava Jato. Além de erros de nomes dos que teriam sido gravados, em muitos casos as datas das gravações não coincidem com os momentos que as intercepções aconteceram.
Um dos erros foi uma referência a apuração telefônica no dia 20 de outubro de 2019. Impossível. O dia 20 de outubro deste ano ainda não transcorreu. Estamos a primeiro de julho que é o dia de hoje.
MUITAS FALHAS – Houve várias outras falhas em sequência. O título deste artigo, digo eu, poderia sem esforço receber um ponto de interrogação no final, mas optei por deixá-lo como está porque acredito ter acontecido uma convergência dessas que acontecem de dez em dez anos.
No jornalismo, ocorrer um lapso como esse com base em algo inexplicável. Sobretudo agora, com as redes sociais funcionando a pleno vapor. Os jornais mantêm equipes cuja obrigação é percorrer o espaço da comunicação moderna, com isso, encontrar rapidamente os contextos que dão margem para que as matérias prossigam em estágios além de sua apresentação inicial.
No jornalismo, suíte representa a percepção de que em torno de determinado fato, por sua importância, há margem para continuação com base nos ângulos de sequência. Suíte é também, explico, a oportunidade de ouvir confirmações ou desmentidos que podem conduzir ao aprofundamento das matérias.
INACESSÍVEIS – A TV Globo e GloboNews, por exemplo, têm frequentemente tentado entrar em contato com os personagens do fato original. Isso porque as duas emissoras abrem espaços tanto para confirmações quanto para desmentidos. Quando não há retorno, os apresentadores assinalam os personagens que foram procurados mas não retornaram as ligações. Panorama que os jornalistas conhecem bem. E toda vez que não há retorno fica nas telas a certeza de uma confissão silenciosa.
No caso da Internet, a mim parece que o site Intercept, com a matéria do JN, passou a ser o próprio interceptado. Seus erros são arrasadores. As gravações são de 2016 e o objetivo claro é abalar o Ministro Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato. Mas a partir da noite de sábado, o Intercept, ao tentar abalar a Justiça, terminou abalando a si mesmo.
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CONTRA A ARGENTINA, TITE PRECISA ACORDAR
O fato concreto é que, contra a Argentina, a Seleção não pode congestionar o meio do campo. Esse aspecto negativo já aconteceu na Copa América contra a Venezuela e contra o Paraguai. O técnico Tite, finalmente, tem de mudar a tática que nos desclassificou na Copa do Mundo, quando perdemos para a Bélgica.
Troca de passes curtos no meio do campo funciona negativamente para nós. O escrete com Tite ainda não conseguiu reencontra-se- consigo mesmo. Congestionando o meio campo, o time brasileiro termina marcando a si mesmo e com isso perde em arte e técnica. Portanto, ajuda aos adversários.

Um retrato campestre, na visão poética bem-humorada de Carlos Pena Filho

 

Resultado de imagem para carlos pena filhoPaulo PeresSite Poemas & Canções
O advogado e poeta pernambucano Carlos Pena Filho (1929-1960), poeticamente, através o visual de uma planície, onde estão um passarinho, uma mulher e um homem, pinta um “Retrato Campestre”.
RETRATO CAMPESTRE
Carlos Pena Filho
Havia na planície um passarinho,
um pé de milho e uma mulher sentada.
E era só. Nenhum deles tinha nada
com o homem deitado no caminho.
O vento veio e pôs em desalinho
a cabeleira da mulher sentada
e despertou o homem lá na estrada
e fez canto nascer no passarinho.
O homem levantou-se e veio, olhando
a cabeleira da mulher voando
na calma da planície desolada.
Mas logo regressou ao seu caminho
deixando atrás um quieto passarinho,
um pé de milho e uma mulher sentada0

Bolsonaro diz que vai consultar Moro sobre a demissão do ministro do Turismo

 

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Nas eleições, o presidente do PSL-MG se envolver com “laranjas”
Marcelo Álvaro AntônioO Globo
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai consultar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre a situação do titular da pasta do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, alvo de suspeitas de participação no desvio de recursos públicos do fundo partidário nas eleições do ano passado.
A Polícia Federal prendeu na manhã de quinta-feira Mateus Von Rondon, de 32 anos, assessor especial do ministro. Rondon é suspeito de envolvimento em esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais.
ALGO SUBSTANCIAL — Estamos acompanhando o caso. Se tiver algo substancial contra o Marcelo, nós tomaremos as providências — afirmou o presidente durante viagem ao Japão, onde participa de reunião do G20. A declaração foi feita em entrevista à rádio “Joven Pan”.
Além de Von Rondon, também foram presos os ex-assessores Haissander Souza de Paula e Roberto Silva Soares, em Minas Gerais. Os três foram alvos de mandados de busca e apreensão. A PF apreendeu computadores e celulares. Robertinho, como é conhecido, foi um dos coordenadores de campanha de Álvaro Antônio no ano passado. Já Haissander era assessor dele na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro também falou sobre uma pesquisa divulgada pelo Ibope e que apontou queda de sua popularidade. O presidente minimizou o resultado do levantamento: “Se eu acreditasse em pesquisa, não seria presidente” – disse Bolsonaro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A Polícia Federal está investigando o caso do ministro Marcelo Álvaro Antônio há meses. Se o principal assessor dele chegou a ser preso na sexta-feira, é sinal de que o ministro também está envolvido. Moro tem obrigação de saber o que está acontecendo e aconselhar o presidente a se livrar logo dessa carga pesada e indesejável. (C.N.)