quinta-feira, 1 de abril de 2021

Santos Cruz diz que Bolsonaro erra por não compreender a cultura e a educação militar

 

 

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Santos Cruz vai trabalhar por uma terceira via em 2022

Marcelo Godoy
Estadão

O general Carlos Alberto Santos Cruz avalia que o presidente Jair Bolsonaro deu “um tiro no pé” ao substituir os comandantes das Forças Armadas para tentar envolvê-las na política. E acredita que o repúdio às ações nesse sentido vai sair reforçado do episódio. O general acusa o presidente de ter desrespeitado os comandantes, as funções e as próprias instituições: “É uma coisa que o presidente não entendeu ou não tem capacidade para entender”.

Há três dias que o telefone do ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo não para. São mensagens e pedidos de entrevista para o ex-aliado de Bolsonaro. Rompido com o presidente que ajudou a eleger, Santos Cruz afirma ter dois objetivos: afastar as Forças Armadas da política e alertar para os riscos do radicalismo.

Qual o significado da decisão do presidente Bolsonaro de mudar a cúpula da Defesa e, depois, das três Forças?
O ministro é um cargo político e tem um significado diferente das três Forças. Os comandantes delas não estão na camada política. São comandantes operacionais, pessoas que nasceram dentro das instituições e contam com 45 anos de serviço, período em que foram testados e avaliados. Eles fazem parte da instituição. Dispensar essas pessoas, da maneira como foi feito, mostra desrespeito total às pessoas, à função e à instituição. Isso é um desrespeito inaceitável. Outra coisa é que as Forças Armadas têm uma cultura que nada tem a ver com a conduta do presidente, apesar de ele ostentar o título de capitão.

É uma questão de cultura?
A cultura das Forças Armadas é outra, completamente diferente da dele. Ele tem um pensamento inaceitável de politização das Forças e de falta de respeito que as Forças Armadas não têm. Elas não são assim. Temos uma cultura completamente diferente. Por fim, não é fácil quebrar a postura institucional, baseada na hierarquia, na disciplina e na liderança. São coisas que o presidente não entendeu ou não tem capacidade de entender. Acha que você pode destratar e fazer uma ofensa desse nível e que vai dar tudo certo. Não é possível uma coisa dessas. É preciso respeito e consideração pelas pessoas e pelas instituições. Isso é fundamental.

Há também a questão institucional..
Não se pode ser um governante que não tenha respeito e consideração pelas pessoas, por qualquer cidadão. Ele mostrou que não tem consideração. Outra coisa é que as Forças Armadas não têm nenhuma tendência de apoiar governo ou manobras pessoais ou a política rotineira. Elas não têm essa característica e estão muito firmes na linha institucional e acho que agora vão ficar mais firmes ainda. Essa solidez vai ser reforçada. Bolsonaro cometeu um erro gravíssimo de avaliação e de comportamento político e de educação. O que Bolsonaro fez foi dar um tiro no pé.

Companheiros do senhor dizem que se sentem envergonhados e ofendidos, como militares, por quem pensa que as Forças Armadas servem para aventuras. Em função disso, qual a avaliação que o senhor faz hoje dos atuais generais do Exército?
Conheço muitos. Os que estão aí trabalharam comigo durante 30 anos. Jamais se desviarão do dever profissional. São pessoas preparadas, não são irresponsáveis. É gente que se preparou a vida inteira, pessoas testadas e avaliadas o tempo todo na carreira. Não vão se expor a uma aventura dessas. A liderança da estrutura militar começa lá embaixo, no cabo, no sargento, no tenente e no capitão. É uma estrutura toda sólida. Não vejo nenhuma chance de qualquer desvio do que é legal, honesto e previsto.

Na véspera do 31 de Março, um colega do senhor disse que as Forças Armadas também têm um aprendizado histórico. E citou o que se passou na Argentina e na Venezuela, como caminhos que não se pretende seguir. O senhor concorda?
Essa geração de militares quer distância disso. No caso da Argentina, os militares arrumaram uma guerra sem ter condições econômicas e estruturais. Meteram-se nela de uma maneira irresponsável e deu no que deu. A Venezuela é esse populismo de característica militar que a gente aqui pratica de vez em quando em eventos muito semelhantes. Trata-se de um exemplo que não pode ser seguido. Ninguém aceitará isso.

Em 2018, o senhor apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro contra a candidatura do PT. Empresários que, como o senhor, votaram em Bolsonaro dizem que não o fariam mais, que votariam em branco em um eventual segundo turno entre ele e Lula. O que o senhor faria numa situação assim?
A primeira coisa é que eu acho que o PT já teve a sua chance de governar por quatro mandatos. Não é o caso de retornar 20 anos para trás. É preciso uma nova geração. Já Bolsonaro, infelizmente, em dois anos e pouco está mostrando que não atendeu às expectativas de quem votou nele por uma série de deficiências. Não desejo uma decisão final entre Lula e Bolsonaro. Em um primeiro turno, sem dúvida, será mais fácil escolher outro candidato. Pensar em um segundo turno entre Lula e Bolsonaro é criar um dilema que você não devia nem mesmo me perguntar, de tão ruim. Ninguém quer se imaginar nessa situação agora.  Eu tenho absoluta certeza – e já escutei várias pessoas – que, se chegar nessa situação, vamos votar em branco. A gente ficaria entre a cruz e a espada. É uma situação que muitos pensam em trabalhar para que não aconteça.

O que o senhor pretende fazer até lá?
Tenho duas motivações nesse momento: alertar todo o dia  e onde eu possa que o fanatismo vai levar à violência. Não pode haver fanatismo. E a minha segunda motivação é não deixar o Exército ser arrastado para a política partidária. O que aconteceu (a demissão dos comandantes das três Forças) não é a primeira tentativa. No ano passado, com aquela conversa fiada do Ives Gandra Martins sobre o poder moderador das Forças Armadas, estavam criando uma brecha para tentar arrastar as Forças para a política. Então, de tempos em tempos, essa investida volta, como agora, com essa nova tentativa. Os comandantes reagiram de maneira honesta e nobre para evitá-la. Temos de ficar vigilantes.

Em 2022 teremos eleições. O senhor pretende se candidatar?
Não quero pensar em me filiar, pois, ao não me filiar a partidos, tenho mais liberdade; não fico preso à bandeira de partido nenhum. Se eu me filiar, vou fazer isso aos 44 do segundo tempo ou na prorrogação. Essa decisão não consegue ocupar minha cabeça agora.

Homem é assassinado a tiros no bairro Campo de Belém

 

 

Crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (31) na Rua Aniceto Cruz.

Por: João Lopes/ 

Gildenilson Campelo da Silva

Gildenilson Campelo da Silva, vulgo "Cabeção", de 45 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (31) no bairro Campo de Belém, em Caxias.

Em Boletim de Ocorrência, um primo da vítima informou à Polícia Civil que Cabeção foi encontrado já sem vida com ferimentos no corpo provocados por disparos de arma de fogo, caído ao chão na Rua Aniceto Cruz.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homícidios.

No pico da pandemia, Justiça do MA concede saída de Páscoa para 628 presos

 

 

Os detentos receberam autorização para sair a partir desta quarta-feira (31), devendo retornar aos estabelecimentos prisionais até o dia 06 de abril.

Por: G1 MA 

Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante
Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Mesmo em meio a um dos piores momentos da pandemia da Covid-19 no Maranhão, a 1ª Vara de Execuções Penais determinou a saída temporária de Páscoa para 628 detentos do sistema prisional na região da Ilha de São Luís, o que compreende a penitenciária de Pedrinhas.

Os detentos receberam a autorização para saída a partir das 9h desta quarta-feira (31), devendo retornar aos estabelecimentos prisionais até às 18h do dia 06 de abril. Os presos que não comparecerem no prazo determinado serão considerados foragidos.

Segundo a Justiça, os detentos beneficiados com a Saída Temporária devem seguir uma série de regras, como a não consumir bebidas alcoólicas, portar armas ou frequentas festas, bares e similares.

Em crise, PSDB do Piauí perde o único prefeito da sigla para o PT

 

 

O PSDB perdeu o único prefeito que o partido elegeu na eleição municipal de 2020, no Piauí. O gestor  de Passagem Franca, Saulo Trajano, deixou a sigla para  se filiar ao PT. O ato é ainda mais simbólico quando a troca ocorre pelo extremo, o Partido dos Trabalhadores. 

A perda do único prefeito da sigla é significativa e mostra o momento de crise vivida pelo partido não só no Piauí, mas em todo o Brasil. O PSDB vive uma crise de liderança nacionalmente.  

No caso do Piauí, o PSDB sempre foi um partido considerado de capital. Com a derrota na eleição do ano passado, em que o ex-prefeito Firmino Filho não conseguiu fazer o sucessor, a legenda perdeu a principal base política e busca se reorganizar.

O próprio Firmino deve trocar o PSDB pelo Progressistas. O anúncio deverá ocorrer até o final de julho. 

 “Tenho muita confiança nessa nova etapa. Acredito no PT, no Governador Wellington Dias, no Deputado Limma e em todo esse grupo que, a partir de agora, caminha junto com a cidade de Passagem Franca”, declarou o prefeito.(Lidia Brito ) 

PMs e Bombeiros que atuam diretamente contra a covid serão os primeiros a tomar vacina

 

 

Foto: Sesapi

Os policiais militares e bombeiros que atuam diretamente no combate à covid-19 serão os primeiros a receber a vacina contra o coronavírus no Piauí. Um reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) com gestores das forças de segurança do Piauí nesta quarta-feira (31) definiu o grupo prioritário.

“No primeiro momento serão vacinados os policiais e bombeiros que trabalham diretamente no combate à Covid-19, especialmente nos hospitais e nas barreiras sanitárias”, explicou o secretário de saúde, Florentino Neto.

Participaram da reunião virtual os representantes das Polícias Militar do Piauí, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Exército. 

O superintendente de Atenção à Saúde e Municípios, Herlon Guimarães, explicou aos gestores de segurança os critérios para a vacinação prioritária da categoria. 

“Cada gestor vai enviar a lista dos servidores para as secretarias municipais de saúde das suas cidades para que eles possam ser imunizados. As vacinas chegam ao Piauí neste fim de semana e, até próxima semana, começa a vacinação”, esclarece Herlon.

Ontem, o governador Wellington Dias assinou decreto autorizando a inclusão de professores, policiais e bombeiros no grupo  prioritário para vacinação contra a Covid-19.

Cerca de três mil policiais serão vacinados em Teresina e interior do estado. Desde o início da pandemia, 36 policiais militares morreram após complicações da Covid-19. No estado, mais de 1.300 PMs já foram infectados. Atualmente, quatro estão internados em hospitais. 

Hérlon Moraes (Com informações da Sesapi)
 cidadeverde 

Governador Flávio Dino inaugura hospital de campanha em São Luís

 

  John Cutrim

O governador Flávio Dino inaugurou nesta quarta-feira (31) mais um hospital de campanha, desta vez em São Luís. Este é o quarto do tipo em operação atualmente no estado e oferece mais 60 leitos na luta contra o novo coronavírus, sendo 10 UTIs.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Grupo Mateus, Equatorial Energia, Universidade Ceuma, Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc) e Secretaria de Estado de Saúde (SES). Instalada no Espaço Renascença, a unidade contará com cerca de 500 profissionais atuando na linha de frente, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e técnicos de enfermagem.

Segundo o governador Flávio Dino, a união entre poder público e empresas privadas é um bom caminho para combater a pandemia.

“Nós sabemos que temos que trabalhar em múltiplas dimensões, sanitárias, socioeconômicas, e temos feito este esforço, mas não há dúvidas que precisamos garantir acesso para a população, o máximo possível, de assistência hospitalar”, comentou.

Entrega do hospital de campanha da capital (Foto: Gilson Teixeira)

O espaço onde o hospital de campanha está instalado foi cedido pela Universidade Ceuma, enquanto o Grupo Mateus está arcando com a estrutura e a Equatorial disponibilizando energia. A SES, por meio da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), será responsável pela operacionalização da unidade. A articulação desse processo foi arranjada pela Seinc.

“Este é um hospital referenciado e receberá pacientes de todo o estado do Maranhão, reforçando o conjunto de leitos da nossa rede”, explicou Marcos Grande, presidente da Emserh.

Entrega do hospital de campanha da capital (Foto: Gilson Teixeira)

Parceria público-privado

Reitora da Ceuma, Cristina Nitz disse que a proximidade entre o Espaço Renascença e o Hospital Carlos Macieira foi fundamental para a universidade ceder o local ao Governo do Estado do Maranhão.

“Nossa instituição é ensino, pesquisa e extensão, mas nós temos também um papel de responsabilidade social e eu tenho certeza que este hospital vai salvar muitas vidas. E, para nós, é um prazer ajudar”, afirmou.

Entrega do hospital de campanha da capital (Foto: Gilson Teixeira)

Já o empresário Wilson Mateus destacou que todos precisam se unir para enfrentar a pandemia. “É o momento das pessoas serem mais humanas, pensarem mais no próximo, e essa parceria público-privado vem selar isto. Momentos de dificuldades fazem pessoas fortes, parcerias fortes em prol do bem estar comum. Nós estamos trabalhando arduamente, em várias frentes, ajudando o Estado e alguns municípios, procurando sempre fazer o melhor, e este hospital não é diferente”, completou.

Além da cidade de São Luís, mais três hospitais de campanha estão operando atualmente no Maranhão, todos com algum tipo de apoio: Pedreiras, em parceria com a Eneva S. A., Bacabal, doado pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil, e Imperatriz, em parceria com a Suzano Papel e Celulose e a Associação Comercial e Industrial de Imperatriz.

Curado da Covid-19, prefeito Benedito Coroba reassume o mandato

 

 

O prefeito de Itapecuru-Mirim, Benedito Coroba, 62 anos, retornou nesta quarta-feira (31) ao cargo, depois de se recuperar da covid-19. Licenciado para tratamento de saúde desde o último dia 09, por conta de complicações, Coroba esteve internado em uma UTI do Hospital Carlos Macieira em São Luís, mas graças a Deus, venceu o vírus.

Reconduzido ao cargo em sessão online da Câmara Municipal de Vereadores, Coroba manifestou alegria em estar de volta a função e agradeceu a todos os itapecuruenses pelas orações.

O prefeito voltou a pedir à população que mantenha os cuidados, se previna do coronavírus, e, em especial nesta Semana Santa, não viaje para outras localidades, seja ela qual for, inclusive as próximas.

Neste feriadão, é mais que necessário que todos fiquem em casa, pois no Brasil inteiro, não está sendo fácil essa luta contra o vírus. As informações são de Abimael Costa.