sexta-feira, 30 de agosto de 2013

1ª Vara da Infância e Juventude suspende show de funk do 'Bonde das Maravilhas em São Luis

Em caso de descumprimento da decisão, organizadores do evento devem ser presos.




A maioria das integrantes do grupo é menor de idade
A maioria das integrantes do grupo é menor de idade

Em caso de descumprimento da decisão, organizadores do evento devem ser presos.

Por decisão liminar, o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de São Luis, José Américo Abreu Costa, suspendeu a realização do show de funk do 'Bonde das Maravilhas', que ocorreria neste sábado (31/8) e domingo (1/9), na capital maranhense. A suspensão atendeu a pedido da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luis.

O show do grupo de funk 'Bonde das Maravilhas' seria realizado na Associação Atlética do Banco do Estado do Maranhão (AABEM), na Forquilha; na Choperia Fernando, no Anjo da Guarda; no Espaço Caribe, no São Raimundo, e no Espaço do Povão, na Cidade Olímpica.

A determinação diz ainda que todos os gerentes, proprietários ou diretores dos estabelecimentos onde aconteceria o evento sejam notificados, bem como a prisão dos organizadores no caso de descumprimento da ordem judicial.

De acordo com o juiz, o Ministério Público deixou claro na Ação Civil Pública com pedido de liminar várias irregularidades na apresentação do grupo de funk, tais como ofensas a dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente, a menoridade civil da maioria das integrantes do grupo, músicas que fazem apologia ao sexo e à violência, danças com forte apelo sensual, 'o que vai de encontro aos princípios da proteção e prevenção da criança e do adolescente enquanto sujeito peculiar de pessoa em desenvolvimento'.

Há ainda a constatação que os organizadores do evento já respondem processo junto a 1ª Vara da Infância e Juventude de São Luis por descumprimento de normas do ECA - no que se refere à entrada e permanência de crianças e adolescentes em evento inapropriado. Em maio deste ano, os organizadores trouxeram o mesmo grupo para realizar um show em São Luis e descumpriram ordem judicial, que proibia a entrada e permanência de pessoas menores de 18 anos.( O Imparcial )

Prefeitos vão a Brasília em busca de recursos para municípios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado da pesquisa para estimar o crescimento da população. No Piauí, o número de habitantes aumentou em mais de 20 mil pessoas. A pesquisa serve como base para pedidos de recursos para os municípios, mas a Associação Piauiense dos Municípios (APPM) reclama que apesar do aumento do número de habitantes, houve diminuição dos repasses do Governo Federal para as cidades do estado.
Caso não haja novos repasses e aumento nos recursos provenientes do Governo Federal para as cidades do estado, os prefeitos do Piauí estudam realizar uma marcha e relatar o problema em Brasília. A APPM reclama que agora no mês de agosto deveria ser pago o recurso extra prometido pela Presidência da República, mas o repasse ainda não foi feito.
De acordo com o assessor jurídico da APPM, Marcos Patrício, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) reduziu nos últimos meses. “O FPM de junho e julho tiveram um decréscimo, em agosto esperávamos uma compensação, mas o recurso diminuiu em 30%. Já em setembro, fomos informado que também haverá redução de 15%. A situação é dramática”, informa Marcos Patrício.
Para o assessor a diminuição do recurso foi gerada pelo programa de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do Governo Federal.  “Essa medida fortalece as cidades ricas, porque vendem mais e tem mais arrecadação, já as cidade do nordeste, sofrem com a redução de repasses e a seca que afeta a região”, reclama Marcos Patrício.
Os dados da pesquisa do IBGE revelaram que as cidades onde houve maior aumento no número de moradores foram Bom Jesus, Francisco Macêdo e Pau D’Arco. Em Teresina, o crescimento foi de mais de seis mil habitantes.
Por: APPM/

Amigos prestam última homenagem a Pires de Saboia

 

 

O jornalista Pires de Sabóia foi sepultado hoje (30) às 11 horas no Cemitério Jardim da Ressurreição, na zona Leste de Teresina, após missa celebrada na Assembleia Legislativa, de onde foi levado em cortejo pelas avenidas Marechal Castelo Branco, Frei Serafim e João XXIII. O sepultamento contou com a presença de um grande número de pessoas, dentre elas, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado e da Assembleia Legislativa, conselheiro Luciano Nunes.No sepultamento, falaram os filhos de Pires de Sabóia, Uiratan e Ubiraci Sabóia, destacando seu papel como pai e como jornalista, bem como uma amiga da família.

O jornalista Valteres Arrais falou em nome dos colegas da TV Assembleia, lembrando que "desde o final da década de 1970 convivia com Pires e ele sempre foi essa pessoa que vazia bem a todos, que sempre tinha uma palavra de otimismo, que se não podia fazer bem a alguém, o mal ele jamais faria", afirmou Valteres. Pires de Sabóia foi sepultado sob os aplausos de todos os presentes. "Não imaginava que meu pai fosse tão querido. E eu falo querido não só pelos que trabalhavam, pelos que eram próximo, mas vi manifestações de carinho e respeito de pessoas que não conviviam com ele, pessoas que chegaram aqui e perguntavam quem é da família e nos abraçaram, isso é muito gratificante, quero muito agradecer ao Piauí pelo amor que dedicou ao meu pai", afirmou Ubiraci.



Por J. Barros/Alepi

Valéria e Bira defendem CPI para apurar denúncias sobre planos de saúde

Nice Moraes / Agência Assembleia

Foto Materia

Os deputados Valéria Macêdo (PDT) e Bira do Pindaré (PT) repercutiram na sessão desta quinta-feira (29), a audiência pública realizada ontem no auditório Fernando Falcão, onde foram debatidas as denúncias apresentadas pelos usuários das negativas de atendimento das Operadoras de Saúde Unimed/São Luís, Multiclínicas e Atende.  Dentre os encaminhamentos, consta audiência com os representantes da Agência Nacional de Saúde-ANS, da Bancada Federal do Maranhão e a instalação de uma CPI para apurar as denúncias.

Participaram da audiência representantes das operadoras, os deputados Neto Evangelista (PSDB), requerente desta audiência, Eliziane Gama (PPS), Bira do Pindaré (PT), Gardênia Castelo (PSDB) e André Fufuca (PSD). Deixaram de comparecer aos debates os representantes da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, do Procon, da Procuradoria da República e da Agência Nacional de Saúde. Valéria Macêdo lamentou a ausência dessas autoridades, porque, segundo ela, era muito importante a presença deles para que juntos pudessem ouvir as reivindicações dos usuários dos planos de saúde.

Valéria Macêdo disse que os usuários reclamaram do não atendimento das operadoras, mesmo que o plano esteja sendo pago em dia e, também, do descumprimento dos acordos feitos com essas operadoras. Segundo eles, quando tem atendimento, esses são feitos precariamente, com um número reduzido de médicos e laboratórios e com agendamentos longos de até 3 meses para uma simples consulta. “Numa total demonstração de desespero, de angústia, os usuários que participaram dessa audiência pública demonstraram um sentimento de abandono, sem ter a quem recorrer”, disse a parlamentar, parabenizando Neto Evangelista, bem como as comissões de Saúde e de Direitos Humanos e Assuntos Econômicos pela iniciativa de propor a audiência pública.

Valéria Macêdo destacou alguns encaminhamentos que serão feitos pela Assembleia Legislativa para tentar encontrar uma solução para os usuários dos planos de Saúde. Dentre eles, consta uma visita à equipe da Agência Nacional de Saúde falar discutir o atendimento de portabilidade em São Luís e realizar uma audiência com a Bancada Federal do Maranhão e com representantes da Agência Nacional de Saúde, em Brasília; instalação de uma CPI pelas Comissões de Saúde, Direitos Econômicos e Direitos Humanos. Além disso, também será provocada uma audiência pública mediada pelo Ministério Público Federal com a participação da ANS, operadoras e demais instituições implicadas no caso.

LEGISLAÇÃO

Ao elogiar os parlamentares pela realização da audiência pública, Bira do Pindaré disse que o assunto é bastante complexo porque a Legislação Federal oferece garantias aos usuários dos planos de saúde. Por isso, ele concorda que sejam feitos encaminhamentos à bancada federal do Maranhão e às Comissões de Saúde da Câmara Federal e do Senado, pedindo que seja feita uma revisão da legislação em relação aos planos de saúde, oferecendo garantias à população brasileira que usa esse tipo de serviço complementar ao sistema de saúde pública.

“Se querem explorar a saúde como uma atividade, que o façam como está na Constituição; que respeite e dê garantias à população. É isso que nós temos que lutar do ponto de vista do médio e do longo prazo. Agora, no curto prazo, eu acho que nós temos que chamar para a responsabilidade as operadoras, sobretudo, a Unimed”, disse Bira do Pindaré.

O parlamentar disse também ser favorável à instalação de uma CPI na Assembleia para apurar as denúncias sobre os planos de saúde no Estado Maranhão. “Tem que haver esclarecimento para onde vai tanto dinheiro que é arrecadado pelos mais de 34 mil usuários do serviço da Unimed, e que agora, simplesmente, não consegue atendimento de espécie alguma”, disse ele, ressaltando a necessidade de chamar a Procuradoria da República e o Ministério Público Federal para também assumirem suas responsabilidades de maneira imediata, promovendo uma audiência pública e um ajustamento de conduta com as operadoras a fim de garantir os direitos dos maranhenses que estão sendo lesados.

Finalizando, Bira do Pindaré disse que a audiência foi rica de informação mas, sobretudo, de aflição do povo em relação ao calote da Unimed e outros planos de saúde no Estado do Maranhão. “Esse assunto merece o apoio de todos nós, num esforço conjunto, institucional, para proteger a nossa população contra esse desmando que vem acontecendo em relação ao plano da Unimed e outros, como  a Multiclínicas, por exemplo”.

Projeto de lei disciplina a comercialização de alimentos nas escolas

Jássica Barros / Agência Assembleia

Foto Materia

Está em pauta para receber emendas o projeto de lei apresentado pela deputada Francisca Primo (PT) que visa disciplinar a comercialização de alimentos nas escolas de educação básica, incluindo elaboração de cardápios e ações para nutrição adequada de crianças e adolescentes.

O intuito do projeto é buscar normatizações para prevenir e controlar a obesidade infantil e das doenças crônicas decorrentes de uma má alimentação.

A obesidade atualmente pode ser considerada um problema de saúde infantil que poderá ser um fator de alto risco para a obesidade entre os adultos, pois 70% a 80 % dos adolescentes acima do peso poderão se transformar em adultos obesos.

Alguns Estados já definiram padrões técnicos de qualidade nutricional e regulamentam a comercialização de produtos oferecidos em lanchonetes escolares. “Controlar a venda de alimentos nas cantinas escolares já é um grande passo”, afirmou Francisca Primo.

A deputada citou algumas vantagens de se aderir uma alimentação correta, como conscientização da população sobre a importância de uma alimentação sadia e econômica; cuidados que devemos ter para evitar os problemas da má alimentação, levar as escolas a oferecerem produtos mais saudáveis e, às crianças e aos adolescentes, a recriarem seus hábitos alimentares como também influenciarem positivamente os pais em casa.

Ela explicou que, com esse projeto, a comercialização deverá ser feita por estabelecimentos previamente licenciados pela autoridade sanitária competente estadual ou municipal, somente com a expedição do competente alvará.

Além disso, não serão licenciados nem terão seus alvarás renovados os estabelecimentos situados em escolas de educação básica que venderem bebidas de baixo teor nutricional ou alimentos ricos em açúcar, gordura saturada, gordura trans ou sódio.

Ainda de acordo com o projeto, o Sistema Único de Saúde – SUS desenvolverá ações de educação nutricional, de promoção de alimentação saudável e de prevenção e controle de distúrbios nutricionais e de doenças associadas à alimentação e nutrição de crianças e adolescentes.

Além do sentimento de vergonha

 

 


Carlos Chagas 



Razão mesmo tem mestre Helio Fernandes, que há mais de 50 anos sustenta ser o dia seguinte, no Brasil, sempre um pouquinho pior do que a véspera. Basta fazer as contas: são 513 deputados, dos quais 233 votaram pela cassação do presidiário Natan Donadon. Eram necessários 257 votos para a perda do mandato, mas 131 votaram contra, 41 se abstiveram e 108 faltaram. Resultado: 280 optaram por manter o mandato do colega. Maioria absoluta…
É de vergonha o primeiro sentimento diante desse absurdo de um deputado estar na cadeia  preservando seu mandato, quer dizer, sua representatividade. Logo, porém, surge raciocínio mais linear: a Câmara dos Deputados declarou guerra ao Supremo Tribunal Federal. Porque se a mais alta corte nacional de justiça condenou um indivíduo a 13 anos de cadeia, sem dúvida suspendeu seus direitos políticos, inclusive o de exercer mandatos populares, impossibilidade física flagrante.  Como a Constituição estabelece que apenas o Congresso pode cassar mandatos, Suas Excelências ignoraram o Direito,  a lógica e o bom senso, deixando de cassá-lo.
O presidente Henrique Eduardo Alves botou panos quentes, considerando Donadon afastado de suas atividades  e convocando o suplente. Adiantará pouco ou nada. Solução eficaz para a contradição seria apenas a aprovação de emenda constitucional considerando automaticamente cassado o parlamentar que for condenado. É isso o que a maioria dos deputados não quer. Afinal, o voto  estaria subordinado a uma sentença judicial, mas num regime de independência entre os três poderes, não poderia ser diferente, a menos que o Legislativo se pretenda acima do Judiciário.
Entram em pauta as consequências desse desatino. Em termos de opinião pública, o Congresso não poderia ficar pior. Revela a tendência para deixar as coisas como estão, sem reforma alguma. Mais do que votarem, ou não votarem, com o coração, a solidariedade e o corporativismo, por maioria os deputados apresentaram-se ao repúdio popular. Demonstraram pretender-se como ente isolado, acima do bem e do mal. E o pior é que  boa parte deles voltará, após as eleições do ano que vem.
VEXAME
Podem dar quantas explicações quiserem: incêndio no mato abaixo das  torres de transmissão, raios e tempestades,  urubus voando baixo, vingança dos deuses. Adianta pouco lembrar ser assim no resto do mundo, mas justificativa não há para o nono apagão verificado no governo Dilma. Apesar dos 17 bilhões injetados este ano  nas concessionárias de energia elétrica a luz  continua sendo cortada nas diversas regiões do país, com ênfase para o Nordeste.
Os açodados reclamam contra o congelamento das tarifas e até diante da mágica feita pouco tempo atrás pela  redução nos preços das contas,  artifício apregoado como em favor do consumidor comum, mas, na verdade, manobra para premiar as empresas privadas. Só que não adiantou nada.
Na verdade, o sistema elétrico nacional entrou em parafuso desde que Fernando Henrique Cardoso começou a privatizar usinas e linhas de transmissão e distribuição de energia. Certas atividades públicas não podem existir para dar  lucro, mas para servir à população, mesmo com prejuízo. Se faltam recursos, que se tribute mais o lucro dos bancos ou das empreiteiras. Diante do desgaste político que seria o aumento de tarifas, mas obrigado a  atender as concessionárias privadas, ao governo resta aceitar os apagões. Não há  coragem para reestatizar o sistema.
VÃO  INVADIR?

O presidente  Evo Morales, da Bolívia, insiste em que o governo brasileiro deve devolver  o senador Roger Pinto Molina, contrabandeado para o  Brasil em rocambolesca aventura diplomática. Seria descermos ao fundo poço caso atendêssemos à exigência. Resta então imaginar  o próximo passo: vão nos invadir?

NÃO SE EMENDA

O ministro Ricardo  Lewandowski continua o mesmo. Quer ganhar tempo nos julgamentos dos embargos dos mensaleiros. Esta semana ocupou 40 minutos na defesa de uma tese já vencida pela maioria de seus colegas. Depois, argumenta o desejo de apenas fazer justiça.(Tribuna da Imprensa )

Novo apagão no Nordeste é o 9º de Dilma