sexta-feira, 27 de junho de 2014

PDT maranhense realiza convenção estadual neste domingo






 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) realiza neste domingo (29) a convenção estadual, quando o comunista Flávio Dino será homologado como candidato a governador do Estado nas eleições de outubro deste ano. O ato será realizado conjuntamente com o PCdoB, PSB e PPS, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana (São Luís), a partir das 8h

“O processo eleitoral deste ano aglutina a aliança de nove partidos para vencer as eleições. Vamos definir o novo rumo do nosso estado”, disse Julião Amim. .

O Partido do Maranhão, composto pelo PDT, PCdoB, PPS, PSB, PP, PTC, PSDB, Solidariedade, PROS e militância petista, representa a união da oposição maranhense, com o único propósito de desenvolver o estado com justiça social.

Apoio a Flávio Dino
Na última semana, o PDT reafirmou o compromisso da legenda com a unidade da oposição durante ato político que contou com a presença do presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Durante o evento, lideranças pedetistas afirmaram que o apoio a Dino reforça que o PDT é coerente com sua história de lutas. A permanência do PDT na aliança oposicionista também foi diversas vezes tratada nos Diálogos pelo Maranhão, com o deputado federal Weverton Rocha.

Edinho Lobão é oficializado em convenção candidato a governador



Lobão Filho com a família durante a convenção do PMDB que homologou seu nome como candidato a governador
Lobão Filho com a família durante a convenção do PMDB que homologou seu nome como candidato a governador
Acontece desde às 9h desta sexta-feira (27), no Centro Convenções do campus São Luís da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a convenção do PMDB, que oficializará a candidatura de Lobão Filho ao governo, Gastão Vieira ao Senado e demais deputados federais e estaduais.

O evento conta ainda com a participação de representantes dos 17 partidos que compõem a coligação denominada "Pra frente, Maranhão!": PT, PTB, PV, PSC, PRTB, PRP, PRB, PSDC, PSL, PHS, PTN, PMN e PTdoB realizaram convenção na UFMA e também participaram da convenção do PMDB.

Convenção de Mão Santa foi bastante concorrida

"O Piauí buscou o nosso nome e vamos fazer mais e melhor com a experiência que já temos. É esse povo que vai nos dar a vitória nestas eleições", acredita Mão Santa.

 
 DO GP1
 
 
A direção do Partido Social Cristão (PSC) do Piauí, realiza convenção estadual no Plenarinho da Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira (27) para homologar a candidatura do ex-senador Mão Santa ao governo do Estado. Bastante confiante, Mão Santa disse que acredita no povo do Piauí a quem ele atribui sua vitória em outubro.
Imagem: Geísa Chaves/GP1Mão Santa(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Mão Santa
Imagem: Geísa Chaves/GP1Empresário Manu, vice na chapa do Mão Santa(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Empresário Mano, vice na chapa do Mão Santa
Imagem: Geísa Chaves/GP1Convenção do PSC(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Convenção do PSC

“Nós vamos confiar em quem sempre acreditamos, que é no povo do Piauí. Sempre honramos os nossos mandatos, sendo responsáveis. O Piauí buscou o nosso nome e vamos fazer mais e melhor com a experiência que já temos. É esse povo que vai nos dar a vitória nestas eleições”, acredita o ex-senador.
Imagem: Brunno Suênio/GP1Liderenças políticas aguardam o anúncio da presidente(Imagem:Brunno Suênio/GP1)Liderenças políticas aguardam o anúncio da presidente
Imagem: Geísa Chaves/GP1Convenção do PSC(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Convenção do PSC

O vice da chapa de Mão Santa, é o empresário de São Raimundo Nonato, Nilfrânio Ribeiro Nascimento, mais conhecido como Mano que também é do PSC. Ele disse que se sente preparado para assumir a missão.

“Teve uma discussão dentro do PSC e o Mão Santa achou que eu como filho do Sul do Estado, seria uma boa opção para compor chapa com ele. Me sinto preparado e a altura para encarar essa missão. Temos vários projetos para melhorar o nosso Estado em vários setores”, comentou.
Imagem: Geísa Chaves/GP1Convenção do PSC(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Convenção do PSC
Imagem: Geísa Chaves/GP1Presidente Nacional do PSC pastor Everaldo (Imagem:Geísa Chaves/GP1)Presidente Nacional do PSC pastor Everaldo

O PSC ainda não definiu quem será o candidato a compor a chapa na vaga de senador. No entanto, alguns nomes estão sendo avaliados, como o do presidente do partido no município de Nazária, Gustavo Henrique.
Imagem: Geísa Chaves/GP1Gustavo Henrique (Imagem:Geísa Chaves/GP1)Gustavo Henrique

“Somos um dos nomes citados para entrar nessa disputa. Mas, temos que mostrar que o Piauí precisa sair desse marasmo, dessa marginalização ante ao Governo Federal. Temos que fazer valer o respeito que o nosso Estado merece e aos anseios da população”, destacou Gustavo.

O evento também contou com a presença do presidenciável e presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo. Ele destacou a capacidade de Mão Santa e disse que não poderia faltar ao ato.
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“O PSC do Piauí hoje lança o Mão Santa que é um expoente da política do Brasil e que representa a mudança para o Estado. Eu não poderia deixar de comparecer”, falou.
Imagem: Geísa Chaves/GP1Presidente Nacional do PSC pastor Everaldo (Imagem:Geísa Chaves/GP1)Presidente Nacional do PSC pastor Everaldo

Everaldo também criticou o Governo Federal e disse que o Brasil está inchado e necessita de mudanças emergenciais. “Percorro todo o país e tenho certeza que o Brasil está inchado e precisa de mudanças urgentes, tanto é que já aparecemos em terceiro lugar nas pesquisas para presidente. O povo vê em nosso nome a possibilidade de fazer a diferente, a mudança de fato”, disse.

Segundo Gustavo Henrique, o PSC pretende lançar cerca de 18 deputados estaduais e 8 federais. Muitas lideranças políticas compareceram ao evento durante toda a manhã.
Imagem: Geísa Chaves/GP1Presidente Nacional do PSC pastor Everaldo (Imagem:Geísa Chaves/GP1)Presidente Nacional do PSC pastor Everaldo
Imagem: Geísa Chaves/GP1Convenção do PSC(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Convenção do PSC
Imagem: Geísa Chaves/GP1Convenção do PSC(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Convenção do PSC
Imagem: Geísa Chaves/GP1Convenção do PSC(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Convenção do PSC
Imagem: Geísa Chaves/GP1Mão Santa(Imagem:Geísa Chaves/GP1)Mão Santa

A omissão do Lula


Carlos Chagas
O Lula não foi ao jogo de inauguração da copa do mundo, mesmo a poucos quarteirões de seu apartamento, mas apenas para não dividir com Dilma a metade das vaias lá verificadas? Dilma não foi à convenção estadual do PT que formalizou a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo, por não fazer fé na sorte desse novo poste inventado pelo antecessor?
A verdade é que o ex-presidente permanece à margem da campanha da sucessora, enquanto essa aproveita, sem ele, os últimos dias que a lei eleitoral permite para inaugurar  obras e distribuir benesses pelo país. Apesar de terem estado juntos na convenção nacional do PT que oficializou Dilma como candidata à reeleição, tratou-se de um relacionamento frio entre criador e criatura.
Fica difícil supor que não se encontrem em divergência, porque não se trata, propriamente, de uma dupla integrada na campanha pelo segundo mandato, ainda que os otimistas expliquem como razão do distanciamento estarem as atenções nacionais   voltadas para a copa do mundo de futebol. Depois de 13 de julho tudo poderá mudar, alegam. Como também pode ser que não mudem. O resultado, até agora, tem sido uma Dilma isolada, meio órfã de apoio do Lula, ao contrário de 2010.
O mesmo clima gelado estende-se entre o PT e a presidente. Quando ela entrega casas próprias ou tratores pelo interior, o que menos se escuta são aplausos dos companheiros. A menos que o marqueteiro João Santana tenha armado essa impressão de fraqueza para depois dar ampla volta por cima, prejudicada fica a campanha de Dilma. Jogar todas as fichas no horário eleitoral gratuito é temerário. A rejeição de mais de 50% que a presidente colheu nas pesquisas mais recentes leva para as telinhas o mesmo sentimento de abandono, bem como desperta previsões não apenas para a realização do segundo turno, mas abre perspectivas para Aécio Neves, na decisão final.
Ainda que não existam milagres em política, a verdade é que além de outros fatores vem pesando na disputa atual  a omissão do Lula. Se não houver uma virada no jogo, o empate poderá significar a derrota. Se consciente ou inconsciente, a postura do primeiro-companheiro conduz à perda do poder pelo PT e penduricalhos. Será esse desfecho desejado pelo ex-presidente? Ou, no mínimo, desconsiderado?
Sem falar nos negócios escusos e no assalto às estruturas do poder público, importa registrar que pelo menos 32 mil cargos federais em comissão fazem a felicidade dos atuais detentores do poder. Seria uma contradição imaginar que o Lula não se importasse, a ponto de levar a esse extremo suas divergências com Dilma.
O problema é que falta identificar a azeitona no meio dessa empada. Por que o ex-presidente fechou-se como uma ostra, não apenas deixando de viajar pelo país, como havia prometido, mas isolando-se em São Bernardo, sem entrevistas, exortações e pronunciamentos em favor da presidente? Estaria dando o troco por nos últimos meses não ter sido obedecido como esperava? Seu conceito de madre superiora do convento deveria esgotar-se antes. Não se trata de estar preparando 2018, porque voltaria em muito melhores condições caso sucedesse Dilma. Ou não?
 
 

Charge do Alpino

 

Charge do Duke

 

Eleitor de resultados

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João Bosco Rabello
Estadão
Em qualquer sistema político, eleição é uma etapa essencial do processo e movida a competitividade. Debate sobre reformas à parte, portanto, o que explica o desordenado cenário de alianças este ano, que conseguiu agravar a geléia geral partidária brasileira, é essencialmente o declínio da candidata oficial nas pesquisas.
Dele decorre, em parte, a prevalência das alianças regionais sobre a nacional, sinal da perda de capital político do PT, detectada pelas bases dos partidos que formam a aliança que elegeu a presidente Dilma , hoje com menos fôlego para repetir a dose.
O governo não tem o mesmo poder impositivo de antes, o que já estava sinalizado na perda gradual do controle sobre sua extensa base congressual. Esta foi confortável enquanto os índices de aprovação do governo eram altos, mas passou a ser problema desde a instalação do processo descendente nas pesquisas.
A percepção do político antecede em muito a do cidadão e, mesmo, a dos observadores profissionais. Mesmo contrariado, o parlamentar aliado não investe contra o governo quando este se mostra forte junto à opinião pública. Ao contrário, quando constata o declínio como processo, materializa a dissidência.
O efeito contrário, nessas circunstâncias, é devastador, pois à extensão da base parlamentar do governo corresponde alto potencial de infidelidade, oculto nos tempos de ventos positivos. Sem leito ideológico, está assentada em solo movediço, sujeito às intempéries e aos erros de gestão com impacto no humor do contribuinte.
DESCONFIANÇA EM DILMA
No caso do governo Dilma, a desconfiança política começou em 2012, quando lideranças experientes se deram o prazo de 2013 para avaliar as condições de seu governo em entregar resultados, expressão utilizada pela própria presidente em reunião com seus ministros no início daquele ano.
Foi também o momento em que o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos,começou a acenar com a possibilidade de sua candidatura pelo PSB, hoje consolidada. O governo registrava ainda altos índices de aprovação, mas a dificuldade em obter investimentos, a sinalização de mudança no modelo econômico e o projeto hegemônico do PT, entre outros indicadores, apontavam para um cenário futuro de risco.
Possivelmente embalados pelas pesquisas positivas, o PT manteve-se indiferente aos sinais negativos já perceptíveis e abraçou-se à ilusão de que fala o ministro Gilberto Carvalho, “de que o povo pensa que está tudo bem”. Apostou que conseguiria administrar os maus resultados sem que eles afetassem o cotidiano do cidadão, sustentado apenas num programa assistencialista.
Os resultados do governo alimentam as bases parlamentares de seus aliados e determinam a continuidade e a intensidade de seu apoio – ou a retirada deste. As bases dos parlamentares, portanto, lhe são mais caras do que o governo, porque delas depende o que lhe é mais essencial: a preservação do mandato.
Como assinala o cientista político Fernando Lattman-Weltman, da Fundação Getúlio Vargas (O Globo, 25/06), o eleitor é indiferente à incoerência ideológica das alianças, importando-lhe os benefícios produzidos pelos governos, especialmente nos serviços públicos. É o que ele chama, respaldado pelos fatos, de “pé no chão”.
BASE ALIADA DESUNIDA
As deserções na campanha de Dilma, formais ou informais, crescem na mesma proporção de sua queda nas pesquisas, indicando que o favoritismo de que já desfrutou não existe mais , o que remete novamente à crítica do ministro Gilberto Carvalho, que flagra o PT em um recorrente e ultrapassado discurso ideológico, com o qual tenta alinhar de um lado os progressistas e, de outro, os conservadores – tendo-se os primeiros como aqueles que apoiam incondicionalmente o partido e os últimos como profissionais do pessimismo , de espírito impatriótico. Ou de má-fé, como acaba de acusar o ex-presidente Lula.
Não é uma estratégia que comova mais o eleitor e sua aplicação serve apenas para evidenciar que o líder máximo do partido percebe que o desgaste alcançou a militância, cujo ânimo, historicamente vital para as conquistas eleitorais, precisa ser resgatado.
O apoio fragmentado nos Estados já autoriza a previsão de que Dilma não obterá o mesmo desempenho de 2010 em regiões estrategicamente importantes para a sua meta de reeleição. No chamado Triângulo das Bermudas, que reúne os três maiores colégios eleitorais – São Paulo, Minas e Rio -, estima-se que perderá para a oposição.
Nas demais regiões, poderá vencer, mas sem o mesmo volume de votos da última eleição, casos do Norte e Nordeste. Ainda que tais previsões possam se mostrar bem menos contundentes, é certo que já não se pode mais falar em favoritismo, o que está explícito no reconhecimento, pelos líderes do PT, de que a eleição será a mais dura de quantas o partido enfrentou.