Raíudes Rosa Lima foi agredida com chutes e pedradas no início da tarde desta terça-feira (6) por vizinhos indignados com a morte de Jéssica
A companheira de um dos suspeitos de estuprar e matar uma cobradora de ônibus de 19 anos em Dias D'Ávila,
Região Metropolitana de Salvador, o ajudou a fugir depois do crime,
segundo informações de testemunhas à Polícia Militar. Ela também
testemunhou toda a ação, de acordo com a PM.
O suspeito preso, André Luis Batista dos Santos, 39
anos, morava quase na mesma rua da vítima, mas eles só se conheciam de
vista. A cobradora vivia com o pai e os avós - um irmão dela foi morto
por uma bala perdida em Dias D'Ávila dois anos atrás. "Era uma menina
evangélica, pacata. A população está mesmo indignada. O pessoal está
pedindo por justiça", conta o tenente Josemberg Vanderlei.
Raíudes Rosa Lima foi agredida com chutes e pedradas
no início da tarde desta terça-feira (6) por vizinhos indignados com a
morte de Jessica Santana Pedrosa. A casa em que ela vive com o suspeito
foi depredada e chegou a ter paredes destruídas com picaretas. Segundo
estimativas da 36ª Companhia Independente de Polícia Militar (Dias
D'Ávila), cerca de 400 pessoas estavam atacando o local quando uma
viatura chegou para evitar o linchamento de Raíudes.
Socorrida inicialmente para um hospital local,
Raíudes foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), segundo a
PM. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ela deu
entrada com suspeita de fratura na mandíbula e seu estado de saúde é
avaliado pela equipe.

Cobradora de 19 anos foi morta depois de ser estuprada em Dias D'Ávila
Cobradora de 19 anos foi morta depois de ser estuprada em Dias D'Ávila
Testemunha
Raíudes foi ouvida como testemunha e liberada na noite da segunda-feira na 25ª Delegacia. Ela não é tratada como suspeita pela Polícia Civil. "Ela não tem relação direta com o crime, é companheira de um dos suspeitos. Mas a cidade está indignada", diz o delegado João Piton. Já o companheiro dela, André Luís, confessou o crime e está detido na 25ª DT.
Raíudes foi ouvida como testemunha e liberada na noite da segunda-feira na 25ª Delegacia. Ela não é tratada como suspeita pela Polícia Civil. "Ela não tem relação direta com o crime, é companheira de um dos suspeitos. Mas a cidade está indignada", diz o delegado João Piton. Já o companheiro dela, André Luís, confessou o crime e está detido na 25ª DT.
Os dois foram detidos ontem à noite pela PM, que
chegou ao casal após denúncias de vizinhos. "A gente recebeu informações
de populares de que ele estava se lamentando, cabisbaixo, dizendo que
tinha feito uma besteira. Quando abordamos, ele estava com o peito todo
arranhado, com sinais de unha no ombro. Ele negava, mas depois foi se
contradizendo e na delegacia acabou confessando", conta o tenente.
O PM conta que o local onde Jéssica foi abordada é
ermo, próximo a um matagal, mas que os moradores costumam transitar pela
região. Ela estava desaparecida desde o sábado e segundo o suspeito
preso o crime aconteceu por volta das 20h. O corpo de Jéssica só foi
localizado, inteiramente nu, em uma vala, no domingo.
Testemunhas contaram à PM que Raíudes presenciou o
crime deu fuga ao companheiro. "Alguns dizem até que ela chegou a jogar
uma pedra na menina. No meu entendimento, ela é coautora", comenta o
tenente. Segundo ele, Raíudes já tinha passagem policial por tráfico de
drogas e pela morte de uma mulher.
Crime
Jéssica foi encontrada morta por um morador em uma vala no entroncamento de Dias D'Ávila no domingo.
Jéssica foi encontrada morta por um morador em uma vala no entroncamento de Dias D'Ávila no domingo.
Segundo o delegado Piton, o já detido André Luís
disse que estava usando drogas com outros três suspeitos no
entroncamento de Dias D'Ávila quando viram Jessica passando. "Eles
tavam conversando, se drogando, provavelmente bêbados, viram a garota,
uma menina nova, de boa aparência, ai foram 'bulir' com ela, que se
indignou", conta o delegado Piton. Os suspeitos então renderam a jovem
usando uma faca e a levaram a um matagal, onde a estupraram. Depois, a
cobradora foi morta, provavelmente por esganamento, e abandonada em uma
vala completamente nua.
Os outros três suspeitos, identificados somente como
Banga, Cau e Neguinho, ainda estão foragidos e são procurados pela
polícia.
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