PT novamente flerta com o PSB, que saiu vitorioso em todo o Brasil nas eleições municipais em 2012.
Vivemos
dias de esperança, felizmente o horizonte que se aproxima é de
renovação, onde os velhos políticos rabugentos vão sair de cena, de
gente nova trazendo oxigenação ao país que, por décadas foi sufocado por
indivíduos descompromissados…
Que
os bons ventos soprem logo. Pode ser que este pequeno comentário esteja
carregado de otimismos, pode ser um mero sonho. Mas quem não sonha com
isso, com um país sendo governado por gente séria?
Agência Reuters – O Globo
BRASÍLIA
– A disputa pela sucessão na presidência da Câmara dos Deputados foi
analisada durante jantar entre a presidente Dilma Rousseff, o presidente
do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente do
PT, Rui Falcão, na quarta-feira, disseram duas fontes à Reuters nesta
quinta.
Falcão teria dito que estava
preocupado com os movimentos do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) para
encabeçar uma candidatura à presidência da Câmara contra o líder da
bancada do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), segundo relato de uma das
fontes ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato.
PT
e PMDB mantêm um acordo desde 2007 para se alternar no comando da Casa,
já que são as duas maiores bancadas da Câmara, e agora é a vez de um
peemedebista suceder o petista Marco Maia (PT-RS) na presidência.
Segundo
relato dessa fonte, Campos disse no jantar que a candidatura de Delgado
não estava definida, mas era apoiada inclusive por setores do PT, que
não estariam dispostos a apoiar Alves.
O
governador teria ponderado com Dilma que uma candidatura alternativa
dentro da base aliada poderia até mesmo servir a interesses do governo,
segundo relato dessa fonte.
A presidente, porém, segundo a fonte, não teria se manifestado, nem mesmo para defender o acordo firmado entre PT e PMDB.
Uma segunda fonte, próxima a Campos e que ouviu relatos do jantar e que também falou sob condição de anonimato, lembrou que o acordo para sucessão no comando da Câmara é apenas entre PT e PMDB e não envolve outros partidos da base aliada.
Uma segunda fonte, próxima a Campos e que ouviu relatos do jantar e que também falou sob condição de anonimato, lembrou que o acordo para sucessão no comando da Câmara é apenas entre PT e PMDB e não envolve outros partidos da base aliada.
Ou
seja, o lançamento de uma outra candidatura não poderia ser encarada
como quebra de acordo político entra aliados. Alves, que no início
acreditava que poderia construir uma candidatura única, agora já
trabalha com cenário de ter adversários. Na quarta, o PR foi o primeiro
dos partidos aliados a manifestar apoio ao peemedebista.
No
PSB, segundo uma terceira fonte, que integra o partido e falou sob
condição de anonimato, há uma ala que defende a candidatura para a
Câmara para consolidar o poder da legenda, apontada como uma das
principais vencedoras da eleição municipal deste ano.
Há
outro grupo menor, no entanto, que prefere evitar qualquer fissura na
aliança com Dilma e prefere não investir na disputa contra a dobradinha
PT-PMDB.
O PSB encomendou nessa
semana uma pesquisa para descobrir o que os deputados estão pensando
sobre a sucessão na Casa e analisar a viabilidade de uma candidatura que
enfrente o acordo de petistas e peemedebistas.
Com
esse resultado em mãos, Campos e Delgado devem conversar até o final do
mês e decidir se o PSB deve ter candidatura à presidência da Casa ou
não, segundo essa fonte do PSB.
AFAGOS
O
jantar também serviu para reaproximar Dilma e Campos após as disputas
municipais, que foram marcadas por confrontos entre PSB e PT em capitais
importantes como Fortaleza, Recife e Belo Horizonte –os socialistas
venceram nas três.
O fortalecimento
do PSB no pleito municipal alimentou as especulações sobre uma possível
candidatura de Campos à Presidência em 2014, o que dividiria a base
aliada de Dilma.
A presidente tem se
esforçado para que o aliado histórico não deixe seu arco de alianças
para um projeto próprio de poder. Além de se reunir com Campos, ela
almoçou nesta quinta-feira com o governador do Ceará, Cid Gomes, também
do PSB.
Segundo relato da primeira
fonte ouvida pela Reuters, Dilma disse a Campos que eles não podem
abandonar a relação próxima que sempre tiveram e não podem ficar
“conversando pela imprensa”.
Mais cedo nesta quarta, Dilma disse a jornalistas após cerimônia no Palácio do Planalto que mantém boa relação com Campos.
Mais cedo nesta quarta, Dilma disse a jornalistas após cerimônia no Palácio do Planalto que mantém boa relação com Campos.
“Nós não temos diferenças. Acho que a nossa relação sempre se manteve a mesma”, afirmou a presidente.
Perguntada se o PSB precisava de um afago, Dilma respondeu: “Todos precisam de afago. Quem não precisa de afagos?”
( Do Blog do Ricardo Santos )
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