De acordo com a publicação, o terreno teria sido tomado na época em que o senador Wellington Dias (PT) ainda era governador do Estado. A área invadida estaria avaliada em mais R$ 10 milhões.
Ainda segundo o portal Dever de Classe, Fredson Saraiva, dirigente do SINDAOP-PI (Sindicato dos Agentes Operacionais do Piauí) e vigia da escola, já marcou uma audiência com o promotor Fernando Santos para denunciar o fato ao Ministério Público.
No terreno onde hoje existe um galpão para abrigar equipamentos pertencentes à Construtora Jurema, antes funciona como local para a prática de esportes e ensaios da banda de música da escola, além de abrigar uma horta comunitária.
O Portal AZ entrou em contato por telefone com a Construtora Jurema nesta sexta-feira (4), no entanto nenhum responsável foi localizado na empresa para comentar o fato.
Veja a matéria publicada no portal Dever de Classe:
Construtora ligada à família do deputado federal piauiense Marcelo Castro/PMDB toma área de escola pública
A construtora é a Jurema LTDA. E a escola é a Unidade José Amável, da Rede Estadual, em área nobre de Teresina. Aproximadamente 25 mil metros quadrados do estabelecimento de ensino foram tomados pela Empresa, patrimônio público estimado em dez milhões de reais. O processo se deu no governo Wellington Dias, PT. Fredson Saraiva, dirigente do SINDAOP-PI está denunciando o caso no Ministério Público Estadual para que os responsáveis por essa transação expliquem como e por que isso ocorreu, bem como, se for o caso, para que a área tomada seja reincorporada imediatamente ao Estado
Da Redação
Escândalo. A Construtura Jurema LTDA, de propriedade da família do deputado federal Marcelo Castro, PMDB, tomou uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados da Unidade Escolar José Amável, Rede Estadual, situada na zona leste de Teresina, área nobre, onde está o metro quadrado mais caro da capital do Píauí. O valor estimado do espaço tomado é de dez milhões de reais. Processo se deu por volta de 2003, ano de início do governo Wellington Dias, PT, quando o deputado Marcelo Castro e seu partido eram fortes aliados da gestão petista. O Secretário de Educação da época era Antônio José Medeiros/PT, que se notabilizou por fechar escolas públicas.
Segundo Fredson Saraiva, vigia da escola e dirigente do Sindicato dos Agentes Operacionais do Piauí-SINDAOP-PI, a área tomada pela Jurema funcionava desde 1972 (ano de inauguração da Unidade) como espaço para a prática de esportes e ensaio da banda de música. Havia também no local uma horta mantida pela comunidade escolar, que servia de suporte para a disciplina de Técnicas Agrícolas. Fredson Saraiva é também ex-aluno desse estabelecimento. "Maior parte da área da escola agora está aí, servindo de galpão para a Jurema e para máquinas pesadas que fazem tanto barulho que atrapalha até as aulas, destaca o sindicalista.
Ação no Ministério Público
Fredson está entrando com uma Ação no Ministério Público Estadual para exigir que se apure com rigor todo esse processo. Por que o governo Wellington Dias/PT permitiu que a Jurema LTDA passasse um muro e tomasse a maior parte da escola? Que tipo de transação foi essa? E por que o atual governador Wilson Martins e seu secretário Átila Lira, ambos do PSB, calam em relação a isso? Dia 8 de janeiro está marcada uma audiência com o Dr. Fernando Santos, para que essa questão comece a ser investigada e se aplique as devidas punições contra quem cometeu qualquer tipo de ilícito. E também, se for o caso, para que a área tomada volte imediatamente ao patrimônio da escola.
Outro fato a considerar nessa questão é que o Sinte, entidade que "representa" os trabalhadores em educação do Piauí, assiste a tudo calado, sem tomar qualquer providência.
O povo espera com urgência que tudo isso possa ser investigado e esclarecido em favor da educação pública piauiense.( Do Portal AZ)
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