As 25 manicures participantes assistiram a palestras sobre os cuidados que devem ter para evitar o contágio com o vírus da hepatite e prestar um serviço de qualidade e sem riscos para elas e seus clientes. Foi frisado durante a capacitação que todos os estabelecimentos como salões de beleza, estúdios de tatuagens e clínicas de estética, precisam do alvará sanitário para o funcionamento.
Segundo o coordenador municipal do Programa de Hepatites Virais, Francisco da Chagas Pereira, muitos indivíduos possuem o vírus da hepatite, mas não sabem. “As formas de contágio mais comuns estão relacionadas à falta de higiene pessoal adequada e às relações sexuais sem proteção, além dos fatores externos que também podem causar a doença, como ingerir remédios em excesso e sem orientação médica, além do contato constante com produtos químicos e o excesso de bebidas alcoólicas”, explica.
Tipologias da Hepatite
Francisco da Chagas Pereira também explicou quais os tipos de hepatites mais comuns e suas particularidades. Existem cinco tipos de vírus, sendo que no Brasil não há registros de ocorrência no tipo D. A hepatite A é mais comum em crianças, pois está diretamente ligada aos hábitos de higiene e o saneamento básico. A partir de 2014, o Ministério da Saúde vai incluir a vacina contra essa tipologia da doença no calendário regular de imunização.
Já o vírus da hepatite B é comum em profissionais como manicures, pois estão em contato com objetos de perfuro cortante e ocasionalmente com sangue. “Aqui, o profissional tem que ter muito cuidado para evitar o contágio. A vacina contra a Hepatite B já é disponibilizada na rede pública de forma gratuita e pode ser tomada por pessoas de até 50 anos.
O importante é respeitar o ciclo de três doses: a primeira, a segunda com 30 dias e a terceira após 60 dias. Só assim o indivíduo vai estar imunizado por 10 anos”, esclareceu Francisco Pereira. A hepatite C pode evoluir para uma cirrose hepática e é a maior causa de transplantes de fígado no mundo. A sua transmissão é mais rápida do que o vírus da Aids.
Alguns cuidados
A coordenadora de Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT´s), Rojânia Linhares, e a coordenadora do Programa de DST/Aids, Cristina Alves, explicaram sobre as medidas de segurança pessoal que as manicures devem tomar na hora de atender um cliente. “Todos os utensílios, como lixa de unha, luvas e palitos, precisam ser descartáveis. E estes mesmos materiais devem ser guardados separadamente, de acordo com o material de fabricação. Tudo que é de madeira fica junto, e aí por diante”, explica Rojânia, lembrando que as lâminas de barbear ou de navalhas também devem ser descartáveis.
Em relação aos materiais de utilização contínua, como tesouras, alicates e afastadores de cutículas, devem ser esterilizados todos os dias e limpos com álcool 70% antes de entrar na estufa ou autoclave. “Vocês devem orientar suas clientes a terem o seu próprio kit de unhas, que só deve ser utilizado por elas”, esclarece Rojânia.( Secom )
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