Protestos previstos para terça e quarta-feira são contra o programa Mais Médicos e os vetos ao Ato Médico.
A paralisação faz parte do calendário de greve da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Médicos de 16 estados já haviam parado na terça-feira da semana passada. “A Fenam delibera suspensão tanto do sistema público, quanto do suplementar. É uma luta geral, em nome da medicina e da população brasileiras”, afirmou em nota o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira.
Segundo a Fenam, devem parar: Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Também há previsão de protestos em: Bahia, Maranhão, Pará e Piauí. Não há informações sobre Alagoas, Amapá e Roraima.
Imagem: Reprodução
O programa Mais Médicos tem por objetivo ampliar o número de médicos no país e levá-los a regiões onde há carência desse tipo de profissional. Mas tem alguns pontos polêmicos, como a possibilidade de trazer médicos formados no exterior sem passar pela revalidação do diploma, e enfrenta forte resistência das entidades médicas brasileiras, como a Fenam, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB).
Além do Mais Médicos, as entidades são contrárias aos vetos presidenciais à lei conhecida como Ato Médico, que regulamenta o exercício da medicina do país. O texto, antes dos vetos, restringia aos médicos a prescrição de medicamentos e diagnóstico de doenças. Profissionais da saúde de outras carreiras - como enfermeiros e psicólogos - fizeram campanha pelo veto e foram atendidos pela presidente Dilma Rousseff.
Fonte: O Globo Online
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