Sylo Costa
O Ministério Público Federal já estuda a instauração de um processo de investigação, ante os fortes indícios de superfaturamento na maioria dos contratos firmados na gestão de Gabrielli, cujo prejuízo está estimado em R$10 bilhões. Os maiores alvos de superfaturamento que o MPF vai investigar são os contratos que envolvem a Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), o Comperj, de Itaboraí e os também questionáveis projetos de refinarias premium do Ceará e do Maranhão.
Também, e principalmente, a lesiva compra de uma refinaria tecnologicamente ultrapassada em Pasadena, no Texas, e o escândalo Gemini – uma sociedade por meio da qual o governo brasileiro entregou o cartório de produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL) a uma transnacional dos Estados Unidos.
Essa última transação foi uma negociata fechada em 2006, durante a gestão de Gabrielli, quando a hoje presidente Dilma era chefe da Casa Civil do ex-Luiz e presidente do CA da Petrobras. Dilma teve que engolir a operação, com a qual, parece, não concordava, o que posteriormente motivou a substituição de Gabrielli por Graça Foster.
GRANDE GOLPE
Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou a Pasadena Refining System Inc. por US$ 42,5 milhões. Em 2006, os belgas venderam 50% das ações da empresa para a Petrobras por US$ 360 milhões. A refinaria não tinha condições de processar o pesado petróleo brasileiro, e, aí, brasileiros e belgas firmaram um contrato para dividir o empreendimento de US$1,5 bilhão, ajustando, numa cláusula contratual, que, se houvesse distrato, uma das partes teria de reembolsar a outra.
Pois bem, em 2008, houve o desentendimento, e os belgas acionaram a Petrobras a pagar US$ 700 milhões. Perdendo a causa, a empresa se viu obrigada a torrar, bem-torrado, US$ 700 milhões. Mais isso e aquilo e mais custas, US$ 839 milhões para assumir o controle da já maldita Pasadena. Colocada à venda na gestão Graça Foster, para se livrar do mico, uma única e ridícula oferta foi feita pela tansnacional Valero, sediada nos EUA: US$ 180 milhões. Assim, a Petrobras, levará um ferro de quase US$1 bilhão. E vai ficar assim? (transcrito de O Tempo)
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