terça-feira, 30 de julho de 2013

Um escândalo bilionário que desmoraliza a Petrobras

 

 


Sylo Costa


Foi-se o tempo em que o roubo ou o furto no Brasil eram coisa de ladrão pangaré. Hoje tudo é bem- planejado e mais parece filme de Hollywood. Eu sempre gostei de filmes policiais, de ação, do agente 007, então sou capaz de passar uma noite em claro, tal qual um Silvio Caldas, pisando em astros distraído…
O Brasil foi um país distraído, mas atualmente muitos o consideram grande e bobo, além de corrupto, o que é pior. Creio que muita gente já ouviu falar em Pasadena, cidade americana do Estado do Texas. Mas quero falar da operação Pasadena, negociata da Petrobras no desgoverno do ex-Luiz, que vai causar um prejuízo de até US$1 bilhão à Petrobras e aos seus acionistas. O caso está sendo investigado pelo TCU e tem tudo para se transformar em ação judicial em Nova York, movida por investigadores internacionais.
O Ministério Público Federal já estuda a instauração de um processo de investigação, ante os fortes indícios de superfaturamento na maioria dos contratos firmados na gestão de Gabrielli, cujo prejuízo está estimado em R$10 bilhões. Os maiores alvos de superfaturamento que o MPF vai investigar são os contratos que envolvem a Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), o Comperj, de Itaboraí e os também questionáveis projetos de refinarias premium do Ceará e do Maranhão.
Também, e principalmente, a lesiva compra de uma refinaria tecnologicamente ultrapassada em Pasadena, no Texas, e o escândalo Gemini – uma sociedade por meio da qual o governo brasileiro entregou o cartório de produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL) a uma transnacional dos Estados Unidos.
Essa última transação foi uma negociata fechada em 2006, durante a gestão de Gabrielli, quando a hoje presidente Dilma era chefe da Casa Civil do ex-Luiz e presidente do CA da Petrobras. Dilma teve que engolir a operação, com a qual, parece, não concordava, o que posteriormente motivou a substituição de Gabrielli por Graça Foster.
GRANDE GOLPE
Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou a Pasadena Refining System Inc. por US$ 42,5 milhões. Em 2006, os belgas venderam 50% das ações da empresa para a Petrobras por US$ 360 milhões. A refinaria não tinha condições de processar o pesado petróleo brasileiro, e, aí, brasileiros e belgas firmaram um contrato para dividir o empreendimento de US$1,5 bilhão, ajustando, numa cláusula contratual, que, se houvesse distrato, uma das partes teria de reembolsar a outra.
Pois bem, em 2008, houve o desentendimento, e os belgas acionaram a Petrobras a pagar US$ 700 milhões. Perdendo a causa, a empresa se viu obrigada a torrar, bem-torrado, US$ 700 milhões. Mais isso e aquilo e mais custas, US$ 839 milhões para assumir o controle da já maldita Pasadena. Colocada à venda na gestão Graça Foster, para se livrar do mico, uma única e ridícula oferta foi feita pela tansnacional Valero, sediada nos EUA: US$ 180 milhões. Assim, a Petrobras, levará um ferro de quase US$1 bilhão. E vai ficar assim? (transcrito de O Tempo)

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