Reprodução/giornaledibrescia/Arquivo Pessoal
O empresário Claudio Grigoletto, de 32 anos, e a mineira Marília Rodrigues Silva Martins
Morando no exterior há 14 anos, a Marília era natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro e, segundo o jornal "Giornale di Brescia", estaria tendo um caso amoroso com Grigoletto. Em entrevista ao veículo italiano, o procurador-chefe da Brescia, Fabio Salomão, contou que o suspeito, que ofereceu o emprego à jovem, tinha uma "fraqueza por mulheres".
Além disso, Salomão confirmou que a mineira estava entre o quarto e o quinto mês de gestação e essa criança seria fruto de um "romance clandestino". A gravidez indesejada, segundo o procurador, seria o motivo que levou Grigoletto a cometer o homicídio. O empresário é casado e tem duas filhas pequenas. "Ele quis eliminar o problema para salvar seu próprio casamento", disse.
Prisão
Grigoletto foi interrogado durante toda a madrugada e, após entrar em contradição diversas vezes, foi preso a pedido do Ministério Público. Ele está sendo investigado por homicídio agravado, tentativa de ocultação de cadáver e de aborto. Apesar da prisão, o empresário não confessou o crime. No entanto, as investigações indicaram que ele chegou a criar uma conta fácil de e-mail para atribuir a uma outra pessoa uma suposta relação com a brasileira. Segundo o Ministério Público, Marilia foi "estrangulada, mas pode ter morrido por respirar gás".
Família
Marília estava grávida de cinco meses. (Foto: Reprodução/ Ansa/Arquivo Pessoal)
Em nota, o Governo de Minas havia garantido que iria auxiliar as autoridades italianas nas investigações, além de prestar ajuda a família na remoção do corpo. O traslado, no entanto, ainda não tem data para ocorrer.
O caso
O corpo da mineira foi encontrado dentro do escritório da Aviação dell'Alpi do Brasil, empresa de compra e venda de ultralaves, na cidade de Gambara. Ela trabalhava no local e o cadáver foi localizado por James Conzadori, chefe de Marília. Conzadori tinha ido ao escritório para levar alguns documentos e se deparou com a funcionária caída no chão.
"Eu vi uma figura no chão, dois braços estendidos. A cabeça coberta de sangue. Eu estava com medo e eu fechei (a porta) mais uma vez", disse Conzadori à imprensa de Gamabara. Ele saiu e chamou a polícia. "Quando chegamos, imediatamente fechei o medidor de gás." De acordo com vizinhos, desde a noite de quinta-feira um forte cheiro de gás exalava do escritório.
Por meio da posição do corpo, das feridas na testa e outros detalhes, peritos confirmaram o homicídio e descartaram uma das hipóteses de que Marília tivesse caído depois de ser acidentalmente intoxicada por um gás que escapava da caldeira de tubo do escritório. Os investigadores acreditam que o gás metano foi liberado propositalmente para encobrir o assassinato. A caldeira foi recolhida pelas autoridades locais que também encontraram na cena do crime, um frasco de ácido.
(*) Com ANSA - Agência Italiana de Notícias
Nenhum comentário:
Postar um comentário