Tércio Amaral
| Fernando Henrique Cardoso não esconde sua simpatia quando o assunto é aliança entre PSDB e PSB. Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press |
Em virtude das eleições presidenciais de 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) começam a se aproximar. Os dois tiveram, neste ano, dois encontros, o último realizado semana passada, no Recife, na casa do socialista. Oficialmente, a cúpula tucana divulgou que se tratava de um encontro para “trocar opiniões”.
Nos bastidores, no entanto, se fala até em pacto eleitoral, caso um dos dois, que são possíveis candidatos à Presidência da República nas próximas eleições, num eventual segundo turno. A estratégia consiste num “pacto de não agressão” no primeiro turno. Indagado sobre o acordo e o pacto, FHC disse: “Se for feito um acordo nesse sentido, sou favorável”. O tucano, no entanto, ponderou que ainda não estava informado sobre o assunto.
O ex-presidente também voltou a elogiar a possível candidatura do governador de Pernambuco à Presidência da República. Ao defender o projeto do PSB, ele procurou defender a tese da ampliação do debate em torno de projetos distintos. “Não sei se o Eduardo Campos será candidato, ele ainda não confirmou. Eu gostaria que ele fosse. Gostaria porque precisamos ter vários pontos de vista no Brasil. Ele foi um bom governador e gosto dele. Mas não posso deduzir daí que eles (Aécio e Campos) fizeram um pacto”.
Atualmente, PSB e PSDB discutem a formação de palanques nos estados de São Paulo e Paraná. Os dois partidos projetam alianças ainda para Alagoas, Piauí, Amazonas, Roraima e Maranhão. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PSB fala em lançar a candidatura da deputada federal Luiza Erundina ao governo do estado, mas não descarta apoiar a reeleição do tucano Geraldo Alckmin. No Paraná, também há uma movimentação para os socialistas apoiarem a reeleição do governador Beto Richa.
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