Automania esteve em Porto Alegre testando a gama zero emissão da fabricante francesa
Nova Santa Rita (RS) - Da aposta
ousada à realidade, o carro elétrico chegou a um ponto sem retorno. A
maior fabricante mundial, que já entregou 100 mil carros elétricos no
mundo, a aliança Renault-Nissan, celebra a primeira venda no Brasil.
O Renault ZOE, projeto elétrico original, mostrou o melhor rendimento
Foto: Marcellus Leitão / Agência O Dia
Nós tivemos a oportunidade de dirigir estes carros e ainda o Twizy, que sofre restrições no Brasil por ser considerado quadriciclo, não receber licenciamento e ser proibido de trafegar em ruas.
Silêncio a bordo
Na hora do asfalto deu para perceber
as sutilezas de cada um. O Fluence, que partiu de um carro convencional,
recebeu motor dianteiro e pack elétrico na traseira, o que gerou algum
desequilíbrio na saída de curvas mais vorazes. Mesmo assim, o espaço,
conforto e as acelerações silenciosamente vigorosas cativam.
O Fluence pode chegar aos 160
quilômetros de autonomia, em condições ótimas, ou menos, em
engarrafamentos. Pode ser recarregado em tomada comum de 110 v por 9
horas ou em 4 horas numa tomada de 220 v. Com motor de 70 kw ou 95 cv e
excelente torque chega aos 135 km/h, teve o comprimento aumentado em
relação ao outro Fluence e perdeu espaço para a bagagem, por conta das
baterias. São 317 litros, espaço de hatch e mais 160 quilos de peso.
O primeiro da fila, o Renault Twizy, ainda não é considerado carro no Brasil. Atrás, um Fluence elétrico
Foto: Marcellus Leitão / Agência O Dia
Com motor de 60 cv o utilitário
Kangoo Z.E. também pode ter bancos para cinco ocupantes. É prático para
entregas e percorre até 130 km, sem trancos nem barulho: perfeito para
os Correios.
A cereja do bolo é o ZOE, o hatch
feito para ser um elétrico. O modelo apareceu em Genebra no ano passado e
causou furor. Anda como os outros, em silêncio e aceleração constantes e
faz curvas com equilíbrio. Com 88 cv chega aos 100 km/h em 13 s. Muito
bom, até para ativar o controle de estabilidade nas curvas do Velopark,
no Rio Grande do Sul, onde o testamos. O ZOE também tem boa autonomia,
que pode chegar aos 150 km e a curiosa tomada de força fica na frente,
como seu primo Nissan Leaf, o mais vendido do mundo na categoria.
O ‘hours concours’ nesse teste foi o Twizy.
Jeitão de moto, com portas tesoura transparentes, painel simples e motor
traseiro, é duro ao rodar, estreito e perfeito para as cidades. Tem boa
estabilidade e pouco peso: são 473 kg e motor de 20 cv, que o leva a 80
km/h de máxima. O Twizy pode levar dois ocupantes — o de trás na
‘garupa’ — e parar de frente nas vagas. Recarregável em 3,30 h em tomada
de 220 v, viabiliza o uso urbano, e aumenta o espaço das ruas. O que o
inviabiliza são as nossas leis do século passado.
Renault Twizy: estreito e perfeito para as cidades
Foto: Marcellus Leitão / Agência O Dia
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