O crime aconteceu na Santa Maria da Codipi, no final da tarde de ontem. Por pouco não atearam fogo no jornalista.
O jornalista e dono de
site de notícias, Tarciso Carvalho, foi vítima de assalto na região da
Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina, no final da tarde de
ontem(06) por dois homens em uma moto. Ele teve as sobrancelhas e o
cabelo raspados e por pouco não é queimado vivo. Além de ter tido seus
objetos e dinheiro roubados durante a ação.
Fotos: Evelin Santos/Cidadeverde.com
Segundo
o jornalista, o crime aconteceu por volta das 17h30 quando chegava à
casa de um amigo e um homem desceu de uma moto preta para pedir
informação. “Quando ele se aproximou foi mostrando a arma e dizendo que
era um assalto. Os dois me levaram para um terreno baldio onde me
ajoelharam e com a arma na minha cabeça, pegaram minha mochila e jogaram
tudo no chão”, afirmou Tarciso.
Entre
outros objetos que havia dentro da mochila, Tarciso disse que havia uma
garrafa de álcool que o amigo pediu para ele levar, além de objetos de
higiene pessoal.
“Quando
viram o álcool começaram a jogar em mim, depois pegaram um barbeador e
começaram a raspar minhas sobrancelhas. Eles não falavam nada, só
sorriam. Mandaram tirar minha camiseta e o meu calçado, me deixaram só
de calça jeans. Quando eu vi que iam acender um fósforo, resolvi correr,
mesmo que ateassem o fogo. Corri mata a dentro e me escondi em um
buraco, passei um tempo lá e eles não foram atrás de mim”, conta o
jornalista.
Ele disse que um dos bandidos era moreno e não tirou o capacete, já o outro era branco, alto e tinha cabelo liso.
Ao
retornar para o terreno, ele disse que viu suas coisas pegando fogo.
“Eles colocaram fogo no meu calçado, minha camisa, na mochila e em uns
papeis que tinha na bolsa, que eram ingressos da feijoada, contratos e
outras coisas”, especificou. Tarciso disse que levaram uma boa quantia
em dinheiro que ele não quis revelar quanto, um dos seus aparelhos de
telefone, um MP3, dentre outros.
Após
o assalto, Tarciso pediu ajuda a populares que ligaram para o Ronda
Cidadão. “Eu sentei numa calçada e comecei a chorar, foi muito
desespero. Não acredito que tenha sido direcionado para mim, acho que eu
estava no lugar errado e na hora errada e só pegaram o álcool porque
encontraram na minha mochila. Não acho que estavam me marcando”,
acredita o jornalista.
Na
manhã desta quinta(07), ele prestou queixa no 22º Distrito Policial. O
chefe de plantão informou que o caso foi repassado para a equipe de
investigação e para o delegado Miguel Vicente.
A feijoada do jornalista que aconteceria neste final de semana foi adiada. O jornalista está em estado de choque.
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