Até o momento, três casos foram registrados em todo o Estado.
Adriano Magno/Ccom
Sesapi alerta para cuidados com animais silvestres (Foto:João Luciano)
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) está intensificando suas ações
quanto à conscientização sobre os riscos da população contrair raiva. O
monitoramento do vírus causador da doença infecciosa é uma das
atribuições permanentes do órgão. O alerta veio após a morte de uma
pessoa em Parnaíba que foi atacada por um Sagui. Testes de laboratório
confirmaram que o animal estava contaminado.
O coordenador da Vigilância Ambiental da Sesapi, Inácio Lima, explica
que, até o momento, três casos foram registrados em todo o Estado. Além
do caso de Parnaíba, outro foi registrado na cidade de Pio IX. O homem,
também atacado por um Sagui, encontra-se internado em estado gravíssimo
no Hospital Natan Portela, em Teresina. O terceiro registro da doença
aconteceu em Luis Correia envolvendo uma criança, que passa bem, após
ser tratada a tempo com medicamentos e vacina.
“Todos os casos, diferente de outros anos, foram transmitidos pela
mesma espécie, no caso, o Sagui, por tanto nossa tarefa é repassar aos
profissionais do Programa Saúde da Família, que redobrem a atenção
nessas áreas quanto aos sintomas e ao alerta sobre o perigo de
aproximação desses animais silvestres”, detalha o coordenador.
Perigos da Raiva
A raiva é uma doença onde o sistema nervoso central fica comprometido e
pode levar à morte em poucos dias, se a doença não for devidamente
tratada. Na maioria das vezes, os animais domésticos são o elo
transmissor do vírus para o homem, no entanto, o hábito de tentar
domesticar animais silvestres pode ser fatal se o mesmo estiver
contaminado.
“Solicitamos a todos que não entrem em contato com raposas, saguis,
morcegos que estejam vivos ou mortos”, destaca Inácio Lima. Ele observa
que são animais que podem ser portadores do vírus por muito tempo e,
quando aparecem, podem atacar humanos.
Cuidados
A Coordenação de Vigilância Ambiental frisa que nas situações de
ataques por animais silvestres no interior do Estado é fundamental
comunicar aos postos de Saúde. “É importante que a pessoa que sofrer
agressão ou acidente por manuseio (mordedura, arranhão) com qualquer
tipo de mamífero procure atendimento na Unidade de Saúde mais próxima”,
diz Inácio Lima.
Ultimamente, os saguis têm preocupado as autoridades piauienses, no
entanto, o alerta vale também para morcegos. No Brasil existem 167
espécies de morcegos catalogadas, das quais 41 foram identificadas com o
vírus da raiva, sendo que 37 delas (90%) em áreas urbanas.
Grave e fatal
A raiva é uma doença grave e, sem tratamento adequado, se torna fatal
para o ser humano. A maioria dos animais tem taxa de mortalidade
parecida, mas especialmente os morcegos podem tolerar a infecção e
sobreviver. Até há algum tempo a raiva era denominada inadequadamente de
hidrofobia. O vírus está presente na saliva de mamíferos infectados.
Ela pode ser transmitida por animais domésticos, como o cão e o gato,
animais de produção como bovinos, equinos e suínos, e os animais
silvestres, que são os morcegos, quatis, macacos, raposas e outros.
Cuidados com morcegos
Cuidados com morcegos
Evite tocar em qualquer morcego, vivo ou morto. Morcegos são animais de
hábitos noturnos. Quando encontrados caídos ou voando de dia, podem
estar doentes, com o vírus da raiva.
Ao encontrar um morcego nestas condições, ou mesmo morto, avise o
serviço de saúde de seu município para que faça a coleta segura deste
animal e encaminhe para análise em laboratório.
“Mantenha seus animais de estimação, cães e gatos, com a vacina contra a
raiva em dia. No caso de sofrer agressão (mordedura, lambedura ou
arranhões) de cão, gato, morcego ou outros animais, lave o ferimento
imediatamente com água e sabão em abundância, procure rapidamente uma
Unidade de Saúde e faça o tratamento indicado sem faltar às vacinações”,
alerta o coordenador da Vigilância Sanitária da Sesapi.
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