quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

As gritantes diferenças entre a Coreia do Sul e o Brasil


Almério Nunes
A história das Coreias foi escrita com muito sangue. China e Japão invadiram seu território inúmeras vezes, através dos séculos. Depois da divisão do país, na década de 50, o mundo vem assistindo à ascensão da Coreia do Sul e à decadência da Coreia do Norte.
Sem recursos naturais, o pequeno país (50 milhões de habitantes) se tornou uma potência tecnológica, financeira e comercial, porque o Estado exerce um papel de estimulador da economia e de rígido fiscal da aplicação dos recursos públicos.
O Estado entra com dinheiro (que recolhe), sim, porém os impostos em boa parte vão para: 1) Suportar a máquina governamental; 2) Educação e Pesquisa; 3) Fortalecer o capital das empresas para novos investimentos; e 4) Conceder benefícios sociais aos trabalhadores.
O país adotou a Livre Iniciativa Capitalista, sim. Um cidadão, através de uma pequena loja, foi crescendo. Não quis, entretanto, comprar novas casas, iates, ações de empresas ricas, não ostentou riquezas: reaplicou o que ganhava, para iniciar novos negócios. Com o tempo, o Estado emparceirou-se com ele e tornou possível outras iniciativas, com regras bem definidas… pelo Estado.
Hoje, o Sr Lee Kun-Hee, presidente da Samsung (neto do fundador), é riquíssimo, claro, porém o Estado, graças à Samsung, recolhe impostos gigantescos e os repassa para a sociedade – que, não por acaso, é a que mais enriquece no mundo (concorrendo com Singapura).
LEMBRANDO KEYNES
“Distribuir a renda do Estado e das Empresas com os trabalhadores”, todos com consciência plena de que o benefício é de todos. Isto, meus amigos, foi escrito por John Maynard Keynes (o Papa Supremo de Harward).
O que vemos hoje, entretanto, são os Estados socorrendo todos os bancos falidos e empresas quebradas, com o dinheiro dos contribuintes/trabalhadores… sem regras definidas, ou simplesmente sem regra alguma, expondo-nos todos a estes resultados que bem conhecemos.
O Brasil não tem uma cultura adequada para seguir a Coreia do Sul. O Estado brasileiro não cumpre a Constituição, que o obriga a prover o povo com Educação e Saúde. As diferenças entre Coreia do Norte e do Sul… e o do Brasil… estão aí. Creio, mesmo, que nem seria o caso de meramente analisar regimes abertos ou fechados, denominando a todos como ditaduras ou democratas.
Apenas procurei demonstrar, aqui, que quando o Estado opera e distribui conscientemente, consistentemente, honestamente e equanimemente os recursos que arrecada de seus contribuintes, revertendo-os para seu direto e imediato proveito e desenvolvimento, estamos diante da formação e consolidação de uma Nação. Próspera Nação.
O slogan da gigante sul-coreana Hyundai é: “New Thinking / New Possibilities” … tipo “pense de uma forma nova, e surgirão novas possibilidades” É isso aí.

 
 

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