terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Avança negociações para regularização fundiária do Parque Brasil

 

 

Serão regularizados 70 hectares de terra que serão doados pelos proprietários legais do terreno.

Rita Lúcia/Ccom
Avança negociações para regularização fundiária do Parque Brasil (Foto: Ascom ADH)
O Serviço Social da Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH) se reuniu, nesta terça-feira (25), com o empresário Adail Magalhães, do Grupo João Santos (Cimento Nassau), representante da Prefeitura de Teresina e algumas lideranças comunitárias do Parque Brasil, para tratar da doação e regularização fundiária de 70 hectares de terra que pertencem ao Grupo João Santos, localizado no Parque Brasil, zona Norte de Teresina. A doação por parte do Grupo será de 35% dessas terras e vai beneficiar as famílias carentes que já moram no local de forma irregular.
Segundo Adail Magalhães, foi feito um acordo formal entre Governo do Estado, Prefeitura Municipal, Grupo João Santos e Associações de Moradores para garantir que toda a área seja regularizada. “Estamos trabalhando para identificar as pessoas carentes que não podem pagar pelos lotes e a partir daí o Grupo João Santos vai fazer a doação. o que exceder aos 35%, o Estado e Prefeitura assumem”, explica o empresário.
De acordo com a assistente social da ADH, Nelimária Crisanto, foi criado um "Grupo Tarefa"  só para tratar da regularização fundiária do Parque Brasil, uma área privada que foi invadida há mais de uma década. Na opinião do presidente da Associação de Moradores do Parque Brasil II, Irmão Francisco, até agora o acordo entre as partes está sendo cumprido. “Nossa preocupação é contemplar quem realmente precisa de uma moradia e beneficiar quem mora na comunidade”, declara.
A mesma posição toma o presidente da Associação de Moradores do Parque Brasil I, Francisco Esperantino. “Com a doação do terreno e com a segurança jurídica tem muita gente de fora da comunidade querendo se beneficiar. Mas vamos ficar vigilantes, são 12 anos de luta”,  enfatiza.
De acordo com Nelimária Crisanto, a parceria entre Estado, Prefeitura e entidades vai garantir um trabalho transparente. “Haverá uma fiscalização rigorosa de todas as partes no sentido de impedir qualquer injustiça”, comenta.
Até o fim do mês de maio deverá estar concluído o levantamento socioeconômico das famílias que residem no local, trabalho realizado pelas assistentes sociais da ADH e Prefeitura de Teresina.

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