Vinicius Sassine
O Globo
As seis promotoras de Justiça que atuam na área de execuções penais estudam a melhor forma de estabelecer um maior controle dos atos da Sesipe, que fornece poucas informações a respeito da rotina carcerária, especialmente nos casos dos réus do mensalão. O certo é que será aberto procedimento de investigação. As promotoras vão pedir diligências e solicitar informações à Sesipe.LIVRE ACESSO
No CIR, dentro do complexo da Papuda, parlamentares continuam tendo acesso aos réus do mensalão fora das regras definidas para todos os presos. Servidores do sistema prisional relatam que deputados têm acesso às celas sem se identificar, usando coletes da Polícia Civil, junto com a escolta policial ou até dentro do carro de dirigentes do sistema.
O deputado distrital Chico Vigilante, líder do PT na Câmara Legislativa do DF, contou ao GLOBO que entra na Papuda “a qualquer momento”.
VICE-DIRETOR DEMITIDO
Já no CPP, fora da Papuda e destinado a presos que têm autorização de trabalho externo, o vice-diretor Emerson Bernardes perdeu o cargo depois de tentar coibir regalias a Delúbio. Ele foi demitido por ter ordenado que o ex-tesoureiro retirasse a barba e por ter proibido que o carro da CUT — onde Delúbio trabalha — estacionasse no pátio interno. Além disso, registrou ocorrência sobre uma conversa entre o petista e o presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do DF, Leandro Vieira, num fim de semana.
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