Pedro França/Agência Senado
Gleisi Hoffman disse que não caberia ao governo solicitar à oposição apoio a seus planos e projetos
A resposta mais enfática coube à ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR). "Essa tendência de desmerecimento [ao PT] não faz jus à postura de Lula e do PT de apoio ao Real nove anos depois [a partir de 2003], de salvar e resgatar o Plano Real, reafirmando os pressupostos macroeconômicos", discursou a petista.
Em sua fala, ela listou como ameaças à estabilização, entre outros pontos, inflação e juros altos no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, o que em boa parte ocorria diante da incerteza do mercado em relação à gestão Lula.
Mais cedo, no evento do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia destacado o fato de o PT ter, em 1994, negado apoio ao plano econômico que seria colocado em prática pelo governo de Itamar Franco - Fernando Henrique era seu ministro da Fazenda.
Na tribuna do plenário, Gleisi disse que não caberia ao governo "solicitar à oposição apoio aos seus planos, seus projetos", até porque, segundo ela, as experiências anteriores forçavam o PT, na ocasião, a recorrer ao benefício da dúvida.
Eduardo Suplicy (PT-SP) também foi à tribuna defender o governo. Em linhas gerais, tanto ele quanto Gleisi citaram dados usados por Lula em artigo publicado na edição de hoje do jornal "Valor Econômico", em exaltação aos 11 anos da administração petista.
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