Presidente da Assembleia Legislativa revela não se sentir a vontade para conversar governadora sobre sua decisão e está aguardando algum posicionamento. Resolução fica a ser decidida, só em caso de renúncia de Roseana
Glaucione Pedrozo/O Imparcial
| Sobre a resolução da eleição indireta, Arnaldo mantém sua posição de apenas discutir, após renúncia de Roseana Sarney Sobre a resolução da eleição indireta, Arnaldo mantém sua posição de apenas discutir, após renúncia de Roseana Sarney |
O
presidente também afirmou que está tranquilo em relação ao prazo e diz
não enxergar nenhum tipo de estreitamento que ameace sua possível
candidatura. “Não existe nenhum desconforto nessa história de
estreitamento de prazo. Eu vejo com muita tranquilidade com muita
serenidade. Estreitamento se eu tivesse que voltar somente com 30 dias.
Mas isso não foi comentado comigo”, destacou Melo. Arnaldo Melo também
afirmou que os trabalhos a respeito da eleição indireta estão parados na
Assembleia, pois dependem de uma comunicação oficial da governadora.
“Mas tudo é especulação, porque não se pode dar um passo sobre esse
projeto em razão de ser uma decisão unilateral da governadora. No
momento que ela decidir que vai disputar o senado aí ela comunicará e a
partir daí nós iremos agir a respeito”, disse.
Questionado
sobre se assumiria mesmo o governo no caso da renúncia, o presidente
afirmou que essa é uma questão natural e que aguarda decisões do grupo.
“Sou candidato natural a deputado estadual, porém estou na linha
sucessória. Eu participo de um grupo, estou muito tranquilo, o que for
acertado comigo eu cumpro e o que acertarem tenho certeza que cumprirão
também”, afirmou.
Sobre a participação
do Judiciário, com a desembargadora Cleonice Freire assumindo o comando
do Executivo Estadual, dentro do processo de eleição indireta, Arnaldo
Melo relatou que nunca se declarou contra essa possibilidade, já que
esta é uma questão prevista na própria Lei. “Todas as possibilidades
dentro do que a Lei determina podem ser cogitadas. Eu nunca discuti
isso. A Constituição Federal e a nossa legislação estadual preveem
isso”, ressaltou. Sobre a resolução que definirá as regras para eleição
indireta, o presidente da Assembleia afirmou que ela só será posta em
votação a partir do anúncio da governadora. “A resolução tem sido muito
questionada. Nós só vamos colocar uma resolução regulamentando uma
eleição indireta no momento em que a governadora decidir se vai sair”
afirmou. AS
Comissões
Já
no terceiro mês do ano, ainda existem muitas indefinições em relação às
Comissões da Assembleia Legislativa. Das doze comissões, apenas uma
teve sua composição definida, a de Constituição e Justiça, que está sob o
comando do deputado Jota Pinto. A respeito do assunto, Arnaldo Melo
diz que essa pendência não está atrapalhando o rito legislativo, já que
as convocações estão sendo feitas no próprio Plenário. “A questão das
Comissões nós deixamos a encargo dos próprios deputados que as compõem.
Os
projetos que têm sido trazidos à pauta e a gente faz sempre as sessões
aqui no Plenário, de modo que não tem prejudicado o funcionamento do
Plenário” De acordo com o presidente, essa questão deve ser resolvida
até na próxima semana. “Acredito que na próxima semana essa pendência
deve ser resolvida, essa semana foi relativamente prejudicada pelas
festas carnavalescas e nós não tivemos como reunir”, finalizou Arnaldo
Melo.
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