Carlos Chagas
As previsões são pessimistas. A queda nos números das consultas populares, mais as vaias dos últimos dias, mostram uma candidata obrigada a não perder qualquer tipo de apoio, mesmo os mais incômodos. Apesar de haver dito que não se interessa por eventuais defecções em sua base, a realidade é outra. À medida em que outubro se aproxima, Dilma estará obrigada a manter e até a ampliar compromissos. A prometer ministérios e postos nos altos escalões da administração federal. Depois, será cobrada.
Está indo para o espaço o chamado grito de independência que alguns meses atrás se presumia a grande marca do segundo mandato. Assim, o círculo se fecha e faz prenunciar a mesmice e a pasmaceira hoje registradas. A sorte da presidente é que apesar do crescimento, seus adversários continuam não empolgando. Mesmo assim, ou por isso mesmo, uma vitória esmaecida não significa um bom governo. Uma reeleição apertada, cheia de compromissos, faz supor quatro anos medíocres.
TOMARA QUE ESQUEÇAM
No PT poucos falam, mas a maioria sussurra uma esperança: que a presidente Dilma e o Lula esqueçam o mais depressa possível do absurdo que seria, no começo do segundo mandato, a convocação de uma Constituinte Exclusiva. Se é para promover a verdadeira reforma política, nada melhor do que um Congresso renovado, como se prevê a partir das eleições de outubro. O diabo é se a razão estiver mesmo com os comentários do dr. Ulysses: “pior do que o atual Congresso, só o próximo”…
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