sexta-feira, 16 de outubro de 2015

HÁ POSSIBILIDADE DE EDUARDO CUNHA SER CASSADO AINDA ESTE ANO

Araújo diz que não tem ligação com Cunha
Marcella Matos
Veja
Após permanecer desativado ao longo de todo este ano, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados reinicia os trabalhos nos próximos dias com a missão de analisar o pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), algo até então inédito para o colegiado, criado em 2001. A função de investigar Cunha caberá ao presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA).
Araújo nega ainda se sentir pressionado: “Não tem pressão. Ninguém pode me tirar daqui. O Conselho de Ética não é como as outras comissões, que o líder pode tirar a qualquer momento. Só se eu morrer ou renunciar. E nada disso está nos meus planos”, disse.
“Para mim não tem influência. Ele não vota comigo, não é do meu Estado, não tem porque eu temer qualquer influência dele. Ele nunca me deu nada para relatar e ainda foi contra a minha eleição. Ele tinha um candidato que era amigo dele, e eu não era. Não tinha compromisso politico com ele”, continuou o deputado baiano, lembrando que Cunha apoiou o seu adversário na disputa pelo conselho, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
AVALIAÇÃO
Araújo afirma que ainda não avaliou com profundidade a representação protocolada nesta terça-feira por PSOL e Rede, que pede a cassação de Cunha por quebra de decoro parlamentar.
Para o processo começar a andar, o presidente do Conselho de Ética encaminha a representação à Mesa Diretora – presidida pelo próprio Eduardo Cunha. Em seguida, a Mesa tem até três sessões para devolver a ação ao Conselho. Pela previsão de Araújo, a primeira reunião do colegiado deve acontecer no dia 27 de outubro.
O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo, acha que o processo de cassação do mandato de Cunha pode ser julgado pelo colegiado até o fim deste ano.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Diante dessa disposição do presidente da Comissão de Ética, só resta a Cunha autorizar logo o processo de impeachment de Dilma, antes que sua arqui-inimiga destrua a economia deste país.


 

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