domingo, 18 de outubro de 2015

MARCO AURÉLIO, DO STF, DEFENDE RENÚNCIA DE DILMA, TEMER E CUNHA



Renuncia ou Impeachment DilmaNatuza NeryFolha
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defende uma forma “não traumática” para o país superar a crise: a “renúncia coletiva” da presidente Dilma Rousseff, do seu vice Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. “Falo isso como cidadão e em uma perspectiva utópica, já que seria algo impensável para os atuais detentores dos poderes”, diz ele. Para o ministro, “o mal maior, a crise econômica,” está sendo deixado “em segundo plano” por “interesses políticos”.
O governo jogou a toalha. Sem conseguir tirar as contas deste ano do vermelho, prepara a terceira revisão de sua meta fiscal de 2015, desta vez com um “inevitável” déficit. Em reunião da equipe econômica na quinta-feira, integrantes da Fazenda deram uma ideia inicial do rombo: R$ 20 bilhões. O número definitivo será decidido por Dilma em breve.
O governo começou 2015 com uma meta de superavit primário de 1,1% do PIB. Teve de derrubá-la depois para 0,15% e pode terminar o ano com um saldo negativo perto de 0,3% do PIB.
E O CONGRESSO?
O novo percentual ainda precisará ser aprovado no Congresso. Do contrário, o governo descumprirá a Lei de Responsabilidade Fiscal. O debate sobre o déficit tem tudo para opor novamente os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento).
Escalado para falar sobre o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Fitch, Levy fez que não era com ele. Coube ao Palácio do Planalto elaborar uma nota à imprensa. O gesto irritou o governo. Não é a primeira vez que o titular da Fazenda toma “chá de sumiço”.
TERRORISMO
O projeto que tipifica o crime de terrorismo se transformou em dor de cabeça para o Planalto. O governo foi avisado de que, se não aprovar logo a lei, pode ter problemas em sua “avaliação institucional” em agências de risco –um dos itens para a definição da nota de crédito do país.
Para que seja aprovado rapidamente, o projeto precisa passar pelo Senado da mesma maneira como foi votado na Câmara. Petistas avaliam que o texto original dá margem à criminalização de manifestantes e estão divididos sobre o apoio à proposta.
O projeto também provocou mais um atrito na já difícil relação de Dilma com os movimentos sociais, que veem na proposta o cerceamento do direito a manifestações. Caso aprovado, prometem atos em frente ao Planalto pedindo o veto da presidente Dilma.
O AMIGO DE LULA
Quem conhece o empresário José Carlos Bumlai, apontado pelo lobista Fernando Baiano como beneficiário de uma comissão de R$ 2 milhões em nome de uma nora de Lula, enaltece a fidelidade do empresário ao ex-presidente.
Líderes da oposição falavam em tentar levar Baiano à CPI da Petrobras para fustigar o petista, mas hesitavam em um ponto: dar credibilidade ao delator significa validar também as denúncias feitas por ele contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
(texto enviado pelo comentarista Carlos Mordaz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário