Agnaldo Sete Cordas, que era um lenda viva da música popular em São Luís, morreu na manhã deste domingo 8
O violinista Agnaldo Sousa, um dos maiores ‘Sete Cordas’ do Maranhão, morreu em São Luís, às 6h50 deste domingo (8), no Hospital Carlos Macieira. Ele tinha 87 anos e estava internado há cerca de dez dias, depois de sofrer um princípio de enfarte em sua residência, na Cohab.
Agnaldo de Jesus Sousa nasceu no tradicional bairro do Desterro, em São Luís, no dia 1º de janeiro de 1928. Filho do clarinetista Benedito Sousa, professor de música, e de Sabina Martins Sousa, ‘Sete Cordas’ tinha 13 filhos, 13 netos e um bisneto. Do primeiro casamento, vieram sete filhos: Fatima, Marileia, Marilda, Maristela, Arionaldo, Agnaldo Filho e Juca. Do segundo casamento, com Marilene Sousa, ganhou mais seis filhos: Henrique, Karine, Eduardo, Selma, Adilene e Kamila.
Em março de 2013, Agnaldo Sete Cordas concedeu extensa entrevista aos jornalistas Ricarte Almeida Santos e Zema Ribeiro, para a série Chorografia do Maranhão. Nesta entrevista, o músico faz um balanço de sua carreira. Considerado uma lenda viva do instrumento que acabou por lhe emprestar o sobrenome artístico, Agnaldo tocou com diversos artistas de sucesso nacional, quando de suas passagens pela ilha.
Na entrevista a Ricarte Almeida e Zema Ribeiro, Agnaldo revelou que havia começado a rabiscar em um caderno suas memórias. Uma espécie de “fique por dentro” particular, em que a caneta, em papel pautado, lembra “histórias, curiosidades, manias de antigos e novos chorões”.
Gente com quem tocou, formação de bandas, orquestras e regionais, rodas, farras, datas e causos em geral engraçados – que em parte ele repesca na entrevista, às vezes recorrendo ao caderninho de anotações.
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