O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) resolveu colocar o ex-senador José Sarney no seu devido lugar e rebateu suas declarações contra os investimentos do governo Flávio Dino, que segundo o ex-oligarca limitam-se à colocar placas de inauguração nas obras iniciadas por Roseana.
Othelino lembrou ao chefe do clã, que ao contrário dos governos da sua família, o governador FLávio Dino tem compromisso com os recursos públicos e interesses da população, colocando-os acima das diferenças políticas.
– As obras não são das pessoas físicas, elas são do governo e uma gestão que sucede a outra tem o dever de dar segmento àquilo que ficou estabelecido, contratos, realizações que ficaram e foram deixadas pela metade. Infelizmente, a grande obra deixada pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) foi um Estado extremamente pobre e endividado – explicou.
Segundo o deputado, a ex-governadora, em 14 anos de mandato, levou diversos municípios do Maranhão aos piores IDH’s, os menores do Brasil.
– A maior taxa de analfabetismo do país é outro troféu! O atual governo está enfrentando o desafio de tentar mudar esse quadro. Hospitais construídos com dinheiro do empréstimo do BNDES e não inaugurados em sua grande maioria. Muitos foram inaugurados só a fachada e depois novamente fechados – lamentou.
Ainda como lamentáveis legados da ex-governadora, Othelino citou a estrada fantasma Arame/Paulo Ramos, o famoso polo de confecções de Rosário, que vitimou centenas de pessoas, o estelionato da Refinaria Premium em Bacabeira, dentre outras.
O vice-presidente da Assembleia Legislativa lembrou ainda que o Maranhão, durante o governo Roseana, bateu todos os recordes nacionais como protagonista em escândalos.
– Havia um escândalo nacional e lá estava o Maranhão, geralmente, com a ex-governadora participando, vide operação Lava-Jato, que ainda hoje assombra uns e outros. Então, que obras são essas que ficaram inacabadas? E na verdade, a grande missão do governo Flávio Dino é construir um Estado destruído, que já foi rico, mas que foi, de forma cruel, empobrecido – ressaltou.
Segundo o deputado, o que incomoda o ex-senador é o fim dos privilégios e a reconstrução do Maranhão com a retomada das obras paradas e, apesar da crise econômica enfrentada pelo País, foi um dos poucos estados que conseguiu ainda gerar vagas formais de emprego.
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