O clima beligerante no PMDB do Maranhão não arrefeceu após o fim da eleição para o controle da legenda no estado.
O petardo do deputado federal Hildo Rocha (derrotado junto com a deputada Andrea Murad) em direção à juventude do PMDB foi um duro recado ao senador João Alberto e o deputado Roberto Costa, vitoriosos na disputa da legenda. Hildo sinalizou nitidamente que não se conformou com o vilipêndio sofrido e, sem trégua, continuará fazendo contraponto acirrado aos dois.
Em entrevista ao blog Marrapá, Hildo Rocha afirmou que João Alberto e Roberto Costa são “criminosos” e denominou de “delinquentes” a juventude do PMDB, ligada à dupla. Em nota, os jovens rebateram dizendo que Hildo é um ignorante político, “conhecido por seus discursos misóginos, intolerantes, baixo e raivoso”.
Dividido e em litígio aberto entre suas lideranças, a ferida aberta no PMDB, ao que se percebe, longe está de ser cicatrizada.
Mesmo com os esforços da ex-governadora Roseana Sarney em tentar aglutinar o partido (desesperada em ver o barco naufragar já aceita até o cargo de presidente do PMDB mulher, tudo para ser candidata em 2018 com o que sobrar do partido), a sigla está em profundo processo de degradação.
Sem a estrutura do poder e os cofres do Palácio dos Leões, a tendência do PMDB maranhense – já em cacos e franca desidratação – é definhar. A ex-governadora Roseana e o senador Lobão, envolvidos em denúncias de corrupção na operação Lava Jato, estão impossibilitados de se dedicaram a política partidária nesse momento. Com isso, a refrega entre os grupos Alberto/Costa e Hildo/Murad tende a aprofundar a crise na agremiação e recrudescer a cizânia entre seus membros. O caminho do PMDB no Maranhão parece ser o mesmo do PT no país.