Nas últimas semanas se tornaram comuns as invasões de escolas públicas e casos de violência por conta da falta de seguranças e de policiamento. Como é de se esperar, o Sinproesemma emudece, não liga se professores correm risco de vida. Roberto Costa, membro do PMDB e presidente da comissão de educação da Assembleia também está calado. Mas, tudo tem limite até para a pelegagem do Sinproesemma que nesta semana decidiu cobrar do governo mudanças no edital para concurso de professores. Já Roberto Costa….
Todos sabem que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) é um aparelho do PCdoB. Apesar disso, o sindicato que dá guarita ao partido levantou o tom contra o governo. Após as inúmeras reclamações pela ausência das cidades onde os aprovados iriam prestar serviço no edital do concurso para professores, o Sinproesemma saiu em defesa da classe. Espantosamente preferiu defender os professores ao invés de fazer o que é de praxe: defender o PCdoB. A situação e o silêncio do deputado estadual Roberto Costa, que se diz do PMDB que faz oposição ao governo, se complica ainda mais.
Ocorre que Roberto Costa é presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. Ao contrário do Sinproesemma e à revelia das reclamações sobre o edital, Costa ainda não deu uma única declaração sobre o caso. Vejam só: um sindicato conhecido por ser franja do PCdoB reclama e um deputado do partido que, pelos menos em tese deveria ser oposição, não fala nada, absolutamente nada.
E antes de prosseguir, quero manifestar meus elogios ao sindicato. Mesmo pelego, fez o que era certo e solicitou a determinação das cidades. Assim será muito mais fácil para os concorrentes escolher onde e quando querem trabalhar. Se agir assim até o fim do governo, ajudando o governador a fazer o que é correto e não apenas bajulando, será de extrema importância para a melhoria da educação pública no Maranhão.
Mas, voltando a Roberto Costa…
Costa é presidente de uma comissão que pode ser muito bem explorada por qualquer adversário político de um governo. Ele se diz adversário do governo e mesmo com flagrantes erros na educação, fica caladinho em seu canto. Estudantes já foram mortos na porta de escolas, diretores liberam alunos mais cedo, o clima de insegurança reina desde que o governo e a prefeitura de São Luís afrouxaram tudo. E Costa? Ninguém sabe, ninguém viu.
O fato é que Costa luta bravamente para representar para a política maranhense o que Marcus Junios Brutus, Luis Figo, Joaquim Silvério dos Reis e Judas representam para a história, uma grandioso traidor.
Já toquei no assunto aqui várias vezes e fui questionado várias vezes. Pois bem, a verdade escolheu seu lado. Ao incomodar menos o governador Flávio Dino do que o próprio sindicato do PCdoB faz, Costa prova que não está do lado da oposição e que não irá fazer oposição.
Além de jabuti em cima de árvore, também é pelego. E pasmem: conseguiu ser mais pelego que o próprio Sinproesemma.
  • O termo pelego foi popularizado durante a era Vargas, nos anos 1930. Imitando a Carta Del Lavoro, do fascista italiano Mussolini, Getúlio decretou a Lei de Sindicalização em 1931, submetendo os estatutos dos sindicatos ao Ministério do Trabalho. Pelego era o líder sindical de confiança do governo que garantia o atrelamento da entidade ao Estado. Décadas depois, o termo voltou à tona com a ditadura militar. “Pelego” passou a ser o dirigente sindical indicado pelos militares, sendo o representante máximo do chamado “sindicalismo marrom”. A palavra que antigamente designava a pele ou o pano que amaciava o contato entre o cavaleiro e a sela virou sinônimo de traidor dos trabalhadores e aliado do governo e dos patrões. (FONTE: Dicionário Informal)