Onda de mortes abriu debate nos Estados Unidos sobre a saúde mental de participantes de reality shows
A morte da ex-integrante do programa "The Bachelor", Alexa McAllister, 31 anos, encontrada desacordada há duas semanas por overdose de medicamentos controlados, abriu debate nos Estados Unidos sobre a saúde mental de participantes de reality shows.
Alexa é uma entre os 21 participantes que se suicidaram após participarem de programas do formato reality shows, segundo levantamento feito pelo "New York Post". A reportagem elenca estrelas de programas famosos, como o "Kitchen Nightmares", de Gordon Ramsay, exibido pela Fox, e o programa de namoro da ABC.
Alexa McAllister, participou do 'The Bachelor'. Ela se matou em fevereiro deste ano (Foto: Reprodução/Instagram)
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Alexa foi a segunda do The Bachelor a se matar. Em 2013, a modelo Gia Allemand se enforcou com o cabo de um aspirador de pó. O psicólogo Richard Levak disse à publicação que a onda de suicídios de personalidades da TV levanta questões ambíguas.
"Será que [aparecer em reality shows na TV] atrai pessoas com maior instabilidade emocional?", pergunta. "Pessoas instáveis têm mais interesse? Ou as fantasias do reality fazem com que elas se matem?", diz.
A maior parte dos reality shows mantém uma equipe de psicólogos e profissionais contratados para lidar com as questões emocionais dos participantes durante o programa.
Um dos casos mais chocantes é do chef de cozinha Joseph Cerniglia, que participou "Kitchen Nightmares" em 2007. Em um dos programas, o jurado Ramsay pergunta ao participante. "Sua empresa está prestes a afundar no rio Hudson", disse.
Três anos mais tarde, o cozinheiro se jogou no rio Hudson da ponte George Washington. Em entrevista ao "New York Post", a mãe de Cerniglia, Patricia Hansen, disse que não culpava o programa pela morte do filho. Ela ainda elogiou a forma como Ramsay tratava Joseph fora das câmeras.
"As pessoas não percebem as repercussões quando aceitam", disse o vencedor da 4ª temporada de "The Bachelorette", versão feminina de 'The Bachelor', Jesse Csincsak. "Ninguém entra para ser retratado como o agressivo, o bêbado ou algo assim, mas acontece, pois isso dá audiência e audiência é dinheiro." ( Ibahia )
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