A empresa "Happy Song" foi criada em março de 2011, mas só em 2015 foi ligada diretamente ao cantor
Documentos do escritório da firma de advocacia Mossack Fonseca apontam o nome do cantor Roberto Carlos como acionista de uma das empresas emparaísos fiscais identificadas pela série de reportagens "Panama Papers". Com informações da Folha de S. Paulo.
A empresa em que aparece o nome de Roberto Carlos é a "Happy Song", criada em março de 2011 no Panamá e ligada ao "rei" só em 2015.
A empresa surgiu por intermédio da consultoria uruguaia Baker Rilly e teve ações originais emitidas sem o nome do dono nos documentos, endereçados apenas "ao portador". Os diretores da empresa são três parceiros de Roberto Carlos: Reynaldo Ramalho, José Carlos Romeu e Marco Antonio Castro de Moura Coelho.
Em 2013, porém, a legislação panamenha proibiu ações sem registro de proprietário, então os títulos da Happy Song foram emitidos para a empresa Taunus Investiment Group S.A, gerida pela Baker Tilly.
A Taunus responde pelas ações ou diretoria de companhias em paraísos fiscais. Ela é acionista de outras 42 empresas criadas na Mossack Fonseca em nome da offshore Hoslyn S.A, também ligada à Baker Tilly.
Taunus e Happy Song tiveram envolvimento encerrado em abril de 2015 a partir de novos títulos emitidos em nome de Roberto Carlos.
A assessoria do cantor informou que a empresa está declarada à Receita Federal e ao Banco Central. "As participações em empresas são devidamente declaradas, bem como seus rendimentos tributáveis ou não, e que as remessas de recursos são detalhadas, conforme o trâmite legal aplicável, qual seja, quando ao exterior, por meio de instituição financeira legalmente autorizada a operar no mercado de câmbio, e no Brasil pelo Banco Central", disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário