terça-feira, 3 de maio de 2016

Jovem gay tem nariz quebrado ao ser agredido em saída de boate


 



Jonathan mostra o resultado dos socos e chutes que levou por ser gay. Foto: Reprodução
Pedro Willmersdorf/ EXTRA

“Já tomei tantos socos não literais a vida toda, que os que levei agora nem doeram tanto”. Com estas palavras Jonathan Alves define a agressão sofrida na madrugada do último domingo, após uma noite de diversão ao lado de um amigo na boate Fênix, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O jovem de 21 anos, que é gay, afirma ter sido arrastado para fora de uma van e espancado com socos e chutes por quatro homens.
— Meu amigo e eu saímos da festa com fome, passamos em uma lanchonete e compramos algumas esfirras. Depois entramos numa van em direção às nossas casas. Então, entraram alguns caras e começaram as provocações: nos xingando de “viadinhos”, “menininhas”...tentaram roubar nossa comida — relata Jonathan ao Extra.

O estudante de publicidade foi abordado em uma van, quando saía de uma festa em uma boate gay.
O estudante de publicidade foi abordado em uma van, quando saía de uma festa em uma boate gay. Foto: Reprodução

O estudante de publicidade relembra que tanto o motorista quanto o cobrador da van tentavam impedir as agressões verbais, sem sucesso.
— Antes de descerem do carro, um deles me puxou pela gola da camisa. Pedi respeito e para que também me soltasse. Nesse momento, me arrastaram para fora da van e começaram a me bater — conta o rapaz, pontuando que seu amigo escapou por sorte, pelo simples fato de estar sentado na janela da van, mais distante dos agressores — Não foi uma agressão por motivos pessoais, apenas me escolheram aleatoriamente por ser gay — diz Jonathan.
Com a sessão de espancamento interrompida pelo motorista, o cobrador e outros passageiros, os agressores fugiram. Posteriormente, Jonathan tentou pedir ajuda a uma viatura da Polícia Militar próxima, mas afirma ter sido ignorado e alvo de comentários debochados dos policiais.
O jovem, então, foi ao hospital West D’or, onde foi diagnosticada a fratura do nariz. No entanto, ainda não foi confirmada a necessidade de intervenção cirúrgica. Nesta segunda-feira, Jonathan passou o dia registrando seu caso na 35ª Delegacia de Polícia Civil.
— Descobri o perfil no Facebook de dois dos caras que me agrediram, um deles atende pelo apelido de Gasparzinho. Voltarei à delegacia na quarta-feira, pois pediram para que eu levasse o print dos perfis, já que lá está faltando papel. Crise, sabe como é... — comenta Jonathan.

Nenhum comentário:

Postar um comentário