No cenário do crime, o corpo estava de peito para cima, coberto com um lençol e ao lado de um automóvel estacionado. As 2 velas acesas e colocadas na calçada, que iluminavam o cadáver, já estavam quase no fim. A vítima, Maurício Jonathan da Silva Pinto, 20 anos, sem profissão, foi assassinado com 5 tiros de pistola calibre ponto 40, de uso restrito. Os motivos e suspeitos de participação no caso ainda não foram descobertos pela polícia.
O homicídio foi na madrugada de ontem (11), pouco depois da meia-noite, na passagem Paulo Fonteles, Centro de Ananindeua, na Grande Belém. Testemunhas informaram à polícia que o rapaz foi encurralado e não teve como escapar. Para isso, usaram 2 veículos.
Segundo informações do sargento da Polícia Militar (PM) Carlos Quadros, da 2ª Companhia (Cia) do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM), 2 homens em uma motocicleta e um carro participaram do crime. Porém, nenhuma descrição das cores, placas e características dos suspeitos foram repassadas pelas testemunhas.
“Os moradores disseram que ele veio correndo da rua de trás e acabou sendo cercado aqui. Dispararam vários tiros nele e fugiram. Ninguém soube dizer mais nada”, falou o militar.
De acordo com o perito criminal Josivan Beltrão, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, dos 5 disparos na vítima apenas 2 cápsulas da arma usada foi encontrada no local do homicídio. “Encontramos 2 estojos de pistola ponto 40. Ele foi atingido com tiros na cabeça, nádegas, braços e peito”, esclareceu.
Bastante emocionado no momento em que recebia algumas moedas e objetos pessoais encontrados pelos peritos durante o levantamento de local, Maurício Pinto, pai da vítima, contou que desconhece os motivos e quem teria envolvimento na morte de seu filho. O corpo do rapaz foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o homicídio deverá ser investigado pela Seccional Urbana de Ananindeua.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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