terça-feira, 25 de abril de 2017

4 empresários presos por fraudar licitação no Piauí, Maranhão e Ceará


 

Segundo o Gaeco, esquema de cartel desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Suspeitos criavam empresas fantasmas para fraude.

Mais quatro empresários suspeitos de fraude em licitações de prefeituras são presos
Mais quatro empresários suspeitos de fraude em processos licitatórios em prefeituras e câmaras municipais do Piauí foram presos na segunda-feira (24). Segundo as investigações, somente um deles chegou a movimentar aproximadamente R$ 7 milhões em contratos em cidades do Piauí, Ceará e Maranhão.
"Os empresários presos foram ouvidos e o que nos chamou a atenção é a incapacidade operacional que tinha essas empresas. Em conversa com essas pessoas, elas não souberam detalhar a margem de lucro da empresa, quantos funcionários têm, quem executava a obra, quanto custava o material. São indícios fortes, além do volume de dinheiro que circulou nas contas dos empresários e empresas novas com dois anos de criação com contratos expressivos demais para o porte", destacou o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Rômulo Cordão.
No dia 7, o Gaeco deflagrou a Operação Escamoteamento, que cumpriu 96 mandados judiciais no Piauí e Ceará contra quadrilha que fraudava licitações. Na primeira fase, oito empresários foram presos preventivamente e cinco estavam foragidos.
De acordo com o Rômulo Cordão, servidores públicos e empresários estavam envolvidos no esquema, que desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Conforme o promotor, os empresários são suspeitos de abrir empresas para participar das licitações, atuando como concorrentes, mas de fato isto não existia porque eles montavam cartéis para vencer o contrato. Os valores eram dividido entre os empresários.
"Depois da operação recebemos denúncias de outros municípios, como Buriti dos Lopes, de outros lugares onde as empresas agiam. A operação continua e os órgãos de controle estão atuando cada um na sua competência para investigar a dimensão da fraude", acrescentou.

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