quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Programa ficará pronto perto da eleição, diz economista de Ciro Gomes


 

Principal objetivo é alcançar o IDH de Portugal. "Temos de crescer 5% ao ano", frisou o economista Nelson Marconi


 por Estadão Conteúdo
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"Para atingirmos o IDH de Portugal, temos de crescer 5% ao ano", acrescentou o economista Nelson Marconi, responsável pelo programa de governo do pedetista Ciro Gomes (foto). ( Arquivo )
O economista Nelson Marconi, responsável pelo programa de governo do pedetista Ciro Gomes, afirmou que o plano de governo do partido deve ficar pronto mais perto da eleição. Na semana passada, o PDT anunciou as diretrizes, documento prévio obrigatório que deve ser apresentado junto ao registro da campanha. 
 
A fala foi feita em debate com economistas de presidenciáveis promovido pelo Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) em conjunto com a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) e com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB).
 
Foco é atingir IDH de Portugal
 
De acordo com Marconi, o que eles já têm pronto é um conjunto de medidas para o Brasil e o principal objetivo é alcançar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Portugal. "Para atingirmos o IDH de Portugal, temos de crescer 5% ao ano", acrescentou. 
 
Impostos e déficit público
 
Marconi reforçou o objetivo de Ciro de mudanças no sistema tributário e disse que uma das propostas é zerar o déficit público em dois anos. Sobre emprego, um dos temas mais debatidos pelos candidatos diante da crise financeira do País, Marconi disse que o objetivo é criar dois milhões de postos de trabalho no primeiro ano. 
 
Inadimplência
 
O economista voltou a defender uma solução para os grandes índices de inadimplência no Brasil. "Temos que arrumar a casa e resolver a vida dos endividados", disse. A afirmação reforça igual defesa feita por Ciro Gomes em debate entre presidenciáveis na TV Bandeirantes, na semana passada.
 
Marconi explicou que o objetivo será fazer um programa de refinanciamento de dívidas. "Vamos dar estímulos para refinanciamento de dívidas de pessoa física", argumentou. A alta inadimplência, na visão dele, seria reflexo da grave crise financeira do País.
 
Câmbio
 
Também afirmou que a taxa de câmbio do País precisa ser administrada. "Ninguém investe em uma economia com taxa de câmbio valorizada", defendeu. 
 
Para alcançar tais metas, o economista disse que a primeira etapa é sanar as contas públicas. Para ele, a moeda tem de se manter perto da estabilidade e, sobretudo, ela não pode ser usada para administrar a inflação. "Câmbio valorizado foi um dos causadores do nosso desemprego", disse.

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