sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Walter Alencar diz que ele é a renovação política no Piauí

Valter Alencar: irei colocar delegacias para proteção das mulheres

O candidato falou que tratará a segurança com mais responsabilidade

Valter Alencar, candidato ao Governo do Estado pelo PSC, foi o sexto a participar da série de sabatinas com candidatos nas eleições de 2018, no Agora da Rede Meio Norte, na tarde desta sexta-feira (17/08).
O candidato falou de suas propostas e projetos caso seja eleito governador do Piauí.
Foram sabatinados Romualdo Sena, candidato ao Governo pelo partido da Democracia Cristã (DC); Lourdes Melo, candidata ao Governo pelo Partido da Causa Operária (PCO); governador Wellington Dias, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e Fábio Sérvio, candidato ao Governo pelo Partido Social Liberal (PSL) e o senador Elmano Férrer (Podemos).
Valter Alencar respondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, Samantha Cavalca, Ananias Ribeiro e do apresentador Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, a candidato respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.
Amadeu CamposPorque o senhor considera o mais capacitado para assumir o Karnak em 1° de janeiro?
É uma responsabilidade muito grande se apresentar a mais de 3 milhões de piauienses, piauienses que estão acompanhando um quadro político que se apresenta proposta no período eleitoral.
O que vemos são políticos que fazem parte de uma velha política e apresentam propostas que não fazem a vida de vocês terem uma realidade diferente, talvez porque não sabem fazer, talvez porque algumas vezes se desviam da moralidade, da transparência da aplicabilidade dos recursos públicos como disseram que iriam fazer e não fazem.

Eu sou o Valter Alencar, poucas oportunidades de me apresentar. Sou advogado, sou empresário, sei o quanto é difícil colocar uma empresa para funcionar, pagar salários em dias e fazer ela prosperear. Eu tenho uma experiência e fui juiz federal como um juiz que pega um processo e encerra um processo com uma sentença. Então, minha experiência me torna capaz de enfrentar um momento desacreditado da política brasileira, da política do desemprego piauiense que tem mais de 180 mil desempregados e é você que está esperando, mesmo com a política corroída e corrompida com candidatos que vendem e não entregam, vocês esperam essa mudança. É por isso, por essa indignação, que como um candidato ficha limpa lutarei contra a velha política, contra a política da mentira deslavada.
Peço que acompanhem o projeto de mudança, Piauí da mudança, da virada, o Piauí de fazer uma máquina enxuta, o Piauí que não precisa fazer quase um cento como se diz como quem compra laranjas, o Piauí de meio 'centro' de secretarias, precisamos fazer um estado enxuto que respeite o seu recurso, que respeite os recursos públicos e assim eu me apresento para colocar o nome de Valter Alencar e convindo vocês da rede social que vão fazer a diferença na hora de votar e peço essa mudança e essa reflexão quando coloco o meu nome indignado, indignado com o processo de atraso do Piauí por essas questões tão básicas que temos e vivemos.
Samanta Cavalca: A gente sabe que o que separa homens e mulheres são oportunidades. queria saber se o senhor for eleito quais são suas políticas voltadas para criar mais oportunidades para as mulheres?
O Piauí se destaca pelo cenário da insegurança e a segurança tem que ser tratada com responsabilidade porque não é falta de dinheiro, é falta de planejamento. Policiais mulheres e homens defendendo nosso estado, como policiais sem armamento, sem tecnologia, precisamos gerar um política para todos.
Para as mulheres, a defesa desse momento tão igual, as diferenças ainda existem como por exemplo a proteção das mulheres dos crimes de feminicídio, vejam o nosso governo que diz representar as mulheres, busquem na internet quantas secretarias atuam verdadeiramente na defesa e promoção da mulher. Aliás as delegacias, por exemplo, que sabem da existência dos crimes de feminicídio, bandeira que envergonha o Piauí, não existem são duas delegacias, que defendem as mulheres do Piauí. O Piauí que não tem delegacias e eu irei fazer, irei colocar delegacias para atuar na proteção de vocês mulheres, que não merecem ter esse abandono do estado na proteção de vocês e não irei fazer isso concentrado para propaganda política.

Como vemos hoje em Teresina, as mulheres estão morrendo, em todo Piauí. Mas, não só para as mulheres, para as famílias que estão com as mulheres, os homens e jovens abandonados por uma insegurança total. Hoje, o crime das drogas que afeta a mãe,  dona Maria, dona Joana, dona Raimunda, que tem na droga de todo o Piauí o colapso da insegurança. Irei fomentar essa segurança que proteje mulheres e homens trazendo uma realidade para um Piauí que merece, viabilizando trabalho as mulheres empreendedoras e esse fortalecimento de geração de empregos e trabalho tem que se valer para mulheres e aos homens fazendo, fazendo o mais e o menos, é assim que faremos.
Ananias Ribeiro: O senhor, reconhecidamente um jurista renomado, conhece bem o judiciário piauiense,e sabe da relação que há entre o executivo e o judiciário, especialmente na definição do orçamento, a gente vê anualmente uma briga entre os poderes em busca de mais recursos para atender as suas demandas. Conhecedor dessa realidade do judiciário, como o senhor irá tratar essa discussão orçamentária com o poder? Quanto o senhor acredita que é necessário anualmente em recursos para bancar o judiciário e estará disposto a negociar a repartição desses recursos.

Valter Alencar: Sou uma pessoa do diálogo. Entendo que orçamento não é o problema do Piauí. Em 2016, R$ 9 bi e meio, em 2017 um orçamento de R$ 10 bi e meio em 2018 quase R$ 13 bilhões, é a nossa receita para administrarmos todos os poderes, porque todos são importantes, não apenas o judiciário. Eu entendo é que não haverá dinheiro nenhum que vá resolver o problema do Piauí se eles são desviados, não existe mais um ralo, existe um verdadeiro paredão que se quebrou e se rompeu, os desvios de recursos atuam todos os dias. Os crimes de improbidades sangram. Tivemos recentemente um crime dentro da Secretaria de Educação do Estado. 

Eu entrei com uma ação contra o atual governo. Receberam R$ 600 milhões para aplicar  obras de saneamento básico e infraestrutura. Não aplicaram, eu tenho perguntado ao governador Wellington: Governador responda aos telespectadores, aonde estão os R$ 300 milhões da primeira parcela recebida da Caixa Econômica Federal?
O governo não está imune a críticas, mas eu não faço críticas, a Justiça Federal, o Ministério Público Federal encontrou razão na minha ação popular e até hoje a segunda parcela desse empréstimo não foi liberada.  É preciso que esses sangramentos, desvios e atos de improbidades, como por exemplo, aquilo que seria um empréstimo consignado, não sou eu que estou apontando, os consignados estão com o nome no SPC e Serasa. Mais de R$ 500 milhões não foram pagos aos bancos. Isso é normal?

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