quinta-feira, 27 de junho de 2019

Polícia faz operação em institutos acusados de vender diplomas falsos no Maranhão

 

IES e CEPAP também são investigados por estelionato e associação criminosa na oferta de cursos de nível médio e superior junto ao CEE/MA e ao MEC. Suposto proprietário foi preso.

Por: Por G1 MA  
Uma operação da Polícia Civil nessa quarta-feira (26) apreendeu vários computadores, celulares e arquivos do Instituto de Educação Superior (IES) e Centro Educacional Padre Pio (CEPAP), investigados por falsificação de documentos, estelionato e associação criminosa na oferta de cursos de nível médio e superior junto ao Conselho de Educação do Maranhão e ao Ministério da Educação.
Instituto de Educação Superior (IES) e Centro Educacional Padre Pio (CEPAP) foram alvo de operação da polícia por falsificação de diplomas — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Instituto de Educação Superior (IES) e Centro Educacional Padre Pio (CEPAP) foram alvo de operação da polícia por falsificação de diplomas — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Durante a operação, a polícia encontrou diplomas assinados em branco - alguns assinados sem o curso que o aluno estaria se formando - históricos escolares assinados em branco, além de uma arma de fogo com numeração suprimida.
Diploma em branco, mas assinado, encontrado no IES/CEPAP — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Diploma em branco, mas assinado, encontrado no IES/CEPAP — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Segundo a polícia, o empresário e professor Lázaro Mota de Sousa é o proprietário do IES e CEPAP, que possuem sede em Barra do Corda e possuem extensões nas cidades de Jenipapo dos Vieiras e Poção de Pedras.
Segundo a polícia, Lázaro Mota de Sousa é o proprietário dos IES e CEPAP, investigados por crimes de falsificação de diplomas no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Segundo a polícia, Lázaro Mota de Sousa é o proprietário dos IES e CEPAP, investigados por crimes de falsificação de diplomas no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Lázaro foi preso em flagrante e encaminhado para a Unidade Prisional de Barra do Corda pelo crime de posse ilegal de arma de fogo restrita, falsificação de documentos públicos. A polícia informou ainda que as investigações apontam que Lázaro atuaria vendendo certificados e diplomas falsos na região.
Em depoimento à Polícia Civil, Lázaro negou os fatos dos cursos serem irregulares. No entanto, a polícia reafirmou ao G1 que o MEC e o CEE/MA afirmam que os cursos são irregulares. Quanto aos diplomas em branco, Lázaro disse que eram dele, mas de uma instituição de Imperatriz. Alegou ainda que daria os diplomas apenas aos alunos que cursarem e se formarem nos cursos.

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