sábado, 24 de abril de 2021

Ministro Ricardo Salles é um criminoso vulgar e precisa ser contido o mais rápido possível

 

 

20 charges sobre o nazismo e outros absurdos no governo Bolsonaro ...

Charge do Tacho (Charge Online)

Carlos Newton

Como dizia Antonio Carlos de Brito, o festejado poeta Cacaso, que nos deixou cedo demais, “são as trapaças da sorte” que podem explicar a sinuosa trajetória de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que se tornou o pior inimigo do presidente Jair Bolsonaro e contribui pesadamente para a derrocada do chefe do governo.

Ninguém consegue entender por que Salles ainda não foi demitido, pois não faltam razões que justifiquem não somente seu afastamento do governo, mas também o enquadramento por crimes de lesa-pátria, corrupção, improbidade, prevaricação e lavagem de dinheiro.

ACIMA DE SUSPEITA – Quando assumiu o Ministério, em janeiro de 2019, Ricardo Salles já não era mais um cidadão acima de qualquer suspeita, como no filme clássico de Elio Petri. Já havia movimentado R$ 2,75 milhões em suas contas bancárias milionárias entre 2014 e 2017, quando era secretário do Meio Ambiente e secretário de governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Em 2012, candidato a vereador em São Paulo, Salles declarou ao Tribunal Superior Eleitoral um patrimônio de R$ 1,4 milhão, referente a aplicações financeiras, propriedade de um automóvel, uma motocicleta e 10% de um imóvel.

Em 2018, ao se candidatar a deputado federal, ele declarou R$ 8,8 milhões de patrimônio – dois apartamentos no valor de R$ 3 milhões cada, um barco, veículos etc. Assim, o hoje ministro teria enriquecido R$ 7,4 milhões em cinco anos atuando no governo do estado de São Paulo.

SIGILO DA MÃE – Em 2019, o juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou a quebra do sigilo bancário do escritório de advocacia do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da mãe dele, Diva Carvalho de Aquino,

O Ministério Público investiga crimes de sonegação e lavagem de dinheiro, com transferido da conta bancária do escritório de advocacia de Salles para sua conta pessoal em “pequenos” valores, totalizando 54 transferências num período de 3 anos.

Bem, é essa figura de passado pródigo que se entronizou no governo de Jair Bolsonaro para deixar a boiada passar, encoberta pela poeira da pandemia da Covid-19. E parece ser indemissível. Ou imexível, como diria o antigo ministro-sindicalista Antonio Rogério Magri.

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P.S. –
 O mais intrigante em tudo isso é a prolongada sobrevivência de Salles, que desde o início se tornou um dos maiores pontos fracos do governo Bolsonaro. Tantos ministros já foram afastados e ele continua incólume. Como no antigo programa humorístico da Rádio Nacional, Salles balança, balança, mas não cai(C.N.)  

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