Município de Criciúma faz pesquisa que revela a rejeição de morador de rua em ter um endereço fixo ou mesmo um emprego.
Nem a oferta de um ambiente confortável é aceita por morador de rua em Criciúma. – Foto: DivulgaçãoPrimeiro foi uma campanha com outdoors e outros materiais visuais instalados em pontos estratégicos da cidade, pedindo aos motoristas que não deem escolas. Esta mesma campanha ganhou espaço nos veículos de comunicação da cidade. Depois a abordagem frequente na tentativa de identificar as pessoas que insistiam em pedir doações em locais da área central. Posteriormente a condução de alguns estrangeiros à Polícia Federal para verificar a situação legal no país. Esta estratégia teria inibido alguns, mesmo quando não tinha nenhuma irregularidade em sua situação.
Quando o prefeito visitou a Casa de Passagem, criada para abrigar pessoas que chegam à cidade e necessitam de abrigo por alguns dias, houve polêmica. Clésio Salvaro disse que no dia seguinte às 7h monitores estariam no local e que as pessoas que estivessem ali e que não estivessem com proposta de trabalho teriam que fazer alguns serviços manuais. Na data e hora combinada teria encontrado apenas uma pessoa de mais de 20 que pernoitaram no local. Esta medida, porém, recebeu críticas do Ministério Público e de órgãos de defesa dos direitos humanos
Nesta semana o Secretário de Ação Social do Município, o advogado Bruno Ferreira, revelou que a pasta tem intensificado ações de atendimento e monitoramento da população em situação de rua, mas revelou fatos curiosos. Um deles é que os venezuelanos se negam a aceitar propostas de trabalho. Alegam que recebem bem mais pedindo dinheiro nas sinaleiras.
Disse que há casos comprovados de alguns que residem em hotéis e que chegam a faturar em média R$ 400,00/dia, razão pela qual descartam a possibilidade de trabalho regular.
Nesta quinta-feira termina o prazo para que as empresas interessadas apresentem vagas disponíveis para o anunciado Balcão de Empregos, que pretende gerar oportunidades para pessoas em situação de rua. O esforço pode não render o esperado pelo governo municipal.
Enquanto isso e com a chegada do frio uma equipe da mesma Secretaria Municipal de Ação Social tem percorrido as ruas da cidade distribuindo cobertores aos que optam pelo pernoite fora do abrigo municipal.
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