quarta-feira, 26 de maio de 2021

Nesta fase caótica que o país enfrenta, a experiência política deve ser valorizada

 

 

Sarney diz que Bolsonaro está no meio do furacão

Vicente Limongi Netto

O Correio Braziliense de 24/5 publicou matérias com dois líderes do MDB. Expoentes da política. Forjados em lutas democráticas e voltados ao bem comum. O ex-presidente José Sarney, que continua na ativa, e o senador Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia. O político, jornalista e escritor maranhense, membro da Academia Brasileira de Letras e acadêmico, em sua gestão na Presidente da República teve a missão histórica de conduzir o Brasil à normalidade democrática.

Na entrevista ao Correio, Sarney exortou o respeito à ciência e a necessidade de maior empenho e solidariedade por mais vacinas. “Temos que bater em duas teclas, ajuda à sobrevivência, superação da fome e do desemprego e emprego, emprego, emprego”.

VITALIDADE DO MDB – O senador Renan Calheiros, por sua vez, salienta a vitalidade política e eleitoral do MDB. Acentua o espírito democrático do partido e as fortes convicções pelas liberdades, voltadas para o engrandecimento da convivência humana. Calheiros enfatizou:

“Não serei relator das minhas convicções, mas das provas reunidas durante a investigação. Terei coragem para inocentar os que merecem e dignidade para denunciar eventuais responsáveis”. E prosseguiu:”Minha isenção e imparcialidade são premissas inarredáveis, inegociáveis. No futuro, minha condição de relator jamais será objeto de arguições de suspeição”.

Ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Renan finaliza exemplarmente: “Não contem comigo para vinditas ou perseguições”.

TROPA SEM CHOQUE – Ainda a propósito da CPI, é patética a tropa de serviçais do Palácio do Planalto. Com argumentos rasos, usam notícias requentadas e fora do contexto da comissão.  Disputam entre si para ver quem leva o troféu do mais repugnante puxa-saco de Bolsonaro. São medíocres e verborrágicos.

O filho 01 do mito de araque, Flávio Rachadinhas Bolsonaro, geralmente abre a boca para tumultuar os trabalhos. Um dos fantoches, Marcos Do Val, chegou ao cúmulo da idiotice e do desespero de exigir, em requerimento, a troca do relator.

Outros governistas sabujos são os medonhos Marcos Rogério e Eduardo Girão, uma dupla de parlapatões para o Senado. Pobre Senado. 

POUCO SE APROVEITA – Metidos a sabidões, Pouco ou nada se aproveita do que os membros da tal tropa de choque usam como argumentos. E a lista dos melancólicos não acabou.

Ciro Nogueira é um deles. Declarou, sem nenhum pudor, que o depoimento do mentiroso Pazuello foi “magnifico e perfeito”. Não teme ser punido pelo papai do céu. Além dele, há o  gaúcho que fala aos berros, Luiz Carlos Heinze. Galhofeiros engravatados.

Como observou o jornalista Sérgio Augusto, no Estadão do dia 22, sobre essa turma:”É preciso ter um bocado de coragem para ser tão subserviente”.

PAZUELLO SE EXPLICA – Ninguém sabe o que Pazuello disse a seu amigo Braga Netto, ministro da Defesa. Eu imagino que tenha sido o seguinte.

“Não tinha a intenção de subir no carro de som. Mas o presidente me chamou e alguns admiradores insistiram. Releve minha fraqueza. Topei porque passaram pela minha cabeça recordações da infância. Quando subia nas mangueiras com amiguinhos do peito. Saudades daqueles tempos, Braga. E subi no carro de som.

É duro mentir em comissões de inquérito. Tento fazer tudo com a maior desenvoltura. Tenho orgulho das minhas missões cumpridas. Parece que vou ter de depor de novo, é uma chatice. Mas a ordem é livrar a cara do presidente, então vamos lá.

Lá em cima, no carro de som, todo mundo riu quando o presidente gritou ao microfone que eu era um gordinho camarada. Todos bateram palmas. O presidente se empolgou e me passou o microfone. Falei apenas meia dúzia de palavras. Foi só isso o que aconteceu, pode acreditar.

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