Administração feita na base do improviso, sem planos, sem projetos, sem rumo, está fadada ao fracasso. O que não é novidade em se tratando do MDB.

Dr. Pessoa, em matéria de transporte público, está mais perdido que cego em tiroteio. Pelo que estamos vendo até agora, sua gestão será marcada pela falência total do sistema de transporte público.

Ficar o tempo todo atribuindo à gestão anterior a responsabilidade pelos problemas existentes é uma demonstração cabal de incapacidade de propor soluções.

Ninguém, com o mínimo de honestidade e discernimento, pode negar que na gestão de Firmino Filho já havia problemas no Sistema de Transporte Público, mas eram pontuais e o sistema funcionava.

Os problemas vêm se avolumando ao longo de vários anos e todos os envolvidos nessa questão têm uma parcela de culpa, exceto o usuário que é apenas uma vítima.

Lembro que quando foi promulgada a Constituição Cidadã, em 1988, uma onda de democratismo varreu o parlamento brasileiro, com os representantes do povo, de forma irresponsável, ampliando o leque de privilégios imorais na caça ao voto.

A Câmara Municipal de Teresina, por exemplo, promoveu um festival de gratuidades, beneficiando diversas categorias profissionais, o que contribuiu para elevar o valor da tarifa, já que empresário não dá nada de graça para ninguém e nem poderia ficar fazendo caridade para todo mundo.

As gratuidades são jogadas nas planilhas de custos das empresas.

Tivemos portanto, ao longo dos anos, sucessivos aumentos de preços dos combustíveis e insumos e redução significativa do número de passageiros que pagam a tarifa.

E quando o caos se instalou, o que fez a CMT? Instalou uma CPI que não tem como resolver absolutamente nada. Mas, está piorando as coisas aprovando propostas malucas como essa do Táxi-Lotação, do “Ligerim” e outras formas de concorrência com as empresas de ônibus.

Esses serviços já funcionam em Teresina, de forma clandestina, e na hora em que forem legalizados deixarão de ser atraentes por conta das taxas que serão obrigados a pagar.

Trata-se, portanto, de propostas absurdas com o fito de acabar de uma vez por todas com o Sistema de Transporte Público de Teresina.

Com medo de perder o voto das categorias beneficiadas com privilégio imoral das gratuidades graciosas, os vereadores não tocam nessa questão. É um tabu.

A par disso, o governo petista do senhor Wellington Dias (PT) deu a sua contribuição para agravar o problema recusando-se a reduzir a alíquota do ICMS que incide sobre todos os produtos de consumo das empresas de transporte coletivos.

Registre-se, por oportuno, que a alíquota cobrada no Piauí é a terceira mais alta do Brasil, se não me falha a memória.

A crise que se instalou no setor de transporte público, portanto, não pode ser atribuída à gestão anterior. Ela é fruto desse conjunto de fatores que levantamos aqui, bem como do desequilíbrio emocional do secretário municipal de Finanças, Robert Rios, que levou a um confronto desnecessário e insanável com os empresários.

Por conta disso, a população fica sem ônibus e os funcionários das empresas sem o emprego, enfrentando toda sorte de dificuldades para sustentar suas famílias.

Filho Filho está morto e enterrado. Deixem o ex-prefeito descansar em paz e tratem de governar Teresina com serenidade, com eficiência e com responsabilidade.(José Olimpio)